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	<title>Celso Furtado &#8211; PDT</title>
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	<title>Celso Furtado &#8211; PDT</title>
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		<title>Revolução de 30: seminário analisa legado trabalhista de Getúlio Vargas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2020 00:44:58 +0000</pubDate>
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<p>O protagonismo histórico do ex-presidente da República, Getúlio Vargas, foi o ponto central da abertura do seminário virtual em homenagem aos 90 anos da Revolução de 30. Iniciado nesta segunda-feira (5), o evento contou com o painel “De pé pelo Brasil” e foi transmitido no Facebook do Centro de Memória Trabalhista (CMT), organizador do projeto viabilizado pelo PDT e Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP).</p>
<p>Com a participação do jornalista José Augusto Ribeiro, da professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Maria Celina D’Araujo e da historiadora Rosa Maria Araújo, o debate aprofundou a análise sobre feitos progressistas que marcaram a trajetória de um dos maiores líderes do Trabalhismo no Brasil, principalmente após a efetivação do movimento popular e nacionalista, no dia 3 de outubro de 1930.</p>
<p>Diante do conjunto de atos desencadeados por operações militares, José Augusto Ribeiro resgatou a priorização do presidente para a implementação de um governo com justiça social e na saída da base agrária para uma realidade industrial.</p>
<p>“O problema mais urgente era o café, em função da crise da bolsa de Nova York, em 1929. Mas o mais importante, para Getúlio, era o da siderurgia, onde ele se comprometeu a investir no setor, que, posteriormente, garantiu a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)”, explicou, ao mencionar, em seguida, o fim da “farra das concessões do petróleo, que abriu caminho, no segundo governo de Vargas, para a criação da Petrobras”.</p>
<p>“Houve regressões provocadas por governos que se empenhavam em combater as realizações da ‘Era Vargas’. A ponto de, em 1 de janeiro de 2019, o novo governo que se empossava e presidido por Jair Bolsonaro, em seu primeiro ato, foi reorganizar a estrutura ministerial do país e extinguir o Ministério do Trabalho”, criticou, no complemento das suas intervenções mediadas pelo do cientista político e candidato a vereador no Rio, Everton Gomes.</p>
<p>Sobre a construção do Brasil contemporâneo, Maria Celina D’Araujo indicou que a Revolução é um marco na historiografia brasileira que garantiu não só o rompimento com o modelo político atuante, mas também com a forma de pensar o Estado pelo ideal desenvolvimentista.</p>
<p>“Como fato político, tem sido abordada, de vários ângulos, sobre o significado para o Brasil. Existe uma convergência de que ela promoveu uma reconstrução do país em novos patamares. Colocou abaixo o liberalismo elitista, limitado e excludente, pois era incapaz de se renovar”, disse, ao mencionar a visão condutora e fortalecida do governo getulista para desenvolver o potencial industrial da nação.</p>
<p>Ao mencionar os conceitos do economista, Celso Furtado, para avaliar o processo nacionalista, Rosa Maria Araújo indicou o progresso estrutural e os direitos e organismos federais criados, com destaque para a legislação trabalhista e o Ministério do Trabalho.</p>
<p>“Se o Brasil teve uma revolução, foi essa. Tivemos um progresso que nunca mais teve volta, pois se conseguiu chegar mais perto da cidadania, além de permitir um país industrializado e a neutralização das relações feudais”, comentou, citando a criação da Petrobras e o talento político de Getúlio para negociar e conciliar. Na sequência, acrescentar: “A revolução permitiu a Era Vargas, que foi sua volta, em 50, como presidente eleito.”</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>Nesta terça-feira (6), o presidente nacional do PDT e da FLB-AP, Carlos Lupi e Manoel Dias, respectivamente, abordarão a representatividade de Vargas para os direitos sociais. Denominado “Trabalhadores do Brasil”, o segundo painel enfatizará as conquistas desde o início da marcante gestão. Mediado pela professora e ambientalista do PDT de Minas Gerais, Duda Salabert, a atividade receberá ainda o senador, Jaques Wagner.</p>
<p>O ex-governador do Ceará e vice-presidente nacional do PDT, Ciro Gomes, liderará o encontro que marcará o encerramento da série. Na quinta-feira (8), a discussão, mediada pela vice-presidente estadual do PDT de São Paulo, Gleides Sodré, será sobre o “Desenvolvimentismo de Vargas” e também contará com as contribuições do doutor em economia e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Beluzzo, e do geólogo e ex-diretor da Petrobras, Guilherme Estrella.</p>
<p>Acompanhe, na íntegra, pelo Facebook do CMT:</p>
<p>https://www.facebook.com/CentroDeMemoriaTrabalhista/videos/353842369362137/</p>
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		<title>Ciro Gomes: “Celso Furtado foi visionário diante da agenda retardatária no NE”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 01:52:19 +0000</pubDate>
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<p>“A história de Celso Furtado mostra o momento em que o Brasil percebe seu potencial. Viu o parto de um país moderno. O Keynesianismo tropicalizado.”, afirmou o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, durante o encerramento, nesta terça-feira (7), do seminário online realizado pelo Centro de Memória Trabalhista (CMT), em homenagem ao centenário de nascimento do intelectual paraibano, celebrado no próximo dia 26 de julho. Mediado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o quarto painel também contou com a participação do governador do Maranhão, Flávio Dino, e da doutora em economia, Tânia Bacelar.</p>
<p>“Para Furtado, o desenvolvimento não é uma acumulação do tempo ou uma consequência fatalista dos desdobramentos do capitalismo. Ele denuncia que isso é falso. Portanto, estabelece, com clareza, que é necessário que exista Estado e o todo o seu comprometimento”, disse Ciro, ao relatar a amplitude do pensamento visionário apresentado há mais de 60 anos.</p>
<p>Durante a transmissão pelo Youtube do CMT (confira, ao final, na íntegra) e pelas redes sociais da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), Lupi ratificou a representatividade do homenageado ao citar a importância do seu legado na integração do país e a contribuição para o progresso do continente sul-americano.</p>
<p>“Furtado foi um grande brasileiro e patriota que tocava nas feridas da burguesia. Não existe nação sem um projeto feito pela sua gente. Na Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), órgão das Nações Unidas, ele já buscava saídas para poder libertar o povo. Ele não se conformava em ser submisso dentro de um projeto de nação libertário”, comentou, ao completar: “Tinha uma cabeça desenvolvimentista que fazia a defesa dos excluídos e o combate ao preconceito. Ele era uma voz que não se calava diante do opressor”.</p>
<p>Para Tânia Bacelar, Furtado tinha uma ampla atuação e um protagonismo internacional, mas sempre fez questão de nunca abandonar suas raízes nacionalistas. Por isso, segundo ela, seu legado é tão fértil e reverbera com tamanha contemporaneidade.</p>
<p>“Na minha visão, ele era um cidadão do mundo, apesar de não querer tirar o pé do Brasil. Ele sabia a importância do seu país para a América Latina, até como referência”, justificou.</p>
<p>“Ele tinha uma visão multidimensional, passando não só pela economia e o social, mas também pela área ambiental. Ao fazer autocrítica, ele conseguia avançar trabalhando entre as dimensões”, pontuou, dando ênfase à profundidade da sua obra. “Nada mais contemporâneo que a economia criativa. E, naquela época, ele já via potencial nessa área”, indicou.</p>
<p>Consolidando os apontamentos, Flávio Dino celebrou o perfil desenvolvimentista e popular que tinha, de transparecia, um posicionamento nítido de defesa intransigente da população mais humilde.</p>
<p>“Com esse perfil, conseguia quebrar o coronelismo. Sempre militou contra a desigualdade regional. Para nós, nordestinos, excluídos da revolução burguesa do século XX, podemos perceber que o avanço industrial, estimulado por Furtado, representou ganhos para a nossa região”, explicou.</p>
<p><strong>Origens</strong></p>
<p>Ex-ministro da Integração Nacional, Ciro chegou a analisar com Furtado, em 2003, a possibilidade de execução da revitalização da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), autarquia federal que teve o intelectual paraibano como idealizador e primeiro presidente, no governo Juscelino Kubitschek (1956-61). Em 2001, a entidade foi extinta por Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>“O Nordeste tinha problemas de capital humano e de infraestrutura. Tudo o que impedia o sonho modernizante, desde a época de 50, de industrialização. Quando ele faz a Sudene, já projetava um mecanismo de coesão política, pois ali haveria poder real do coletivo. Assim, poderia fazer algumas apostas de transformação”, relatou.</p>
<p>Indicando a representatividade da superintendência após mais de 20 anos de atuação como pesquisadora e economista, Bacelar ratificou que a sua concepção foi uma proposta institucional arrojada.</p>
<p>“A Sudene foi uma ousadia de Celso Furtado. O coração era o seu conselho, a partir da desconcentração via um elo interfederativo. A aposta na política a partir do diálogo do presidente com os governadores para patrocinar um projeto de transformação na região”, explicou.</p>
<p>Em uma exaltação ao sucesso das gestões de Ciro e Dino e do consórcio de governadores, Carlos Lupi assegurou que o sucesso de Furtado traduz a vitória contra o retrocesso.</p>
<p>“Nós temos nele a representação da ascensão social. Ele surge do Nordeste para mostrar sua inteligência para o mundo. Por isso, é simbólico que esta região continue sendo um foco de resistência democrática. Vocês conseguem, com muito sacrifício e luta, estar acima da média nacional”, exaltou.</p>
<p>Um dos indutores da sua formação, Dino aponta, como um destaque, a sensibilidade para permitir um progresso equacionado entre vertentes que precisavam caminhar de forma harmônica.</p>
<p>“Celso pautava a defesa da industrialização, mas também lutava pela reforma agrária para mudança do perfil regional. Arauto do planejamento, buscava planejar para desconcentrar e partilhar com todos. Assim, combateu fortemente a desigualdade social”, disse.</p>
<p><strong>Progresso</strong></p>
<p>Ao exaltar o legado do pensamento desenvolvimentista para a América Latina, Ciro reafirmou a necessidade de um Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND) para o Brasil superar a estagnação imposta pelo subdesenvolvimento, estrutura classificada, por Furtado, como historicamente determinada pela evolução do capitalismo.</p>
<p>“Estou recuperando o papel do Brasil forte como defendia Celso Furtado. Faltava projeto ao país. O preconceito se levanta contra todo o patriota. Falar de justiça social e soberania nacional é momento para ser chamado de coronel, por exemplo”, relata.</p>
<p>Para Ciro, a efetiva justiça social, com redistribuição de renda, redução da desigualdade e geração de empregos, passa pelas mudanças estruturais, que contemplam, como elemento central, a alteração do modelo de economia de subsistência a partir da reindustrialização. Este processo demanda, portanto, a parceria estratégica entre os setores estatal e privado para permitir o fortalecimento do mercado interno, a geração de capital nacional, o avanço tecnológico e a redução da dependência sobre a exportação de commodities, de baixo valor agregado.</p>
<p>Bacelar entende que o Nordeste mudou, porém o Brasil se perdeu. Para ela, o país precisa de um projeto de reposicionamento no contexto mundial, pois o formato de país industrial do século XX não é o mesmo do atual.</p>
<p>“O Nordeste hoje é resistência, como vemos no consórcio de governadores, que dialoga com o pensamento de Furtado. Estão, assim, recriando a ideia de região olhando para frente”, celebra.</p>
<p>Ao finalizar, Dino relembrou a preocupação latente de Furtado com o meio ambiente, dentro de uma “visão de desenvolvimento que precisa ser para todos”.</p>
<p>“O seu pensamento continua virtuoso e vigoroso para lutar pelo Nordeste e pelo Brasil. Ao longo da vida, teve a capacidade de agregar perspectivas novas. Uma delas, nas décadas de 80 e 90, é a visão ambiental, ecológica. Virtude de atualização como referência para um novo desenvolvimentismo”, concluiu.</p>
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