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	<title>Ciro &#8211; PDT</title>
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	<title>Ciro &#8211; PDT</title>
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		<title>Ciro defende ampla aliança para 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 18:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
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<p>&nbsp;</p>
<p>“Nós estamos extremamente eufóricos com o resultado das eleições”, afirmou Ciro Gomes, na manhã de hoje (1º), durante entrevista à TV Uol. Para o vice-presidente nacional do PDT, o resultado das urnas aponta, principalmente, para uma rejeição clara das forças que protagonizaram a disputa presidencial em 2018: o bolsonarismo e o lulopetismo. Por outro lado, o líder pedetista falou da necessidade de uma ampla aliança – que abarque tanto partidos de esquerda e centro-esquerda quanto legendas de centro-direita – para 2022.</p>
<p>De acordo com a análise eleitoral desenhada por Ciro durante a entrevista, o bolsonarismo e o lulopetismo perderam “de lavada” nessas últimas eleições. Para o pedetista, esse é um bom sinal já que essas forças se retroalimentam apoiando-se uma na outra e não contribuem para por fim a crise econômica, social e política instalada no país.</p>
<p>“O Bolsonaro nunca foi, nem jamais será, popular no Brasil quando o lulopestismo deixar de ser o fator coesionador desse ultraconservadorismo brasileiro. Esse lulopetismo também sai completamente desmoralizado das eleições no Brasil [&#8230;] Eu espero que essa confrontação odienta seja mandada brigar lá fora para que a gente possa construir aqui, em audiência com a lição das urnas, mas pensando no futuro, um grande esforço de um projeto novo”, avaliou Ciro.</p>
<p>No campo progressista, o PDT foi o partido que mais elegeu prefeitos nessas eleições, com destaque para Sarto em Fortaleza e Edvaldo em Aracajú. Além disso, alianças pedetistas saíram vitoriosas, a exemplo de Salvador, com o DEM, e de Recife, com o PSB. Este cenário deixa evidente o esforço pedetista para pavimentar um caminho sólido para 2022.</p>
<p>Questionado sobre a viabilidade de uma aliança que vá da centro-esquerda à centro-direita para 2022, Ciro foi categórico: “Mais do que viável, acho necessário [&#8230;] Nós precisamos projetar o futuro do Brasil que, sob o meu ponto de vista, pede o encerramento da ilusão neoliberal e a formulação – em ambiente muito difícil e complexo – de um projeto nacional de desenvolvimento. Esse projeto, para ser viável, tem que tomar uma parte do centro político da sua tradicional relação umbilical com a direita”.</p>
<p>Confira a entrevista completa abaixo.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/ZLjWkiu6tuo" width="956" height="538" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>“Governo é incapaz de responder a déficit”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 19:09:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
		<category><![CDATA[Crise no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida Pública]]></category>
		<category><![CDATA[reforma administrativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="574" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-300x168.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-768x430.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-161x90.jpg 161w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-600x336.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Em entrevista à CNN no último sábado (12), Ciro Gomes afirmou que o governo brasileiro não tem nenhum projeto para lidar com o déficit orçamentário estimado em R$ 1 trilhão para este ano. De acordo com o vice-presidente nacional do PDT, a reforma administrativa proposta pelo Executivo é uma saída falsa para a pior crise...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="574" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-300x168.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-768x430.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-161x90.jpg 161w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ciro-cnn-600x336.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>Em entrevista à CNN no último sábado (12), Ciro Gomes afirmou que o governo brasileiro não tem nenhum projeto para lidar com o déficit orçamentário estimado em R$ 1 trilhão para este ano. De acordo com o vice-presidente nacional do PDT, a reforma administrativa proposta pelo Executivo é uma saída falsa para a pior crise da história do Brasil.</p>
<p>O gasto público sofreu um aumento atípico este ano em função da pandemia. Não é uma exclusividade brasileira, já que governos ao redor do mundo tiveram de socorrer financeiramente seus cidadãos enquanto tentavam frear a contaminação por Covid-19. A “tragédia”, segundo Ciro, é a “incapacidade absoluta por despreparo, corrupção e comprometimento ideológico” do governo federal em apresentar uma alternativa para o problema.</p>
<p>“De onde vai vir o dinheiro? De corte de despesa de funcionário público? Isso é mentira. Não tem bilhão aí para a gente achar. Além de que, qualquer reforma administrativa, como essa empulhação está propondo, só vale para o futuro. E o futuro anunciado – outra grande mentira do Paulo Guedes – é que nós economizaríamos R$ 300 milhões em dez anos. Isso é ridículo”, afirmou Ciro.</p>
<p>Para o pedetista, a saída está na taxação coerente da camada mais abastada da sociedade em lugar de sobrepesar a população. “Se a gente arrecadasse um imposto de 0,5% sobre os grandes patrimônios, nós arrecadaríamos R$ 70 bilhões. Se cobrasse o tributo sobre lucros e dividendos empresariais que o mundo inteiro cobra – e eu cobrei quando fui ministro da Fazenda –, nós arrecadaríamos R$ 90 bilhões”, apontou.</p>
<p>Ciro ainda ponderou a revisão de renúncias fiscais como outra fonte de receita possível para suprir os gastos públicos sem onerar o povo. “Se passássemos um pente fino nas renúncias fiscais clientelistas, corruptas, que o governo brasileiro foi cedendo ao longo do tempo e eles estão agravando agora, nós arrecadaríamos aí R$ 60 bilhões”, explicou.</p>
<p>O vice-presidente nacional do PDT fez ainda uma avaliação geral do governo Bolsonaro, falou sobre o excesso de militares na administração federal, a ingerência na questão amazônica – queimadas e desmatamento – e o desmonte do patrimônio nacional. “O Bolsonaro [&#8230;] é uma nota de três reais. Só acredita nisso quem quis acreditar para embalar uma grande mentira para iludir a população brasileira”, taxou Ciro Gomes.</p>
<p>Confira entrevista completa abaixo.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/xttgbw-pXzo" width="956" height="538" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ciro: &#8216;Impeachment não deve passar porque é consumação do desastre&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2016 10:27:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
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					<description><![CDATA[Ciro Gomes, em entrevista para Ingrid Fagundez, da BBC, passou a limpo a crise brasileira com opiniões fortes, como é de seu estilo. Para ele o impeachment não deve passar  na Câmara porque é um golpe parlamentar e os deputados sabem que quem assumirá no lugar de Dilma, uma mulher honesta, será “ uma coalizão...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ciro Gomes, em entrevista para Ingrid Fagundez, da BBC, passou a limpo a crise brasileira com opiniões fortes, como é de seu estilo. Para ele o impeachment não deve passar  na Câmara porque é um golpe parlamentar e os deputados sabem que quem assumirá no lugar de Dilma, uma mulher honesta, será “ uma coalizão de bandidos”.  Ciro reiterou que Michel Temer “é capitão do golpe”, além de íntimo de Eduardo Cunha; e que seu governo seria  “a consumação do desastre”. Por isso, o bom senso prevalecerá.  Se não for assim, toda a sociedade civil organizada “irá à luta contra o governo ilegítimo” que advirá do impeachment, inclusive ele. Não há consenso no país sobre o impeachment, ao contrário do que aconteceu, com Collor.  O lado bom é que está nas mãos de Dilma a solução  para a crise e ele, pessoalmente, deixou  por escrito com ela  um conjunto de sugestões &#8211; que independem do Congresso – para virar o jogo político através da mudança na economia. Disse que não é hora do PDT deixar o governo, mas depois da crise, sim. E que ele candidato, será para mudar a História do Brasil. (<strong>OM</strong>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você costuma fazer críticas duras à política econômica de Dilma, mas se coloca contra o impeachment. Como se posiciona hoje?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Minha percepção crítica do governo se agrava diariamente. Agora, no presidencialismo, você não pode desconstituir um governo apenas porque ele é um mau governo.</p>
<p>O impeachment é a única forma de desconstituir um governo e só pode se dar, como está escrito na Constituição, pelo cometimento de crime de responsabilidade consciente da presidente.</p>
<p>O pedido formal que está dando azo ao impeachment não se baseia numa denúncia de crime de responsabilidade. É um golpe parlamentar. Só três presidentes da República neste país concluíram seu mandato normalmente.</p>
<p>Todos os outros tiveram seu mandato interrompido por suicídio, renúncia, golpe. É nessa linha da história que me coloco. Hoje você faz uma ruptura que coesiona pela negação do governo três grandes grupos sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Quais são eles?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; O primeiro é o do eleitor do Aécio, que nunca aceitou o resultado da eleição. Desde o primeiro dia, esse grupo tem sido excitado a negar (o governo), com o agravante, correto, de que o governo Dilma se constitui em cima de uma grande farsa de marketing. A prática do governo é completamente mentirosa em relação ao marketing da coisa.</p>
<p>Um segundo movimento vai dentro dos eleitores dela. É o eleitor decepcionado com a crise. Nós temos uma depressão no Brasil, a pior (que já vi). Isso é uma coisa violenta na cabeça do nosso povo. Eu, concretamente, estou muito nessa razão aqui.</p>
<p>Por fim, tem o (grupo) da denúncia moral que, agravado pela crise econômica, acaba passionalizando o ambiente. Esse conjunto de valores se reúne apenas para negar (o governo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; O que acontece com esses grupos se houver impeachment?</strong></p>
<p>Ciro Gomes- No dia que esse impeachment for – espero que não aconteça – consumado, esse conjunto se dissolve. Porque quem assume é uma coalizão de bandidos.</p>
<p>Por desgraçada coincidência, a única pessoa que não está citada em nenhum desses gravíssimos escândalos é a Dilma. O vice-presidente está citado. O escândalo será inerente a essa turma que está entrando. E o eleitor da oposição vai se frustrar rapidamente.</p>
<p>Então, você vai ter a mesma grave situação no Brasil só que com importantes bandas do país não reconhecendo a institucionalidade do governo e provavelmente descambando para a violência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você já chamou Michel Temer de capitão do golpe. Como o vê hoje no processo de impeachment?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Ele é o capitão do golpe. É amigo íntimo do Eduardo Cunha. (Um governo Temer) será a consumação do desastre. A elite que está embalando a Fiesp acredita em (algo) que ele não tem a menor chance de entregar. Todo esse papo furado, redução de impostos, de custos trabalhistas, é tudo mentira. Zero chance de sequer propor.</p>
<p>Ele vai ser contestado por MST, CUT, UNE. Tudo o que é sociedade civil organizada que teve participação na vida brasileira vai à luta. Eu mesmo vou lutar contra o governo ilegítimo. Quando saiu o PMDB (da base do governo), as pessoas perceberam que o poder vai para Temer e Cunha. Começa a circular a informação. E não há consenso. Ajudei a fazer o impeachment de Collor, e havia consenso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Na sua opinião, o impeachment será aprovado na Câmara?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Na Câmara não passa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Quando você fala em &#8220;farsa de marketing&#8221;, se refere às promessas das eleições?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Foi tudo o oposto (do prometido). É um desastre completo. Mas volto a dizer: o presidencialismo permite que a presidenta mude de caminho. Ela pode mudar a gestão da economia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Hoje, sem apoio no Congresso, ela consegue fazer isso?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Só pode. O presidencialismo tem esse lado positivo. Está na mão dela a plenitude dos poderes da Presidência. O que lhe impede de administrar uma política econômica diferente?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Por meio de decretos?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Boa parte. Deixei por escrito com ela um conjunto de sugestões que não dependem da interação com o Congresso. São da esfera do poder executivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como vê a paralisia de Dilma neste momento?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Não consigo entender. Quando sai da catatonia, não ela, mas o governo, sai para fazer bobagem. Cooptar deputado na base do suborno. Isso vai nos igualando no plano moral com essa escória. Já é um erro ancestral do governo. Não aceitei ser ministro do segundo governo do Lula, não aceitei ser ministro dela. E não é porque sou moralista. É porque não ia dar certo.</p>
<p>Lembro que, brincando com ela no primeiro mandato, já amargo, dizia: &#8220;Oh, presidente, isso não pode dar certo. Mas, se der, quero trocar o meu anjo da guarda com o seu&#8221;. Era óbvio que não ia dar certo porque a responsabilidade ancestral é do seu Lula brincando de Deus e colocando essa quadrilha na linha de sucessão do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como vê o parecer de Jovair Arantes?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Ele foi redigido por um advogado do Eduardo Cunha. Os argumentos são razoáveis. Se você quiser sustentar uma crítica ao governo, você consegue. Agora a questão é: me diga onde está demonstrado o crime de responsabilidade? Essa é a questão. O governo fez pedalada fiscal? Não tenho a menor dúvida que fez.</p>
<p>Isso é uma manipulação contábil, não é caracterizada como crime, nem sequer responsabilidade fiscal. É uma maquiagem contábil. Fernando Henrique fez oito anos (disso), Lula fez oito anos. Michel Temer fez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; E a possibilidade de novas eleições?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Isso é um contragolpe de república de banana, imposto pela militância do marinismo, que não está dando corda de que ela vai ser eleita presidente da República se a eleição for antecipada. É uma coisa que não existe. Isso só poderia acontecer por emenda à Constituição.</p>
<p>E qualquer um do povo, qualquer prefeito, pela Constituição, pode arguir a inconstitucionalidade disso junto ao STF. Provavelmente não haverá outra alternativa senão declarar inconstitucional esta emenda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Mas isso já está sendo discutido como uma possibilidade viável pelo TSE.</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Isso é bobagem. A única chance de acontecer uma eleição é para a Presidência da República é se o Tribunal Superior Eleitoral cassar a chapa, declarar nulos os votos e ainda tudo acontecer neste ano.</p>
<p>Sendo que, à decisão do TSE, cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal. Qualquer ministro que queira tomar vista desse procedimento pode fazê-lo sem prazo para devolver ao colegiado. O que quer dizer que, se isso não for consumado até o fim deste ano, as eleições acontecem de forma indireta pelo Congresso.</p>
<p>Ou seja, teremos, sem intermediários, Eduardo Cunha presidente da República. Por isso é importante a gente pressionar o governo para mudar de rumo. Persistir na regra, porque amanhã um desses da oposição vai para o governo.</p>
<p>O Brasil repete filmes velhos porque a democracia não está madura. Olhe nos arquivos, o Fernando Henrique Cardoso se elegeu mentindo para a população (em 1998). Ele toma posse do segundo mandato e desvaloriza o câmbio, a inflação vai a 12%. E aí, merda geral, Lula faz o pedido de impeachment. Quem recebeu o pedido foi Michel Temer! E eu aqui fora dizia: &#8220;isso é besteira&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; O pedido de impeachment naquela época poderia ser considerado um golpe?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Claro que era golpe! E eu ainda disse para o Lula pessoalmente: &#8220;Não faça isso, rapaz. Deixe de ser irresponsável. Amanhã um de nós vamos para Presidência da República, e esse pessoal vai inventar qualquer coisa. Vão derrubar a gente com mais facilidade&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como ele respondeu ao seu apelo?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Lula é um oportunista, sem nível. Naquela data, ainda tinha a desculpa de que não tinha vivência nenhuma. Mas eu já estava lá denunciando que interromper o governo que a gente não gosta&#8230; e eu tinha sido candidato duro contra o Fernando Henrique.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como é a relação do PDT com o governo hoje, após saída do PMDB e as negociações em busca de apoio?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Nós não queremos participar de mais nada, está muito claro para nós. Estamos no governo. Já lá trás, antes dessa crise, o (Carlos) Lupi foi comunicar a presidente de que nós provavelmente já teríamos candidato próprio em 2018. E que, portanto, sentíamos a necessidade de sair do governo. Ela fez um apelo grande para a gente ficar. Ainda ontem (quarta-feira), conversei com o Lupi e considero que temos que lutar pela questão da democracia.</p>
<p>Eu estou pelo valor superior da democracia, porque conheço a Dilma. Ela é uma senhora honrada, mas tem uma contradição original de ter herdado um governo mestiço feito pela frouxidão moral do Lula. Agora, nós do PDT, não participaremos dessa discussão, vamos votar disciplinadamente contra o impeachment, como posição do partido para preservar a democracia.</p>
<p>Carregamos a memória do trabalhismo brasileiro, da tragédia do Getúlio Vargas, do João Goulart. Isto posto, estou defendendo que a gente saia do governo. O ideal para nós é: ganhar a batalha pela democracia, preservar o mandato e comunicar à presidente que queremos sair. É uma ideia do Lupi com meu entusiástico apoio. E agora vamos validá-lo com os companheiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Além do impeachment, há outros processos que ameaçam a estabilidade do governo&#8230;</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Não vamos para a oposição. Apenas não gostamos desse governo e chega. Já pagamos o nosso preço. Tudo que puder ajudar vou continuar ajudando, mas não quero ter responsabilidade de defender o indefensável. Qual é a explicação para a taxa de juros a 14% no Brasil hoje?</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; O que achou do convite de Dilma a Lula no ministério da Casa Civil?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; É o maior erro político da minha já longa vida pública. Lula tem direito à presunção de inocência e eu o considero inocente até que alguém prove o contrário. Mas ele tem explicações a dar. Que história é essa do tríplex? Eu, como professor de Direito, não vejo crime, vejo imoralidade. Mas tem que explicar.</p>
<p>E aí quem está tomando a frente dessa investigação é um juiz visto como &#8220;severo&#8221;. Ainda que não seja, todo mundo vai dizer que (a nomeação) é para fugir de um juiz &#8220;severo&#8221; e se homiziar na república, com a presunção de que isso garantiria a ele a impunidade.</p>
<p>De passagem, acabou-se a autoridade da presidente da República. Chamar o ex para fazer o quê? O que ele vai fazer lá que ela não seria capaz de fazer? É uma confissão. E a sociedade não aceita a desconstituição da liderança que lhe deu.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você chegou a conversar com ela sobre isso?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Claro! Quando ela me chama, falo com toda franqueza. Disse &#8220;por favor, me interrompa se lhe incomodar, mas foi a pior ideia que já vi na minha vida&#8221;. Ela fala qualquer coisa. Solidariedade não é possível no espaço público.</p>
<p>Por exemplo, vamos montar uma força-tarefa para sequestrar o Lula se achar que ele vai ser preso arbitrariamente. Vamos sequestrá-lo e entregar para uma embaixada estrangeira. Qualquer coisa é possível, não pode é fazer o que foi feito.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Seu nome estaria sendo cotado por Lula, caso assumisse a Casa Civil, para o governo. Aceitaria o convite?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Em nenhuma hipótese. Não só agora, já tinha dito com muito respeito à presidente: em nenhuma hipótese participo desse governo.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Qual a sua relação com Lula? Em março, você apareceu em um vídeo dizendo que ele era um merda.</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Na verdade, falei porque a menina disse que ele era um merda. Aí eu disse: é um merda, mas tem direito a se defender. Tiraram um pedacinho&#8230; Tenho hoje muita decepção com o Lula.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Vocês têm contato?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Não. Me afastei há algum tempo. Já falei muitas vezes, o Lula virou Deus e se autorizou a fazer o que quisesse. Como se fosse realmente o Deus, ao qual todos os súditos só teriam que agradecer pelo privilégio de ele pisar na cabeça das pessoas. E começou a fazer bobagem&#8230;</p>
<p>Se um presidente da República quisesse ser corrupto, não é um tríplex cafona numa praia cafona que seria objeto da corrupção. Uma informação privilegiada que Fernando Henrique deu os bancos em 1999 custou US$ 16 bilhões ao país.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Esses equívocos de Lula vêm desde o primeiro mandato?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; No primeiro mandato ele resistiu. Zé Dirceu enchia o saco para fazer o acordo com o PDMB orgânico e eu nunca aceitei. Lula bancava, porque não queria. No segundo mandato já resolveu (aceitar) e eu não aceitei mais. Não tenho mais afinidade&#8230; acho que ele é grande responsável por essa tragédia que está se abatendo sobre o país.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você foi alvo de um post do Facebook do Movimento Endireita Brasil, que ofereceu R$ 1 mil para que te hostilizassem em um restaurante de São Paulo. Como vê a polarização política no país?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; A polarização política é uma coisa boa para o país. Não é isso que está acontecendo. O que está acontecendo é que o fascismo saiu do armário. Ele estava na moita por conta da memória da ditadura. É irrelevante, mas saiu do armário.</p>
<p>A parte que faz esse tipo de coisa é minúscula. Evidente que o conservadorismo é mais amplo, mas violência física é uma minoria. Eles se autodenominam manifestantes e acham que podem ir na porta de um ministro do STF 1h30 da manhã gritar impropérios. Não pode, isto é crime. Eu, presidente da República, tinha pedido para a Polícia Federal abrir um inquérito e estava todo mundo presinho da silva.</p>
<p>Esses grupeiros expõem meu número pessoal. Mas é tudo frouxo. São todos fascistinhas, com problemas sérios de carinho em casa.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você ainda está pensando em ser candidato em 2018?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Quando começou essa crise, estava num momento pessoal em que pensava se não era a hora de me dar uma vida privada. Pela primeira vez, aceito um emprego na iniciativa privada. Pela primeira vez, alguém paga um salário que acho que mereço e nunca recebi. E aí, enfim, estou bem, tranquilo, feliz. Tenho 58 anos.</p>
<p>Fiquei pensando nisso e tomei a decisão de vir para São Paulo, aceitar um emprego aqui. Às vezes vou para o trabalho a pé, não tenho carro. Ninguém tem nada a ver com a minha vida. E aí vem a confusão e o Lupi me procura. Acho que não posso me omitir. A questão básica é a seguinte: é uma honra muito grande servir ao país e se eu for (candidato), vou para fazer história.</p>
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		<title>Ciro Gomes: &#8216;Se houver golpe, a instabilidade política vai durar 20 anos&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2016 09:29:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
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					<description><![CDATA[Crítico do governo, mas ferrenho opositor do processo de impedimento de Dilma Rousseff, o ex-ministro Ciro Gomes tornou-se mais um alvo da intolerância política. No início de abril, um grupo pró-impeachmentusou seu perfil no Facebook para oferecer 1 mil reais a quem hostilizasse o presidenciável do PDT no restaurante em que ele jantava, em São Paulo....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Crítico do governo, mas ferrenho opositor do processo de impedimento de Dilma Rousseff, o ex-ministro Ciro Gomes tornou-se mais um alvo da intolerância política. No início de abril, um grupo pró-<em>impeachment</em>usou seu perfil no Facebook para oferecer 1 mil reais a quem hostilizasse o presidenciável do PDT no restaurante em que ele jantava, em São Paulo.</p>
<p>“Esse episódio é o retrato de uma fração muito pequena da sociedade, mas bastante barulhenta, que precisa ser enfrentada”, diz Ciro, em entrevista a <em>CartaCapital</em>. Na avaliação do ex-ministro, não haverá governo estável no Brasil pelos próximos 20 anos, caso o <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/impeachment-base-critica-rapidez-da-comissao-oposicao-diz-que-e-normal" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">impeachment seja aprovado pelo Congresso</a>.</p>
<p>Ele também rechaça a proposta de convocar novas eleições para presidente, mesmo que o pleito inclua a renovação dos mandatos de deputados e senadores: “Isso é uma pura e simples marinice, um contragolpe com jeitão charmoso de chamar o povo para votar de novo”.</p>
<p><strong>CartaCapital:</strong> <em>Recentemente, o Movimento Endireita Brasil, pró-impeachment, ofereceu 1 mil reais a quem hostilizasse o senhor em um restaurante e registrasse o ataque em vídeo. Como o senhor qualifica esse ato?<br />
</em><strong>Ciro Gomes: </strong>Esse episódio é o retrato de uma fração muito pequena da sociedade, mas bastante barulhenta, que precisa ser enfrentada. O autor dessa proposta provavelmente estava presente no restaurante, mas não teve coragem de me enfrentar. Então ele vai para o anonimato da internet, refúgio dos covardes, e oferece dinheiro para alguém me hostilizar, o que é uma característica do fascista, do cara que detém poder econômico e vai suprir a frouxidão dele com esse tipo de artifício.</p>
<p>Reagi com deboche, até porque o ataque não foi feito pessoalmente. Acho que toda a sociedade brasileira precisa recuperar um princípio da democracia e do Estado de Direito, que é o da legítima defesa. Essa turma acha que pode agredir e insultar qualquer pessoa, como fizeram com o Eduardo Suplicy, que é um homem de bem, como fizeram com o ex-ministro Guido Mantega, dentro de um hospital. Eles partem da premissa que um homem público tem que cumprir certo atributo aristocrático de não exercer a legítima defesa.</p>
<p><strong>CC:</strong> <em>Essa é a primeira vez que o senhor torna-se alvo desse tipo de ação?<br />
</em><strong>CG:</strong> Diretamente comigo, sim. Outro dia aconteceu com meu irmão (Cid Gomes, ex-governador do Ceará). Ele estava chegando em casa, por volta de 1h30 da madrugada, quando cercaram o carro dele, bateram na lataria, começaram a gritar insultos e palavrões. Minha cunhada ligou chorando, para pedir socorro, e eu fui lá para acudir. É curioso, pois nem eu nem ele estamos ocupando cargo público, é preciso ter clareza. A última vez que fui candidato faz dez anos. Basicamente, a ideia dessa turma é intimidar, fazer coação moral. Isso se alimenta de um analfabetismo político muito sofrido. No fundo, são pessoas que merecem pena, não outra coisa.</p>
<p>Esse tipo de ação é um produto imediato da falta de escrúpulos da grande mídia, a incitar o ódio, casado com problemas da sociedade. Tem muita gente que tem problema com os pais, falta amor em casa, e extravasa esse rancor fora. Uma pessoa bem amada, que tem carinho em casa, não tem esse tipo de comportamento. É intolerante na rua porque é vítima, dentro de casa, da grosseria ou da omissão dos pais, por exemplo.</p>
<p><strong>CC:</strong> <em>Caso o processo de impeachment seja aprovado no Congresso, qual é o cenário político que o senhor vislumbra depois?<br />
</em><strong>CG:</strong> Se esse golpe for consumado, não vejo mais a possibilidade de um governo estável pelos próximos 20 anos. Repare bem, a generalização da raiva e do ódio se dá por três grandes grupos. O primeiro é composto pelos eleitores frustrados do Aécio Neves, que nunca aceitaram a derrota nas urnas ou a atribuem a uma fraude, a uma mentira da campanha petista, não sem alguma dose de razão.</p>
<p>O segundo grupo é integrado por aqueles que sofrem as consequências da decadência econômica e da recessão, este com razões muito mais objetivas para estar insatisfeito. O terceiro grupo é o que está chocado com a novelização do escândalo pela grande mídia. Mas esses três grupos só se juntam na negação. Não tem moralidade intrínseca, não tem apego à moralidade, tanto que Eduardo Cunha se junta a essa turma na negação.</p>
<p>Essa coalização negativa vai se dissolver nessa dança. Quem assume o poder é alguém vinculado a tudo que mais podre e corrupto há no Brasil. Os problemas econômicos vão se agravar, porque haverá um componente de ilegitimidade do governante e de entreguismo aos interesses internacionais, flagrantemente entranhados nesse assunto, sobretudo quando falamos de petróleo. E o eleitor do Aécio vai ver de longe essa nova frente de governo. Pior: com uma grande parte do País desacreditando na linguagem da democracia e, portanto, sentindo-se autorizado a valer-se da violência e outras linguagens.</p>
<p><strong>CC: </strong><em>Mesmo que consiga derrotar o impeachment, Dilma teria condições de recompor o governo em um ambiente tão conturbado?<br />
</em><strong>CG:</strong> Tem toda a condição do mundo. Basicamente, a presidente Dilma Rousseff precisa sinalizar para esse grupo que se sentiu enganado nas últimas eleições, entre eles eu, e buscar uma reconciliação com os grupos sociais e políticos que lhe deram a vitória. Precisa mudar radicalmente os rumos da economia, assumir um compromisso com a produção brasileira, com os trabalhadores do País, e confrontar o que precisa ser confrontado.</p>
<p>Ela pode obter maiorias quando houver mérito das decisões dela, denunciando à população aquilo que for sabotagem de uma fração corrompida do Congresso. Aliás, ela deveria fazer isso hoje, não precisa esperar o desfecho do processo de <em>impeachment</em>.</p>
<p><strong>CC:</strong> <em>E o que o senhor acha da ideia de convocar novas eleições?<br />
</em><strong>CG:</strong> É um contragolpe, uma marinice. Para isso prosperar, seria preciso aprovar uma emenda à Constituição, e qualquer deputado, senador ou mesmo um cidadão, que se sentir prejudicado pela interrupção dos mandatos, pode ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, que seria obrigado a intervir. Claro que é um golpe muito menos enojante, menos repugnante que este <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/nos-passos-de-brizola" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">pilotado por Michel Temer e Eduardo Cunha</a>, pois entrega ao povo a soberania final. Mas é uma pura e simples marinice, um contragolpe com jeitão charmoso de chamar o povo para votar de novo.</p>
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