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	<title>Carta de Lisboa &#8211; PDT</title>
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		<title>José Maria Rabelo relembra exílio e protagonismo de Brizola com Encontro de Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 03:48:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Carta de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="771" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-100x75.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-300x226.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-768x578.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-120x90.jpg 120w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-600x452.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Fundador do PDT, jornalista mineiro elogiou engajamento trabalhista para retorno ao Brasil democrático Nos 42 anos do Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio em Portugal, gerador da Carta de Lisboa, o jornalista e fundador do PDT José Maria Rabelo compartilhou lembranças de uma trajetória de lutas em prol da democracia e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="771" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-100x75.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-300x226.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-768x578.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-120x90.jpg 120w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/José-Maria-Rabelo-relembra-exílio-e-protagonismo-de-Brizola-com-Encontro-de-Lisboa-600x452.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><div class="msg-body P_wpofO mq_AS" data-test-id="message-view-body-content">
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<p class="yiv1487248868MsoNormal"><em><b>Fundador do PDT, jornalista mineiro elogiou engajamento trabalhista para retorno ao Brasil democrático</b></em></p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">Nos 42 anos do Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio em Portugal, gerador da Carta de Lisboa, o jornalista e fundador do PDT José Maria Rabelo compartilhou lembranças de uma trajetória de lutas em prol da democracia e da justiça social. Lançada nesta terça-feira (15), a entrevista ocorreu no programa &#8216;Trabalhismo na História&#8217;, do Centro de Memória Trabalhista (CMT).</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">Aos 92 anos, o mineiro recordou a mobilização presencial de lideranças na capital portuguesa, entre 15 e 17 de junho de 1979, coordenada pelo então ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. De toda a Europa e continente americano, brasileiros buscaram intensificar a reorganização trabalhista, estimulada pelos sinais concretos do encerramento progressivo do golpe cívico-militar, que durava 15 anos.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">“Voltar ao Brasil por voltar não tinha sentido. Então Brizola, que era o grande herdeiro do trabalhismo, teve a ideia de reorganizar o antigo PTB, de Getúlio Vargas. Começamos a trabalhar nesse sentido”, disse, durante a conversa com o coordenador do CMT, Henrique Matthiesen.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">Sobre a pluralidade de pensamentos e posições, Rabelo fez questão de salientar a convergência para um objetivo central e o engajamento contra o regime vigente no Brasil.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">“Eram grupos diferentes que se identificavam em um ponto comum: a oposição à ditadura. A ‘Carta de Lisboa’ é um apelo aos brasileiros para lutarem pela redemocratização”, explicou, com saudosismo por ter sido um dos principais redatores.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal"><b>Realidade</b></p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">Considerado um dos precursores da imprensa alternativa por ter criado o jornal “Binômio”, Rabelo fez questão de explicitar que nunca naturalizou a razão de viver na Bolívia, Chile e França.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">“Nós nunca pensamos em deixar a luta no Brasil, tanto que fazíamos jornais, eventos e palestras lembrando a condição de exilados e a ditadura nos nossos países”, recordou.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">“Muita gente pensa que o exílio é um passeio, uma festa. Muitos países não te recebem e você tem que bater à porta de outro país. É viver por conta própria. O exílio é uma prova muito dura, [&#8230;] mas soubemos vencer. Voltamos ao Brasil enriquecidos com uma experiência extraordinária”, acrescentou.</p>
<p class="yiv1487248868MsoNormal">Confira a íntegra da entrevista <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TM4beaHBiQI" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer external" data-wpel-link="external">aqui</a>.</p>
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		<title>Bolsonaro, pandemia, Vargas e o lixo da História</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 19:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Carta de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[João Goulart]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="417" height="309" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1.jpg 417w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1-100x74.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1-300x222.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1-121x90.jpg 121w" sizes="(max-width: 417px) 100vw, 417px" />A jornalista Beatriz Bissio, fundadora de “Cadernos do Terceiro Mundo” com Neiva Moreira, publicou recentemente um belo artigo na revista online Diálogos do Sul sobre as reuniões preparatórias no México e a realização do “Encontro de Lisboa” em 1979, liderados por Leonel Brizola, juntando os trabalhistas que viviam no exílio com os brasileiros que combatiam...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="417" height="309" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1.jpg 417w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1-100x74.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1-300x222.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Carta-de-Lisboa.-1-121x90.jpg 121w" sizes="auto, (max-width: 417px) 100vw, 417px" /><p>A jornalista Beatriz Bissio, fundadora de “Cadernos do Terceiro Mundo” com Neiva Moreira, publicou recentemente um belo artigo na revista online <em>Diálogos do Sul </em>sobre as reuniões preparatórias no México e a realização do “Encontro de Lisboa” em 1979, liderados por Leonel Brizola, juntando os trabalhistas que viviam no exílio com os brasileiros que combatiam a ditadura dentro no Brasil – unidos em torno da ideia de refundar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); e retomar o projeto de País de Getúlio Vargas, interrompido com a deposição do presidente João Goulart pelos militares em 1964.</p>
<p id="viewer-akr2u" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">“Fui testemunha de um sonho: a urgente necessidade de refundar o Trabalhismo”, é o título do artigo escrito por Beatriz Bissio. Link</span></p>
<p id="viewer-6chfp" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">No texto, Beatriz detalha as articulações que resultaram no encontro em Portugal, com a presença de personalidades como próprio Brizola, Dona Neusa, Neiva Moreira, Francisco Julião, Darcy Ribeiro, Doutel de Andrade, Brandão Monteiro, Jackson Lago, José Gomes Talarico, Theotônio dos Santos, Bocaiúva Cunha, Vânia Bambirra, Danilo Groff, Maria Yedda Linhares, Bayard Demaria Boiteux, Hésio Cordeiro, José Maurício Linhares, Trajano Ribeiro, Georges Michel, Paulo Timm, Jorge Roberto Silveira, Betinho, Alfredo Sirkis e tantas outras figuras importantes na refundação do Trabalhismo. Iniciativa que também teve o apoio, mas não a presença física, de líderes como Luís Carlos Prestes e Abdias do Nascimento.</span></p>
<p id="viewer-a6u4j" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Um relato rico e detalhado dos acontecimentos que levaram à criação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), depois que o general Golbery, ainda no início da refundação do PTB no Brasil, com a ajuda de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), surrupiou a sigla PTB de Brizola. Isto o obrigou, com a ajuda dos companheiros de anos de luta que reuniu em Lisboa, a fundar o PDT para abrigar os verdadeiros herdeiros do legado político de Getúlio Vargas – para retomar, como costumava dizer, ‘o fio da História’ do Trabalhismo.</span></p>
<p id="viewer-9a1p8" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">É a própria Beatriz que, no texto, faz as perguntas: “Qual a razão de estar agora fazendo esta síntese e trazendo à tona estas lembranças?” e “Que faria, neste momento (2021, em plena pandemia), o PDT liderado por Brizola e secundado por aqueles bravos brasileiros e brasileiras? E ela mesma responde: “Possivelmente estaria denunciando o governo atual e convocando a uma grande aliança de forças progressistas (&#8230;)”.</span></p>
<p id="viewer-8ia9l" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Em seguida, Beatriz Bissio aprofunda a crítica ao PDT de hoje: “O PDT de 2021 está longe de ser o herdeiro daquele sonho” (…); “O que se constata é a nítida perda de protagonismo decorrente do abandono dos mais importantes compromissos do Trabalhismo”.</span></p>
<p id="viewer-dhd80" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Com todo respeito e carinho que me é merecedora, permita-me discordar, companheira Beatriz Bissio. Não sem antes concordar com sua constatação de que Brizola, se ainda estivesse aqui conosco, “possivelmente estaria denunciando o governo atual e convocando a uma grande aliança de forças progressistas”. Até porque, esta foi a tônica de toda a vida de Brizola; determinação profunda que o transformou – na minha suspeita opinião de brizolista –no maior político brasileiro surgido no pós-guerra.</span></p>
<p id="viewer-79fqk" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Seu compromisso com as causas brasileiras era tão enraizado que, no dia 29 de julho de 1984, escreveu e publicou:</span></p>
<p id="viewer-cvt6i" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"><em>“Em meu longo exílio, preparei-me para voltar. Ao ser eleito, preparei-me para defender os sagrados interesses do povo fluminense, que me honrou com a sua confiança. Vamos ver quem está com a melhor causa. E também quem possui autoridade moral e espírito público para dizer onde se encontra o interesse coletivo. Espero que me reconheçam ao menos este direito: o de transformar em diálogo o deprimente monólogo a que a população perplexa vem assistindo na atualidade”</em>.</span></p>
<p id="viewer-7g9f6" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Todos nós temos conhecimento do bloqueio que a grande imprensa brasileira promoveu contra ele até o seu último dia de vida. Grande mídia, que Paulo Henrique Amorim apelidou de PIG, e Brizola definiu e acusou, dezenas de vezes, de agir como espécie de “partido único”, que não vacilava, para atacá-lo; e quando não encontrava na política o argumento necessário, invadia até a intimidade de sua família.</span></p>
<p id="viewer-2fv30" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Este exercício de tiro ao alvo não começou, como podem pensar os mais jovens, a partir de sua volta do exílio. Vinha de longe, como ele sempre dizia ter vindo. </span></p>
<p id="viewer-1fdh7" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Em uma reunião no Diretório Estadual do PDT do Rio de Janeiro, no dia 4 de fevereiro de 2002, sobre a encampação da multinacional <em>Bond and Share</em>, ocorrida em 1959, quando governava o Rio Grande do Sul, Brizola explicou:</span></p>
<p id="viewer-8t748" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">“(…) <em>Mas fiquei surpreso, quando eu pratiquei aquele ato. Olha, começou uma campanha nacional: os jornais do Chateaubriand saíram a campo e… pau daqui, pau dali; briga daqui, briga dali – por toda parte. Eu passei a ser um perigo nacional. E noticiários na Europa, Estados Unidos, contra mim – fotografia nas revistas. Até na revista </em><strong>Time</strong><em>: eu a cavalo, parecia um bandido… E eu estranhava: como podem fazer isso comigo?</em>…”.</span></p>
<p id="viewer-2nnk2" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">O Partido Democrático Trabalhista, além de ser o herdeiro das bandeiras do Trabalhismo brasileiro, é e tem sido defensor de todas as causas pelas quais Leonel Brizola dedicou sua vida. Por isto, herdou – também – todo o bloqueio da grande mídia que nosso líder sempre denunciou e combateu, inclusive nos incentivando, logo no início desta, a usar a Internet.</span></p>
<p id="viewer-7ih3t" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Para citar exemplo de que o PDT continua vivo e atuante, em junho do ano passado, foi o PDT que encaminhou ao Tribunal Internacional de Haia denúncia responsabilizando Bolsonaro por crime contra a humanidade diante de sua irresponsável postura no enfrentamento à pandemia de Covid-19, no Brasil. Tragédia anunciada que, nos dias de hoje, é absolutamente real: o Brasil está a caminho de ultrapassar os Estados Unidos como o país do mundo com maior número de mortes causadas pelo Coronavírus – mortes estas que poderiam ser em sua maior parte evitadas se não estivesse à frente do governo brasileiro um presidente irresponsável.</span></p>
<p id="viewer-bbu96" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Na peça encaminhada ao Tribunal de Haia, o PDT elencou as ocasiões em que o atual Presidente ignorou os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de seu próprio Ministro da Saúde, comparecendo a manifestações extremistas e incentivando aglomerações sem o uso de máscara; além de acumular enfáticos discursos contra o isolamento social e a favor do funcionamento integral de todas as atividades econômicas, ignorando a doença e o número crescente de mortes. Não ficou de fora nem o pronunciamento em que chamou a Covid de <em>gripezinha</em>, no dia 24 de março do ano passado.</span></p>
<p id="viewer-6griv" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Hoje, muitos meses depois, quando o número oficial de mortos já ultrapassa 310 mil pessoas; quando a rede hospitalar do país entra em colapso e doentes morrem aos milhares diariamente sem o adequado atendimento médico, mais do que nunca se mostra atual a providência tomada pelo PDT em junho de 2020 – seguindo na linha de legítimo herdeiro do legado de Getúlio Vargas: o criador do Ministério da Educação e Saúde Pública, onze dias depois de sua posse no governo provisório, em 1930.</span></p>
<p id="viewer-6hi32" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">É bom citar também que, recentemente, no último dia 19 de março, o PDT deu entrada, no Supremo Tribunal Federal, uma ação para que o Poder Executivo seja obrigado a reabastecer os hospitais e demais estabelecimentos de saúde do país com os insumos básicos necessários ao tratamento da Covid e outras enfermidades. Já falta; ou é iminente a falta de equipamentos e remédios fundamentais: falta oxigênio, medicamentes e material para intubação de pacientes graves; além de leitos nos estabelecimentos de saúde espalhados por todo o país. Hoje, pessoas morrem em filas de esperas de UTI, nas portas de hospitais, ou em casa.</span></p>
<p class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Também há a carta do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, dirigida semana passada a dois dirigentes da Internacional Socialista, George Papandreou e Luis Ayala, pedindo o apoio da Organização para a quebra de patentes das vacinas já em uso no combate à pandemia de Covid-19. No pedido, Lupi argumenta que o atual sistema mundial de saúde “não foi moldado para lidar com pandemias”, porque enquanto a indústria farmacêutica e os países desenvolvidos lucram com as vendas de vacinas, milhares de pessoas morrem pela doença nos países pobres. </span></p>
<p class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">A carta cita o debate ocorrido no âmbito da Organização Mundial do Comércio, em setembro passado, quando a Índia e a África do Sul, com apoio da China e outros 80 países, propuseram a quebra temporária de patentes; mas os países ricos – EUA e União Europeia à frente – vetaram a proposta. Infelizmente, com o apoio do Brasil “graças à irresponsabilidade do Governo Federal e ao negacionismo do Presidente da República”, segundo Lupi.</span></p>
<p id="viewer-80nv4" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Citei estes três exemplos, atualíssimos, porque, é claro, problemas também existem. Talvez o maior deles, sem dúvida, tenham sido os seis votos de deputados federais do PDT a favor do impeachment da presidenta Dilma, em 2016. E a expulsão de apenas um dos seis. Porém, é importante frisar que mudanças na legislação protegem a traição partidária e o parlamentar; embora Brizola, lá atrás, tenha nos ensinado de que a política “ama a traição, mas detesta o traidor”. O fato é que as leis vigentes para os partidos políticos hoje no Brasil protegem a traição; permitem que, mesmo expulsos, parlamentares saiam lépidos e fagueiros em busca de “pouso” em qualquer uma das mais de 30 siglas existentes no país. Legendas de aluguel que obrigam aos partidos com História – o PDT entre eles – a conviver com esta triste realidade.</span></p>
<p id="viewer-1f60p" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Uma prática que, infelizmente, não é nova. Como nos explicou, em fevereiro de 2001, o próprio Brizola, ao citar as eleições que levaram o marechal Dutra ao poder: </span></p>
<p id="viewer-k5ke" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"><em>“O velho Getúlio fez uma grande eleição, apoiou um candidato (Dutra), ganhou tudo, foi uma vitória grandiosa: elegeu maioria absoluta no Congresso. Lá no Rio Grande do Sul, lembro-me que entre 26 deputados federais, elegeu 22”.</em></span></p>
<p id="viewer-d3f7p" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Só que, por conta das traições, continuou Brizola, “<em>no outro dia, Getúlio não tinha nem o presidente nem os deputados</em>”. E levando o fato para o momento político que se vivia naquele ano, Brizola acrescentou:</span></p>
<p id="viewer-3qela" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"><em>“Nós elegemos deputados estaduais junto com Marcello Alencar. (&#8230;) Mas Marcello nos tirou mais deputados estaduais do que Garotinho. A traição de Marcello foi mais lesiva: elegemos 12, ele nos tirou dez. (&#8230;) Agora elegemos nove – mas tem alguns que ainda estão no reino da indecisão: tem o reino do sofrimento, o reino da traição e tem o reino da indecisão&#8230;”</em></span></p>
<p id="viewer-1f8t4" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Brizola, na ocasião, concluiu: “<em>Vejam, não há como. Partido de massa é assim; e nós somos possuidores de patrimônios e valores. Para nós o importante é a liderança. Quem vai explicar isso aí? Os sociólogos, politicólogos estão aí discutindo isso e não sabem o que é</em>”.</span></p>
<p id="viewer-8mb2o" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">A melhor resposta do PDT ao questionamento feito pela Beatriz Bissio neste ano pandêmico de 2021, com todo carinho, está no texto escrito pelo nosso amigo comum, o jornalista e escritor José Augusto Ribeiro, na crítica que fez ao recém-lançado livro do ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República em 2022 &#8211; intitulado “Projeto Nacional, o Dever da Esperança”. </span></p>
<p id="viewer-74aaq" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Logo na primeira página, Ciro repete a síntese escrita por José Augusto Ribeiro do que foi a <em>Era Vargas</em>, a trilogia de mais de mil páginas escrita pelo próprio José Augusto; para falar de seus planos, ele Ciro, para o Brasil – caso chegue à presidência da República: </span></p>
<p id="viewer-7cigp" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"><em>“A finalidade do Estado é promover a justiça social. Mas não há justiça social sem desenvolvimento, nem desenvolvimento sem soberania”.</em></span></p>
<p id="viewer-dofvs" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Ciro junta passado e futuro do Trabalhismo brasileiro no seu livro quando, nas palavras de José Augusto, explica que “<em>mais do que um livro, a publicação é uma plataforma de governo que Ciro submete a um amplo debate, em primeiro lugar ao próprio PDT e em seguida aos outros partidos, a todas as correntes de opinião e ao eleitorado em geral</em>”, diante dos impasses que o Brasil vive hoje governado por um extremista de direita descompromissado com os reais interesses do país e do nosso povo. Vale a pena ler a <u class="sDZYg">íntegra do texto</u> (Link) de José Augusto sobre o livro do Ciro.</span></p>
<p id="viewer-9n98n" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">A eleição é no ano que vem, 2022, mas o debate precisa ser agora. A “república de Curitiba” provou que as farsas (não as de que nos falou Marx) também se repetem ao longo da História brasileira e que nós, progressistas, não podemos, jamais, esquecer o fio da História para o qual Brizola sempre nos alertou. O momento é de trabalharmos pela união, sem hegemonismos, porque quanto mais Ciro Gomes e o Plano Nacional de Desenvolvimento que prega se aproximarem do que foi a Era Vargas, estaremos no caminho correto da História.</span></p>
<p id="viewer-a3avo" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Também não podemos esquecer que o Trabalhismo nos legou exemplos edificantes: para garantir a sobrevivência de seu legado político, Getúlio Vargas precisou dar um tiro no coração; para garantir a posse de JK e João Goulart, o Marechal Henrique Teixeira Lott precisou enquadrar os golpistas de 1955; e Brizola, para garantir a posse de Jango, precisou liderar a Cadeia da Legalidade, em 1961. Mas os golpes vieram – em 1964, em 2016.</span></p>
<p id="viewer-ci7tp" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr">Em conformidade com os atos corajosos daqueles que nos inspiram na luta por um Brasil justo socialmente, desenvolvido e soberano – mais do que nunca chegou a hora de trabalhar pela união de todas as forças progressistas para jogar este arremedo de política amorfa e abjeta que temos em Brasília – com apoio (tácito ou envergonhado) do partido único – no lixo da História. </span></p>
<div id="viewer-9ql1p" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"> </span></div>
<p id="viewer-2pve6" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><em><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>*Osvaldo Maneschy é jornalista, filiado do PDT e Conselheiro da ABI.</strong></span></em></p>
<p id="viewer-8k512" class="XzvDs _208Ie ljrnk blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _1Fao9 ljrnk public-DraftStyleDefault-block-depth0 public-DraftStyleDefault-text-ltr"><em><span class="vkIF2 public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>· </strong>Com a colaboração de Apio Gomes.</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Abdias do Nascimento: sinônimo de resgate da cultura afrodescendente no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 03:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Carta de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada]]></category>
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		<category><![CDATA[origem africana]]></category>
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		<category><![CDATA[resgate da cultura negro africana no Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="847" height="556" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg 847w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-100x66.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-300x197.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-768x504.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-137x90.jpg 137w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-600x394.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px" />“Para o negro, pouco mudou com o fim da escravatura”. Essa afirmação é de Abdias do Nascimento, em entrevista concedida à Revista Acervo, em 2009, na qual ele conta um pouco das suas dificuldades enfrentadas e a luta diária por mais justiça e resgate da cultura negro africana por meio da política e da arte....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="847" height="556" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg 847w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-100x66.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-300x197.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-768x504.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-137x90.jpg 137w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-600x394.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px" /><p>“Para o negro, pouco mudou com o fim da escravatura”. Essa afirmação é de Abdias do Nascimento, em entrevista concedida à Revista Acervo, em 2009, na qual ele conta um pouco das suas dificuldades enfrentadas e a luta diária por mais justiça e resgate da cultura negro africana por meio da política e da arte. Se estivesse vivo, Abdias completaria hoje, 14 de março, 107 anos de vida.</p>
<p>De família pobre, Abdias era filho e neto de escravas. Nascido 26 anos após a abolição da escravatura, ele se deparou com inúmeras barreiras enfrentadas por sua família. Como ele sempre frisava, naquela época, o negro não era mais propriedade do senhor do engenho, mas a falta de políticas públicas capazes de integrar e emancipar a população afrodescendente brasileira era um problema que ainda se reflete no dias de hoje.</p>
<p>De acordo com a quarta edição da plataforma Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2020, a população negra é maioria entre as pessoas pobres e extremamente pobres do País, bem como a que tem as maiores taxas de homicídio e a que ganha menos, se comparada com a população branca.</p>
<p>Em uma de suas últimas entrevistas, para a Revista Acervo, Abdias conta uma situação na qual ele, ainda menino, pela primeira vez compreendeu o que era injustiça e preconceito racial. O caso envolveu sua mãe<strong>,</strong> que arrancou dos braços de uma mulher branca um menino de rua que, na ocasião, estava apanhando dela.</p>
<p>“As palavras de minha mãe, a atitude dela, foram as minhas primeiras lições de solidariedade racial, a primeira lição de panafricanismo que recebi ainda menino”, contou o ativista.</p>
<p>Abdias também relembra, nessa mesma entrevista, um de seus primeiros contatos com o racismo na juventude e como superou o acontecido. O ativista foi preso na Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, e expulso do Exército brasileiro por reagir ao preconceito sofrido por ele. Porém, o fato não foi motivo para parar seu trabalho, muito pelo contrário. Foi na prisão que ele pôde criar sua primeira peça teatral e, após sair, contribuiu para uma cultura brasileira inclusiva, criando o Teatro Experimental do Negro (TEN), no Rio de Janeiro.</p>
<p>“Antes do TEN, os negros não pisavam no teatro Municipal a não ser para fazer faxina! Lá, resgatávamos, no Brasil, os valores da cultura negro africana, degradados e negados pela violência da cultura branco europeia, valorizando o negro através da educação, cultura e arte”, conta o pedetista.</p>
<p><strong>Inicio da carreira política e representação no PDT</strong></p>
<p>Sobre o início de sua atuação na política, Abdias conta na Revista Acervo que sempre teve uma dupla conotação, cultural e política. Para ele, as duas áreas são dimensões da mesma iniciativa, que é a defesa e promoção dos direitos e da cultura da população de origem africana.</p>
<p>“Eu escrevia no jornal “Quilombo” do TEN, editoriais sobre a necessidade de o negro atuar na política como candidato, e não mais apenas como cabo eleitoral dos outros”, afirma Abdias.</p>
<p>O ativista também conta como enfrentou o cenário político ao se aliar ao antigo PTB de Brizola e João Goulart. Com sua ativa participação, o compromisso com a população negra foi inserido na histórica Carta de Lisboa.</p>
<p>“Pela primeira vez me senti realmente identificado com a proposta de um partido político. O PTB de João Goulart e de Brizola tinha tudo a ver com minha orientação política, embora a questão racial ainda não ganhasse ressonância”, afirmou Nascimento.</p>
<p>“Ao reorganizar o antigo PTB, a Carta de Lisboa afirmava o compromisso do partido com a causa da população negra. Isto foi resultado de conversas com Brizola em Nova Iorque. No Brasil, já no período da anistia e da redemocratização, o PDT consolidaria esse compromisso como prioridade ao compreender e agir de acordo com a necessidade de incluir negros em seu secretariado de governo”, destacou Abdias.</p>
<p><strong>Barreias no parlamento brasileiro</strong></p>
<p>Ainda em sua entrevista para a Revista Acervo, Abdias relembra que, quando exerceu o mandato de deputado federal, em 1983, ele era o único negro assumido no Congresso Nacional e que dedicava o mandato à defesa dos Direitos Humanos e civis da população negra, o que constantemente causava ira e tentativas de barrarem sua palavra na Câmara Federal.</p>
<p>“Quando cheguei à Câmara como deputado pelo PDT, não me deixaram falar, queriam cortar a minha palavra, achavam que eu falava inverdades absurdas. Depois de anos passados, fazendo a minha pregação, juntavam-se outras vozes a minha e até recebia o aval dos senadores aos meus projetos de lei. A sociedade vem mudando, à medida que a gente bate, bate, bate na mesma tecla. É verdade que é assim aos pouquinhos, mas é um processo irreversível”.</p>
<p>Ao final dessa entrevista, o pedetista deixou um recado à população brasileira, onde reafirmou a importância e a necessidade de se dar ouvidos às questões raciais no País.</p>
<p>“O negro neste país está acordado, alerta, e vai continuar sua luta sempre. Isto é um processo irreversível! Espero que o Brasil tenha a sensatez de ouvir-lhe os gritos em vez de se fazer de surdo. O negro no Brasil é maioria, e democraticamente no futuro deve assumir a direção do País. É só uma questão de tempo e de aprimoramento das instituições democráticas”, finalizou o pedetista.</p>
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		<title>Carta de Lisboa: símbolo de defesa dos trabalhadores brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 03:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Carta de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[direitos da classe trabalhadora]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio]]></category>
		<category><![CDATA[João Goulart]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reformas de Base]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="848" height="499" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa.jpg 848w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-100x59.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-300x177.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-768x452.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-153x90.jpg 153w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-600x353.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" />A data de hoje é marcada por um grande ato em defesa dos trabalhadores do Brasil. Há exatos 41 anos, no dia 17 de junho, Leonel de Moura Brizola realizava, em Portugal, o “Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio.” O evento marcou a continuidade de várias conquistas sociais e a criação...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="848" height="499" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa.jpg 848w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-100x59.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-300x177.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-768x452.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-153x90.jpg 153w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Brizola-Carta-de-Lisboa-600x353.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" /><p>A data de hoje é marcada por um grande ato em defesa dos trabalhadores do Brasil. Há exatos 41 anos, no dia 17 de junho, Leonel de Moura Brizola realizava, em Portugal, o “Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio.” O evento marcou a continuidade de várias conquistas sociais e a criação de um plano de ação política para garantir a anistia ampla aos brasileiros perseguidos na ditadura.</p>
<p>“Reconhecendo que é urgente a tarefa de libertação do nosso povo, nós, brasileiros que optamos por uma solução trabalhista, nos encontramos em Lisboa.” Assim se inicia a “Carta de Lisboa”, documento elaborado por Brizola, 12 refugiados de países da América e da Europa, além de 80 trabalhistas do Brasil para orientar a reorganização partidária do PTB que depois viria a ser o PDT.</p>
<p>A Carta de Lisboa, considerada a certidão de nascimento do PDT, pontua uma série de responsabilidades baseadas nos principais eixos do Trabalhismo, preservando os direitos da classe trabalhadora e assegurando uma sociedade mais democrática e participativa na política brasileira após a opressão vivida durante a ditadura militar.</p>
<p>“A experiência histórica nos ensina, de um lado, que nenhum partido pode chegar e se manter no governo sem contar com o povo organizado e, de outro lado, que as organizações populares não podem realizar suas aspirações sem partidos que as transformem em realidade através do poder do Estado. A falta de apoio popular organizado pode levar a situações dramáticas como aquela que conduziu o Presidente Getúlio Vargas a dar um tiro em seu próprio peito”, diz o documento.</p>
<p>O documento também defende a liberdade de pensamento e cultura, de expressão e imprensa – ideias que iam em total desacordo com o regime imposto pelos militares, após a derrubada de João Goulart da Presidência da República.</p>
<p>“A consecução destes objetivos exige, como requisito prévio e fundamental no campo do pensamento e da cultura, a conquista da plena liberdade de criação intelectual, de expressão e de imprensa. Neste sentido, torna-se imprescindível a revogação de todas as formas de censura.”</p>
<p>A lei da reforma agrária, assegurada nas “Reformas de Base” – importante grupo de propostas do governo João Goulart –, também é defendida no histórico documento.</p>
<p>“O desafio com que nos defrontamos é, por conseguinte, o de retomar as bandeiras daquela tentativa generosa de empreender legalmente as reformas institucionais indispensáveis para liberar as energias do povo brasileiro. Especialmente uma reforma agrária que dê a terra a quem nela trabalha, em milhões de glebas de vinte a cem hectares, em lugar de entregá-las em províncias de meio, de um e até de mais de dois milhões de hectares na forma de super-latifundiários, subsidiados com recursos públicos”.</p>
<p>Naquela mesma ocasião, foram firmados outros três compromissos prioritários: assistência à infância e aos jovens, defesa dos interesses dos trabalhadores, das mulheres, das populações negras, das populações indígenas e da natureza brasileira, e recuperação de concessões feitas a grupos estrangeiros.</p>
<p>Brizola dedicou sua vida à construção de um partido que atuasse como instrumento de conquista de dignidade para os trabalhadores, pobres e oprimidos, com prioridade absoluta à educação e à luta pela soberania nacional.</p>
<p>“Jamais seremos um país desenvolvido e respeitado degradando o nosso povo&#8221;, afirmava Brizola.</p>
<p>O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ressalta a importância da Carta de Lisboa, documento que representa o nascimento do novo Trabalhismo e a criação do PDT.</p>
<p>&#8220;É importante que todos leiam a carta de Lisboa, para entenderem a importância desse documento que foi o precursor da volta de Brizola do exílio, o precursor da história, da criação e da formatação do PDT, o precursor da ideia generosa de se amar profundamente a causa do povo brasileiro&#8221;, afirma.</p>
<p>Elaborada há mais de quatro décadas, a Carta de Lisboa e os ideais de Brizola se mostram cada vez mais atuais e necessários, pois tratam de pontos fundamentais, nos quais o Brasil ainda precisa avançar, além de expor a importância de um governo que ofereça dignidade a todos com educação e qualidade de vida de norte a sul do Brasil.</p>
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		<title>PDT 40 anos: da Carta de Lisboa ao protagonismo contra Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 02:31:19 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro-100x75.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro-300x225.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro-768x576.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro-120x90.jpg 120w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/PDT-40-anos-da-Carta-de-Lisboa-ao-protagonismo-contra-Bolsonaro-600x450.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>“Reconhecendo que é urgente a tarefa de libertação do nosso povo, nós, brasileiros que optamos por uma solução trabalhista&#8230;” No resgate da abertura da <a href="http://pdt-rj.org.br/index.php/carta-de-lisboa-40-anos-de-resistencia-do-trabalhismo/" data-wpel-link="internal">Carta de Lisboa</a>, que marcou, em 1979, a mobilização para a reorganização do Trabalhismo no pós-ditadura, promovo um paralelo para exaltar os 40 anos de fundação do PDT e seu protagonismo diante de um novo momento ímpar da história nacional: o combate ao fascismo do século 21 na figura de Bolsonaro.</p>
<p>Em quatro décadas, vivemos intensamente a luta por um país mais justo, onde a valorização do ser humano pudesse estar em equilíbrio com a soberania e o desenvolvimento nacional. Avançamos em muitos campos. Como não lembrar dos Cieps, no Rio de Janeiro? Mostramos que é possível fazer, desde que exista comprometimento com o eixo central: o povo.</p>
<p>Ao citar algumas figuras emblemáticas como Getúlio Vargas, João Goulart e Alberto Pasqualini, passando por Darcy Ribeiro, Doutel de Andrade, Abdias Nascimento e Edialeda Salgado do Nascimento &#8211; e tantas outras que merecem a mesma exaltação -, podemos perceber que o legado trabalhista faz a diferença para superar cada barreira, dificuldade e empecilho, pois está no nosso DNA lutar pelo certo, correto e digno. É questão de princípio.</p>
<p>Abro, portanto, um espaço especial para o nosso eterno líder, Leonel Brizola. Ele continua nos dando ensinamentos até hoje, pois sua sabedoria transcende o marco temporal. A cada dia, buscamos reinventar e fortalecer as ações diante das mudanças promovidas no mundo. Acompanhamos, de perto, para alcançar os objetivos democráticos, mas sem perder &#8211; ratifico com orgulho &#8211; a conexão com o cidadão em cada canto do amplo Brasil.</p>
<p>Por isso, não vamos jamais aceitar que a nossa nação seja dilapidada por um movimento antidemocrático que tem, como figura central, um rascunho de ditador genocida e antidemocrático. O presidente Bolsonaro, e sua trupe, subestimaram &#8211; diante do ápice da arrogância e prepotência &#8211; a capacidade de resistência de quem entende a nação livre, igualitária e democrática não como um slogan, mas como razão de vida.</p>
<p>Estamos nas trincheiras com congressistas, lideranças e militantes, pois temos história, legado, moral e força para, sim, lutar. Não serão milícias, muito menos a ameaça de regimes de exceção, que determinarão o futuro do Brasil, pois este poder é exclusivo do cidadão. Os tempos são outros, as “armas” também.</p>
<p>Na linha de frente, vejo, ao lado, companheiros como Carlos Lupi e Ciro Gomes, além de tantos jovens e experientes quadros que chegam para somar. O PDT é diferenciado por seguir sua essência: plural, diversificado, aberto, verdadeiro e democrático.</p>
<p>“Continuaremos firmemente, sob a inspiração da Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas, a caminhada junto ao povo que nos levará à emancipação da Pátria.” Como no encerramento da mensagem de Lisboa, concluo: estamos, com passos firmes e coerentes, na direção certa pada a vitória. A batalha continua, pois nunca foi fácil para nós, trabalhistas.</p>
<p><strong><em>*Manoel Dias é secretário-geral nacional do PDT, ex-ministro do Trabalho e Emprego e presidente nacional da Fundação Leonel Brizola &#8211; Alberto Pasqualini (FLB-AP).</em></strong></p>
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		<title>Fundador do PDT, Theotônio dos Santos morre aos 81 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 20:36:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1004" height="672" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1.png" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1.png 1004w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1-100x67.png 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1-300x201.png 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1-768x514.png 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1-134x90.png 134w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/02/Screen-Shot-2016-08-04-at-10.12.15-AM-1-600x402.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1004px) 100vw, 1004px" /><p>“O resultado desse regime econômico (capitalismo) é profundamente trágico. Não só explorador e expropriador, como excludente”, afirmava o professor</p>
<p>Signatário da Carta de Lisboa, ao lado de Leonel Brizola, e um dos fundadores do PDT, o economista e sociólogo brasileiro Theotônio dos Santos morreu nesta terça-feira (27), aos 81 anos, vítima de um câncer no pâncreas. Natural de Carangola, interior de Minas Gerais, é considerado um dos principais pensadores latino-americanos da segunda metade do século XX e início do século XXI.</p>
<p>Ao lado de Vânia Bambirra, com quem se casaria, e Ruy Mauro Marini, formulou a teoria marxista da dependência e trabalhou, a partir de 1962, na recém-criada Universidade de Brasília (UnB), a convite de Darcy Ribeiro.</p>
<p>Ocupante dos cargos de coordenador da cátedra Unesco em Economia Global e Desenvolvimento Sustentável, era professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ele escreveu 38 livros, foi coautor ou colaborador de 78 livros, que foram publicados em 16 línguas, sobre temas que envolvem a relação entre capitalismo, desenvolvimento, dependência e imperialismo.</p>
<p>Para exaltar todo seu legado, reapresentamos a entrevista que Theotônio concedeu, em 2009, à Revista Ciência &amp; Luta de Classes (versão digital), publicação do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES).</p>
<p>Em um trecho, exalta a representatividade de Leonel Brizola na luta pela democracia durante o processo de tentativa de implantação do golpe militar, na década de 60.</p>
<p>“Depois veio o fenômeno Brizola, que foi muito importante naquele momento, pois Brizola parou o golpe de Estado em 1961 com uma mobilização militar muito forte, não só ganhou o III Exército e a polícia militar, bem como distribuiu armas para a população formar milícias. Isso agregava ao movimento de esquerda, lembrando que o comunismo não era algo de que podíamos falar muito”, afirmou.</p>
<p>Leia mais <a href="http://flb-ap.org.br/noticia.php?id=4362&amp;title=fundador-do-pdt-theotonio-dos-santos-morre-aos-81-anos" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">aqui</a>.</p>
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		<title>O PDT é de todas as cores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2017 18:48:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="687" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n.jpg 960w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n-100x72.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n-300x215.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n-768x550.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n-126x90.jpg 126w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/08/21074174_1643614189022717_1371824641_n-600x429.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" />A defesa dos Direitos Humanos sempre foi uma marca histórica de sua fundação, desde os idos da Carta de Lisboa em 17 de junho de 1979. A causa dos oprimidos, dos marginalizados e dos subalternos sempre seria uma marca do trabalhismo brasileiro. Entretanto, mesmo com a fundação do PDT em 26 de maio de 1980,...]]></description>
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<p>Tentativas isoladas se fizeram para a maior participação da Diversidade no PDT, seja com a presença isolada de parlamentares trabalhistas LGBT’s nos diversos rincões do país ou tentativas de propostas de inclusão social dos LGBT’s com propostas no X Congresso (2001) e no XIII Congresso Nacional da JS (2007) ou a criação de organizações como o Núcleo Cazuza no RJ, o Movimento de Diversidade e Cidadania (MDC) em MG ou o Núcleo Flor do Cerrado no DF.</p>
<p>Entretanto o PDT precisava de uma organização que pudesse tocar com exclusividade as pautas da Diversidade, encampando os temas relacionados aos Direitos Humanos para os LGBT’s como Política de Partido. As tentativas mais efetivas neste sentido estiveram nas proposições aprovadas no V Congresso Nacional do PDT em 24 de agosto de 2013, quando foi indicada a diretriz na formação de um movimento de cooperação partidária que abordasse o tema da Diversidade e que congregasse LGBT’s trabalhistas e defensores da agenda dos Direitos Humanos a este segmento, estimada em 10% da população brasileira.</p>
<p>A partir da dedicação integral da Amanda Anderson e de Cássio Rugero na descoberta e na aglutinação dos quadros trabalhistas LGBT’s espalhados pelo país, das articulações internas de Wendel Pinheiro nas reuniões do PDT e da experiência política de Ramon Calixto Teixeira na formação desta organização, o PDT Diversidade foi aprovado oficialmente na reunião da Executiva Nacional do PDT em 14 de julho de 2015 como, naquele momento, o mais novo movimento de cooperação partidária.</p>
<p>Com todas as dificuldades, o PDT Diversidade seria fundado no Rio de Janeiro em 22 de agosto de 2015, no acanhado espaço do 6º andar da Rua 7 de setembro de 141. Todos os que estiveram ali estavam empenhados na construção de um movimento que, de imediato, se opôs a formação de um colegiado e, com a estatura de um movimento, criou a sua primeira Executiva Nacional provisória.</p>
<p>O PDT Diversidade teria a Amanda Anderson como a primeira presidente transexual de um movimento de cooperação partidária não apenas do Brasil, como também dos próprios partidos que compõem a Internacional Socialista (IS), além dela ser, na História do Brasil, a primeira transexual a ocupar a direção da União Nacional dos Estudantes (UNE).</p>
<p>O PDT Diversidade participaria de eventos e atividades de interesse LGBT em esfera nacional defendendo a ideia de que um país, para defender os Direitos Humanos da população LGBT, deve ter isto de forma clara em políticas públicas que não apenas atendam os meros direitos civis e individuais, mas principalmente os Direitos Sociais e Políticos e discutam temas de relevância como a defesa dos Direitos Trabalhistas para a população LGBT em tempos de perdas de direitos como a terceirização e a Reforma Trabalhista. Ou temas como a Reforma Política e a Reforma Universitária, na defesa da inclusão plena da Diversidade em temas centrais de cidadania plena.</p>
<p>A participação das atividades políticas do PDT Diversidade, fazendo valer as posições ideológicas e políticas do trabalhismo nos fóruns de atuação política, já é um avanço expressivo, além do apoio institucional do PDT através da criação do <a href="http://pdt-rj.org.br/index.php/weverton-rocha-e-pdt-diversidade-criam-lei-contra-crime-de-preconceito-de-orientacao-sexual/" data-wpel-link="internal">PL Dandara</a>, no combate sistemático à transfobia, da autoria do PDT Diversidade e do Deputado Federal Weverton Rocha (PDT-MA).</p>
<p>Muitos são os desafios para que as políticas no campo da Diversidade estejam presentes. A necessidade de representantes LGBT’s no legislativo e em espaços de maior protagonismo e inserção partidária se faz necessário para que as pautas da Diversidade estejam à altura do legado trabalhista e nacionalista que o PDT sempre teve!</p>
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		<title>Carta de Lisboa: marco do Trabalhismo na redemocratização do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jun 2017 03:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Carta de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Darcy Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[João Goulart]]></category>
		<category><![CDATA[Leonel Brizola]]></category>
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		<category><![CDATA[Mário Soares]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="750" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-100x73.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-300x220.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-768x562.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-123x90.jpg 123w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-600x439.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />São 38 anos de um ato histórico. Em 1979, os brasileiros viviam uma sistemática inquietação ao almejar o retorno da democracia no país. Mobilizações ocorriam em diversos estados e por todo o mundo. Em Lisboa, entre os dias 15 e 17 de junho, ocorreu o &#8220;Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio&#8221;....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="750" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-100x73.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-300x220.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-768x562.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-123x90.jpg 123w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Carta-de-Lisboa-600x439.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>São 38 anos de um ato histórico. Em 1979, os brasileiros viviam uma sistemática inquietação ao almejar o retorno da democracia no país. Mobilizações ocorriam em diversos estados e por todo o mundo. Em Lisboa, entre os dias 15 e 17 de junho, ocorreu o &#8220;Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio&#8221;. Organizado por Leonel Brizola, que foi expatriado com o golpe militar de 1964, o evento reuniu centenas de lideranças, incluindo Darcy Ribeiro e o secretário-geral do Partido Socialista Português, Mario Soares, que representava a Internacional Socialista, para discutir a reorganização do Trabalhismo no Brasil.</p>
<p>Em um ambiente que exaltava Getúlio Vagas e João Goulart a partir de fotos e bandeiras, Brizola era enfático em seus discursos ao ratificar os posicionamentos que norteariam todo o processo. Ele fez questão de enfatizar dois pontos: a socialização das estruturas da economia e o prioridade do trabalho sobre o capital.</p>
<p>Para ele, conforme repercutido na mídia nacional, o trabalho não deve ser visto apenas como um fator econômico, mas especialmente pelo seu lado social, “onde outros primados se afirmam como valores éticos, políticos e morais”.</p>
<p>Na sequência, Brizola apontou para a necessidade de organizar bases populares da base partidária.</p>
<p>“Nosso povo não conseguirá atingir seus objetivos se não se organizar num grande partido canalize suas aspirações. Quando chegar a hora, teremos que ter quadros preparados e alternativas previamente estudadas”, projetou o líder gaúcho. “O próprio presidente Vargas teve que dar um tiro no coração porque não tinha um povo organizado atrás de si”, completou.</p>
<p>Sobre a ocupação de espaços políticos, Brizola indicou que a prioridade era o ordenamento da base em detrimento de cargos. “Antes de organizarmos chapas teremos de estar enraizados no povo. A organização partidária tem que fazer parte da vida da família do trabalhador. Se o partido pode ou não concorrer às eleições é secundário para nós”, comentou.</p>
<p><strong>Simbolismo</strong></p>
<p>No último dia, os participantes formularam a “Carta de Lisboa”, importante documento que norteou a reorganização do Trabalhismo no Brasil a partir do fim da ditadura militar e da posterior aprovação da anistia.</p>
<p>O documento pontua eixos primordiais do novo Trabalhismo, como a noção de nacionalidade e de nação; a consideração da propriedade privada, condicionando seu uso às exigências do bem-estar social; os direitos individuais; a defesa da intervenção do Estado na economia, mas como poder normativo; a proposta sindical baseada na liberdade e na autonomia sindicais e uma sociedade socialista e democrática.</p>
<p>Para Brizola, a definição de socialismo passava diretamente por Vargas. “É o socialismo que nós buscamos. A socialização das estruturas econômicas, porque nosso desenvolvimento só começará a existir quando for feito pelas mãos do nosso povo”, ratificou.</p>
<p>“Com formas de gestão sociais das empresas, como o cooperativismo, as estruturas capitalistas de exploração tendem a desaparecer. A sociedade igualitária é o nosso objetivo final, que está lá na frente”, concluiu.</p>
<p><strong>Novo golpe</strong></p>
<p>Inicialmente, representaria a reativação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), fundado por Getúlio Vargas e presidido por João Goulart, porém manobras dos militares e de juízes eleitorais retiraram a sigla do legítimo herdeiro.</p>
<p>“Uma sórdida manobra governamental&#8221;, disse Brizola. “Conseguiu usurpar a nossa sigla para entregá-la a um pequeno grupo de subservientes ao poder. O objetivo dessa trama é impedir a formação de um partido popular e converter o PTB em instrumento de engodo para as classes trabalhadoras”, completou.</p>
<p>Nos dias 17 e 18 de maio, milhares de trabalhistas se reuniram no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no Centro do Rio de Janeiro, para integrar o Encontro Nacional dos Trabalhistas. O ato marcou o anúncio do surgimento do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A semana seguinte consumou a criação da sigla a partir da reunião na Associação Brasileira de Imprensa, na Cinelândia, na mesma região da cidade, que confirmou o programa e o estatuto.</p>
<p>Hoje, no caótico cenário político, econômico e social do Brasil, o PDT segue como único defensor dos ideais dessa corrente.<br />
Confira a “Carta de Lisboa” na íntegra.</p>
<p>Documento</p>
<p><em>Confira a “Carta de Lisboa” na íntegra:</em></p>
<p><em>Reconhecendo que é urgente a tarefa de libertação do nosso povo, nós, brasileiros que optamos por uma solução trabalhista, nos encontramos em Lisboa. E se o fizemos fora do País, é porque o exílio arbitrário e desumano impediu este Encontro no lugar mais adequado: a Pátria brasileira. A tarefa de organizar com nosso povo um Partido verdadeiramente nacional, popular e democrático é cada vez mais premente. Não desconhecemos as permanentes tentativas das forças autoritárias de esmagar os movimentos dos trabalhadores. Mas o repositório de coragem e dignidade dos trabalhadores faz com que eles não se dobrem nem se iludam. E com eles estamos nós, Trabalhistas.</em></p>
<p><em>Não podemos deixar de salientar, também, que aqueles que defendem uma posição paciência, assim como a inoportunidade da luta contra a opressão, não são, exatamente os que se encontram em condições de sofrimento e perseguição, mas ao contrário, navegam nas águas da abastança e dos privilégios. Invoca-se, por outro lado, que a restauração da vida democrática e o ressurgimento de partidos autênticos dependem do sistema e de suas fórmulas jurídicas e legais. Consideramos, todavia, um ato de incompetência política e de deslealdade para com o nosso povo, aguardar as providências dos juristas do regime, de cujas fórmulas, somente por ingenuidade ou má fé, pode se esperar algo de diferente da vontade de institucionalizar a espoliação de nossa gente e a manutenção de uma estrutura política e econômica inaceitável para o povo brasileiro.</em></p>
<p><em>Fato novo mais importante da conjuntura brasileira não é nem a crise do regime, nem o fracasso de todos os seus projetos e promessas.</em></p>
<p><em>O novo, importante e fundamental, é a emergência do povo trabalhador na vida política do País. Não de um povo amedrontado depois de 15 anos de opressão, mas de um povo que se organiza sob as mais variadas formas – nos sindicatos, nas associações, em comunidades, em movimentos e organizações profissionais – com o mesmo objetivo: o de lutar por seus direitos, pela democracia. Como parte desta emergência se deve destacar as conquistas do movimento estudantil, e a luta agora vitoriosa pela reorganização da UNE.</em></p>
<p><em>A experiência histórica nos ensina, de um lado, que nenhum partido pode chegar e se manter no governo sem contar com o povo organizado e, de outro lado, que as organizações populares não podem realizar suas aspirações sem partidos que as transformem em realidade através do poder do Estado. A falta de apoio popular organizado pode levar a situações a situações dramáticas como aquela que conduziu o Presidente Getúlio Vargas a dar um tiro em seu próprio peito.</em></p>
<p><em>Partidos e povo organizados constituem, por conseguinte, as duas condições fundamentais para a construção de uma sociedade democrática.</em></p>
<p><em>Analisando a conjuntura brasileira, concluímos pela necessidade de assumirmos a responsabilidade que exige o momento histórico e de convocarmos as forças comprometidas com os interesses dos oprimidos, dos marginalizados, de todos os trabalhadores brasileiros, para que nos somemos na tarefa da construção de um Partido Popular, Nacional e Democrático, o nosso PTB. Tarefa que não se improvisa, que não se impõe por decisão de minorias, mas que nasce do encontro do povo organizado com a iniciativa dos líderes identificados com a causa popular.</em></p>
<p><em>Nós, Trabalhistas, assumimos a responsabilidade desta convocatória, porque acreditamos que só através de um amplo debate, com a participação de todos, poderemos encontrar nosso caminho para a construção no Brasil de uma sociedade socialista, fraterna e solidária, em Democracia e em Liberdade.</em></p>
<p><em>Nós, Trabalhistas, queremos representar para o povo brasileiro o espírito da tolerância e da fraternidade. Nós, Trabalhistas, participamos ao lado do nosso povo em todas as suas lutas, e porque o nosso projeto é profundamente democrático, procuraremos alianças com as outras forças também democráticas e progressistas do nosso País. Nós, Trabalhistas, militaremos ativamente me todas as frentes e, porque o nosso projeto é pluralista, não pretendemos absorver ou manipular os sindicatos ou as organizações populares das mais diversas origens.</em></p>
<p><em>Entendemos a necessidade de um intenso debate para o desenvolvimento constante da Democracia e nós, Trabalhistas, estaremos sempre empenhados em discutir com todas as forças populares e democráticas do nosso País. É por isso que favorecemos o surgimento de outras organizações, que auspiciamos o aparecimento de outros partidos e que, nas nossas lutas, respeitaremos os seus princípios.</em></p>
<p><em>A consecução destes objetivos exige, como requisito prévio e fundamental no campo do pensamento e da cultura, a conquista da plena liberdade de criação intelectual, de expressão e de imprensa. Neste sentido, torna-se imprescindível a revogação de todas as formas de censura.</em></p>
<p><em>O grande desafio com que nós, Trabalhistas, nos defrontamos hoje é o de nos situarmos no quadro político brasileiro para exercer o papel renovador que desempenhávamos antes de 1964 e em razão do qual fomos proscritos.</em></p>
<p><em>Com efeito, apesar de termos tido numerosas deficiências, não por ela que caímos. Fomos derrubados, isto sim, em virtude das bandeiras que levantamos. A velha classe dominante brasileira e os agentes internos do imperialismo, não nos podendo vencer pelo voto nos excluíram pelo golpe.</em></p>
<p><em>A verdade que afinal se fez evidente (depois copiosamente comprovada) é que o governo do Presidente João Goulart foi derrubado por uma ação conjugada. Os latifundiários temiam a lei da Reforma Agrária que, com a nossa presença no Congresso Nacional, seria inevitável. Por sua vez, o governo norte-americano de então planejou e coordenou o golpe para evitar a aplicação da lei de Remessa de Lucros que poria termo à espoliação do Brasil pelas empresas multinacionais.</em></p>
<p><em>O desafio com que nos defrontamos é, por conseguinte, o de retomar as bandeiras daquela tentativa generosa de empreender legalmente as reformas institucionais indispensáveis para liberar as energias do povo brasileiro. Especialmente uma reforma agrária que dê a terra a quem nela trabalha, em milhões de glebas de vinte a cem hectares, em lugar de entregá-las em províncias de meio, de um e até de mais de dois milhões de hectares na forma de super-latifundiários, subsidiados com recursos públicos. E termos também de levantar a bandeira da luta pela regulamentação do capital estrangeiro, para pôr fim à apropriação das riquezas nacionais e ao domínio das próprias empresas brasileiras pelas organizações internacionais.</em></p>
<p><em>O regime militar que sucedeu ao governo constitucional, sendo regressivo no plano histórico, se fez repressivo no plano político e, em conseqüência, totalmente infecundo e despótico. Apesar de contar com todo o poderio do arbítrio, legislando a nível constitucional da forma mais discriminatória, só fez acumular mais riqueza nas mãos dos mais ricos e mais no colo dos mais privilegiados. O bolo que tão reiteradamente prometeram repartir quando crescesse, agora o sabemos, é o de uma dívida externa gigantesca que montava a 3 bilhões de dólares em 1964 e hoje supera os 50 bilhões.</em></p>
<p><em>Nessas circunstâncias, o nosso primeiro compromisso é o de reconduzir o Brasil a uma institucionalidade democrática em que todo o poder emane do povo e seja por ele periodicamente controlado através de eleições livres e diretas, nas quais todos os brasileiros de maior idade sejam eleitores e elegíveis. O Brasil democrático pelo qual lutamos será uma República realmente federativa, com progressiva descentralização do poder, onde o voto terá que ser proporcional, para que – havendo a mais ampla representação das diversas forças políticas – não seja escamoteada a vontade popular. A República a que aspiramos há de estar defendida contra todo intento de golpismo e contra toda e qualquer manifestação de despotismo e repressão, para assegurar permanentemente ao povo brasileiro o direito elementar de viver sem medo e sem fome.</em></p>
<p><em>Nosso segundo compromisso é o de levantar as bandeiras do Trabalhismo para reimplantar a liberdade sindical e o direito de greve, como os instrumentos fundamentais de luta de todos os que dependem do salário para viver. É dever também dos Trabalhistas lutar contra a brutal concentração da renda que responde inclusive pelo achatamento dos salários, fixados em índices falsificados e sempre inferiores ao aumento das taxas reais do custo de vida.</em></p>
<p><em>Será também preocupação primordial dos Trabalhistas a elaboração de uma nova legislação do trabalho que recupere as conquistas subtraídas pela ditadura e que permita a ampliação constante dos direitos dos trabalhadores. Nosso terceiro compromisso é de reverter as diretrizes da política econômica, com o objetivo de afirmar, em lugar do primado do lucro, a prioridade de dar satisfação às necessidades vitais do povo, especialmente as de alimentação, saúde, moradia, vestuário e educação. O resultado da orientação economicista até agora vigente é este contraste espantoso entre a super prosperidade das empresas – especialmente as estrangeiras – e o empobrecimento do povo brasileiro. Nos últimos anos, trabalhadores do campo se viram convertidos majoritariamente em bóias-frias que perambulam sem trabalho permanente, e trabalhadores nas cidades se viram transformados em massas marginalizadas que se concentram na porta das fábricas. Estas imensas multidões vivem em condições tão extremas de carência elementar que já têm sua sobrevivência biológica e sua saúde mental afetadas.</em></p>
<p><em>Por tudo isso é que devemos definir prontamente as forças de ação política e os procedimentos legais mais adequados para mobilizar o nosso povo para uma campanha de salvação nacional. Através dela, nós, Trabalhistas, buscaremos dar solução, dentro do prazo o mais breve possível, ao problema máximo de nossa Pátria, que é a marginalidade. Com efeito, um dos aspectos mais desumanos da política econômica da ditadura é a conversão da força de trabalho nacional num exército de excedentes. Nem a singela aspiração de um emprego permanente em que se ganha um salário-mínimo para a sobrevivência, o sistema pode assegurar. O drama social pungente dessas massas marginalizadas, que humilha e envergonha a Nação Brasileira, afeta, especialmente a quatro categorias de pessoas cujos problemas estão a exigir a atenção prioritária dos trabalhadores.</em></p>
<p><em>Primeiro, o de salvar os milhões de crianças abandonadas e famintas, que estão sendo condenadas à delinqüência; bem como o meio milhão de jovens que, anualmente, alcançam os dezoito anos de idade analfabetos e descrentes de sua Pátria.</em></p>
<p><em>Segundo, o de buscar as formas mais eficaz de fazer justiça aos negros e aos índios que, além da exploração geral de classe, sofrem uma discriminação racial e étnica, tanto mais injusta e dolorosa, porque sabemos que foi com suas energias e com seus corpos que se construiu a nacionalidade brasileira. Terceiro, o de dar a mais séria atenção às reivindicações da mulher brasileira, que jamais viu reconhecidos e equiparados seus direitos de pessoa humana, de cidadã e de trabalhadora; e que, além de ser vítima da exploração representada pela dupla jornada de trabalho, se vê submetida a toda sorte de vexames sempre que procura fazer valer seus direitos.</em></p>
<p><em>Quarto, o de fazer com que todos os brasileiros assumamos a causa do povo trabalhador do norte e do nordeste, tanto por uma economia local obsoleta, como por um colonialismo interno exercido de forma escorchante pelas unidades mais ricas da federação e pelo próprio Governo Federal, que propicia sua exploração entregando às grandes empresas, na forma de subsídios para aumentar seus lucros, os recursos que deviam ser destinados àquelas populações extremamente carentes.</em></p>
<p><em>No plano da ação política, duas tarefas se impõem com a maior urgência a todos os Trabalhistas.</em></p>
<p><em>Em primeiro lugar, a luta por uma Anistia ampla, geral e irrestrita de todos os patriotas brasileiros perseguidos por sua resistência à ditadura. Este é o requisito indispensável à reunificação da comunidade nacional para a retomada do esforço conjunto para fazer do Brasil uma Pátria solidária de cidadãos livres, emancipados do medo, da ignorância e da penúria.</em></p>
<p><em>Em segundo lugar , a luta pelo retorno à normalidade democrática que só se efetivará no Brasil quando após a reimplantação da liberdade de organização partidária o nosso povo eleger a Assembléia Nacional Constituinte. Reconhecemos as dificuldades para que nosso povo tenha uma participação efetiva. E por participação efetiva entendemos crítica via e permanente e não atuação eleitoral episódica ou simplesmente a adesão a propostas impostas verticalmente.</em></p>
<p><em>A proposta do novo Partido Trabalhista a ser discutida pelo nosso povo e formulada em território brasileiro, despida de soluções importadas, tem que levar em conta a necessidade de criar um partido que expresse os anseios e seja dirigido pelas classes populares. A nova proposta começa com a repulsa àqueles que vêem no ressurgimento do PTB uma sigla de fácil curso eleitoral. A nossa proposta tem um sentido claro de opção pelos oprimidos e marginalizados.</em></p>
<p><em>Neste particular e dentro de um horizonte que não é absolutamente cristão, mas marcado por um capitalismo impiedoso, impõe-se a nossa defesa constante dos pobres contra o ricos, ao lado dos oprimidos contra os poderosos.</em></p>
<p><em>Na luta a favor da justiça contra a opressão se insere a questão da atual ideologia de segurança nacional, que tem servido para justificar as violações dos direitos humanos. Tal doutrina gerou no País a mais completa insegurança para os cidadãos comuns, ensejando a expansão da brutalidade, da denúncia e da tortura, tanto contra os presos políticos, como contra as lideranças sindicais e sobretudo, com incidência cruel sobre as camadas mais pobres da população.</em></p>
<p><em>Porque damos importância central ao nosso povo como sujeito e criador do seu próprio futuro, sublinhamos o caráter coletivo, comunitário e não individualista da visão Trabalhista.</em></p>
<p><em>A partir deste momento devemos concentrar todos os nossos esforços na preparação e organização do Congresso Nacional da organização do novo PTB, a realizar-se no Rio de Janeiro, no dia 19 de abril de 1980.</em></p>
<p><em>No Congresso, recolheremos, através de nossas bases, as grandes aspirações e definições da vontade popular.</em></p>
<p><em>Com o Congresso, continuaremos firmemente, sob a inspiração da Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas, a caminhada junto ao povo que nos levará à emancipação da Pátria.</em></p>
<p><em>Lisboa, 17 de junho de 1979</em></p>
<p><em>A.Mª. Doutel de Andrade, Ajadil de Lemos, Alberto Martins da Silva, Aldo Pinto, Alex Souza, Alfredo Hélio Sirkis, Almir Dutton Ferreira, Álvaro Petraco da Cunha, Anatailde de Paula Crespo, Anselmo Francisco Amaral, Antônia Gonçalves da Silva Oliveira, Antônio Alves de Moraes, Antônio Sérgio Monteiro, Artur José Poerner, Augusto Calmon Nogueira da Gama, Benedito Cerqueira, Calino Pacaheco, Carlos Augusto da Gama, Carlos Cunha Contursi, Carlos Fayal, Carlos Franco, Carlos Minc Baumfeld, César Behs, Chizuo Osava, Cibilis da Rocha Viana, Cláudio Augusto de Alencar Cunha, Clóvis Brigagão, Danilo Groff, Darcy Ribeiro, Derli M. Carvalho, Domingos Fernandes, Edmauro Gopfert, Eduardo de Azevedo Costa, Erasmo Chiapeta, Eric Nepobuceno, Eunice de Souza, Eva Ban, Fernando Perrone, Flávio Tavares, Francisca Brizola Rotta, Francisco Barreira, Francisco Dal Prá, Francisco Goulart Lopes de Almeida, Francisco Julião, Genival Tourinho, Georges Michel Sobrinho, Geraldo Lopes Burmeister, Getúlio Pereira Dias, Gil Cuneggato Marques, Haroldo Sanford Barros, Hélio Ricardo Carneiro da Fontoura, Herbert de Souza, Hildérico Pereira de Oliveira, Índio Vargas, Irany Campos, Irineu Garcia, Isaac Ajnhorn, J. G. de Araújo Jorge, Jackson Kepler Lago, João Vicente Goulart, José Wanderley, José Carlos de Oliveira, José Macedo de Alencar, José Maria Rabelo, José Maurício, Jorge Roberto da Silveira, José Carlos Rolo Venâncio, José Gomes Talarico, José Guimarães Neiva Moreira, Josino de Quadros Assis, Landa Maria Lopes de Almeida Ajnhorn, Leonel Brizola, Lúcio Rigo Marques, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Luiz Carlos Soares Severo, Lygia de Azeredo Costa, Lysâneas Dias Maciel, Magnus Francisco Antunes Guimarães, Manoel Sarmento Barata, Marcelo Carvalho, Márcio W. de Almeida, Marco Antônio de Andrade Leão, Maria do Carmo Brito, Maria Margarida Parente Galamba de Oliveira, Maria Zélia Brizeno Costa Lima, Martha Maria Maurício Vianna, Matheus Schmidt, Maurílio Ferreira Lima, Maurício Vieira de Paiva, Miguel Bodea, Mila Cauduro, Moema São Thiago, Murilo Rocha Mendes, Neusa Goulart Brizola, Ney Ortiz Borges, Nielsen de Paula Pures, Norma Marzola, Olga Martins, Orlando Maretti, Osvaldo Lima Filho, Oswaldo Pimentel, Otávio Goulart Brizola, Paulo César Timm, Paulo Medeiros, Pedro Celso Ulhoa Cavalcanti Neto, Pedro Dietrich Júnior, Pedro Veronese, Raimundo Arroio, Ronaldo Dutra Machado, Saulo Saija, Sebastião Nery, Sereno Chaise, Tania Lyra, Tertuliano de Passos, Theotônio dos Santos, Trajano Ribeiro, Tuffik Mattar, Vânia Bambirra, Vera Mathias, Wilson Vargas da Silveira, Zoé Rodrigues Dias.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quem tem medo do Ciro Gomes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2017 10:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Carta de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda democrática]]></category>
		<category><![CDATA[Everton Gomes]]></category>
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		<category><![CDATA[PEC 55]]></category>
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		<category><![CDATA[sistema financeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="330" height="239" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274.jpg 330w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274-100x72.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274-300x217.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274-124x90.jpg 124w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" />Depois do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, certo discurso apresentado na imprensa progressista – e também por alguns intelectuais – tem me incomodado bastante. Refiro-me à insistência na tese de que a recomposição da esquerda nacional é a reconstrução do PT. Isto é uma meia verdade. Nada contra o PT, diga-se de passagem; mas sim...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="330" height="239" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274.jpg 330w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274-100x72.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274-300x217.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/admin-ajax-e1486731453274-124x90.jpg 124w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" /><p>Depois do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, certo discurso apresentado na imprensa progressista – e também por alguns intelectuais – tem me incomodado bastante. Refiro-me à insistência na tese de que a recomposição da esquerda nacional é a reconstrução do PT.</p>
<p>Isto é uma meia verdade. Nada contra o PT, diga-se de passagem; mas sim com esta definição simplista de que o campo progressista é composto só pelo Partido dos Trabalhadores. Por que ignorar e esconder o Trabalhismo Brasileiro e o PDT?</p>
<p>Embora tenha pela corrente petista grande afinidade, além de ver nela a expressão de um projeto generoso e progressista para o Brasil, uma indagação está sempre presente: o que leva importantes veículos da imprensa especializada a esconderem os herdeiros de Getúlio, Jango e Brizola nas suas análises?</p>
<p>Afinal, o PDT insere-se neste cenário do pós-Lula, com um objetivo claro: a retomada do “fio da história”. E, para isto, apresenta, assume e declara a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República que, segundo alguns respeitados institutos de pesquisa, é de grande viabilidade eleitoral.</p>
<p>Some-se a isto o fato de o PDT ter sido o partido da esquerda nacional que mais cresceu nas eleições municipais de 2016, tendo agora o maior número de prefeitos (338) e vereadores (3.756), neste importante campo da política brasileira.</p>
<p>Das capitais brasileiras, o PDT governa cidades importantes, como Natal (RN), São Luís (MA) e Fortaleza (CE). Além disto, na mais recente fotografia de representação em governos, o PDT tornou-se mais expressivo que o PT, já que aconteceu uma queda abrupta dos votos petistas nas últimas eleições municipais.</p>
<p>Neste momento político nacional, em relação a identidade ideológica clássica dos progressistas, o PDT tem uma dimensão parelha ao PT, a seus aliados menores (PCdoB) e mesmo a partidos surgidos como dissidência: PSTU, PSOL, PCO.</p>
<p>Basta uma análise, com a atenção necessária, das últimas pregações do candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, que se encontrará uma profunda crítica ao sistema financeiro; além de reiterado compromisso de combate às agendas do governo Temer, tais como a implementação da PEC 55, as “reformas” trabalhista e a previdenciária.</p>
<p>Vou além: no plano da esquerda, os trabalhistas foram os que atuaram de forma mais contundente, nos episódios recentemente, ao afirmar seus compromissos definidos na Carta de Lisboa. O PDT foi o primeiro partido a fechar questão contra o golpe que acabou sendo vitorioso.</p>
<p>Recentemente, em duas decisões distintas, o PDT puniu com rigor – que chegou à expulsão de parlamentares de suas bancadas nas duas casas do Congresso – os que ousaram votar contrariando posições históricas assumidas pelo partido: consideradas cláusulas pétreas pedetistas.</p>
<p>Na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, o PT por pouco não deu o abraço do afogado e se uniu àqueles que golpearam o governo Dilma. Ora bolas! O PT cogitou o apoio a candidatura de Rodrigo Maia (DEM) contra a construção de uma candidatura unificada de esquerda democrática. Posteriormente mesmo aceitando a candidatura da esquerda, o que se viu foram muitos votos petistas escoarem em favor dos seus algozes. Seria a “Síndrome de Estocolmo petista”?</p>
<p>É esta a corrente que os articulistas pretendem definir como a que detém o monopólio da esquerda? A mesma que deixou de lado a denúncia do golpe e preferiu se lançar aos conchavos palacianos com os grupos que impulsionam a mais severa agenda de reforma contra os trabalhadores.</p>
<p>Repito! Nada contra o PT ou seus seguidores, mas a verdade é que existem muitos outros tons de vermelho no caleidoscópio da esquerda popular tupiniquim. Este pluralismo vai muito além das fronteiras do lulo-petismo como pudemos assistir. Reafirmo: esconder os Trabalhistas e o PDT é promover uma realidade inexistente e maquiada.</p>
<p>Por derradeiro, torna-se importante saber se escondem uma verdade patente por mero desconhecimento histórico da realidade – o que acho muito difícil – ou por opção pragmática e hegemônica: preferem fabricar narrativas falsas, ao invés de permitir alternativas democráticas e progressistas dentro da esquerda popular, dispostas a disputar eleitoralmente o mesmo campo que o PT também ocupa.</p>
<p>Para estes pragmáticos, o monopólio da esquerda nacional é deles; e disto não abrem mão, mesmo quando o que está em jogo é a democracia e a retomada de um projeto nacional que garanta a qualidade de vida para o povo brasileiro.</p>
<p><em> </em></p>
<p><strong><em>*Everton Gomes é presidente nacional da Juventude Socialista e Secretário Nacional de Organização do PDT. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense, pesquisa partidos políticos e democracia.</em></strong></p>
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		<title>&#8220;O Brasil vive o mito da igualdade racial,&#8221; afirma Ivaldo Paixão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2017 20:10:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Abdias Nascimento]]></category>
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		<category><![CDATA[democracia racial]]></category>
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		<category><![CDATA[Ivaldo Paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Negro]]></category>
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		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="671" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-100x66.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-300x197.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-768x503.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-137x90.jpg 137w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-600x393.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Na Carta de Lisboa, os trabalhistas previam justiça social aos negros. “Foi com suas energias que se construiu a nacionalidade brasileira”, diz o documento. Desde então, o PDT contabiliza inúmeras conquistas na luta pela igualdade racial, capitaneado por seu Movimento Negro. Ex-diretor da Fundação Cultural Palmares e com vasto currículo no enfrentamento ao racismo, Ivaldo...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="671" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-100x66.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-300x197.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-768x503.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-137x90.jpg 137w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/01/paixao-600x393.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p><span style="font-weight: 400;">Na Carta de Lisboa, os trabalhistas previam justiça social aos negros. “Foi com suas energias que se construiu a nacionalidade brasileira”, diz o documento. Desde então, o PDT contabiliza inúmeras conquistas na luta pela igualdade racial, capitaneado por seu Movimento Negro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ex-diretor da Fundação Cultural Palmares e com vasto currículo no enfrentamento ao racismo, Ivaldo Paixão hoje é presidente do Movimento Negro do PDT. Em entrevista à página eletrônica do PDT, Paixão conta um pouco da luta e das conquistas alcançadas pelo grupo que lidera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paixão é capitão de Longo Curso da Marinha Mercante. Foi diretor da Fundação Cultural Palmares / Ministério da Cultura, coordenador de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial do estado do Ceará, presidente da Associação de Aposentados da Petrobras no estado do Ceará e presidente da Federação de Entidades do Terceiro Setor do estado do Ceará.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O senhor tem um grande histórico no enfrentamento ao racismo. Como chegou ao Movimento Negro do PDT?</b></p>
<p><strong><i>Ivaldo Paixão</i></strong><span style="font-weight: 400;"><strong> –</strong> Em 1994, fui convidado pessoalmente por Brizola, Abdias Nascimento e Dr. Edialeda Salgado para fundar o Movimento Negro no Ceará. Foi uma honra. De lá pra cá, cumpri vários cargos no Movimento. Fui vice-presidente e, desde o falecimento da nossa presidente Edialeda, e em 2010, assumi a presidência.</span></p>
<p><b>Qual a forma de atuação do Movimento para cumprir o que estabelece a Carta de Lisboa?</b></p>
<p><strong>Paixão</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> –</strong> Nós desenvolvemos políticas públicas de igualdade racial e enfrentamento ao racismo. Isso é feito criando movimentos nos Estados e capacitando nossa militância. A Fundação Leonel Brizola &#8211; Alberto Pasqualini, por exemplo, está disponibilizando módulos gratuitos para capacitação em diversas linguagens de combate ao racismo. Terão vídeos também. O conteúdo foi todo desenvolvido por acadêmicos militantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Participamos da gestão de políticas de igualdade social em todos os Estados. Eu era gestor no Ceará. A gestora em Florianópolis, hoje, é do Movimento. Essa forte atuação vem da nossa experiência e pioneirismo partidário na luta pela igualdade racial.</span></p>
<p><b>Em um país como o Brasil, ainda carregado de racismo, é difícil levar essa bandeira adiante?</b></p>
<p><strong><i>Paixão</i></strong><span style="font-weight: 400;"><strong> –</strong> O Brasil vive o mito da democracia racial. Muitas pessoas são contra as ações afirmativas para negros porque acreditam nesse mito. A realidade é outra. Enquanto nos presídios a maioria é negra, nas grandes empresas são poucos os negros nos cargos executivos. Mas isso vem mudando, principalmente depois de 2002, na conferência de Durban, quando o Brasil assumiu que o racismo existia no país e precisava ser combatido. Pela natureza do PDT, pelo apoio que tive do mestre Brizola e, hoje, do nosso presidente Lupi, o trabalho do Movimento Negro pôde se desenvolver muito bem e gerar resultado.</span></p>
<p><b>Onde é possível ver os resultados da luta do Movimento Negro do PDT?</b></p>
<p><strong><i>Paixão</i></strong><span style="font-weight: 400;"><strong> –</strong> O resultado de nossa luta é visível em vários setores da sociedade e vem de longa data. Participamos da criação de cotas nas universidades e no serviço público. Foi uma gestão pedetista que implantou o primeiro sistema de cotas do país, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Sem contar tudo o que fizemos durante o governo Brizola, com nomeação de três secretários negros e, pela primeira vez na história do país, uma secretária negra, Dra. Edialeda. Teve também a criação da 1° Secretaria de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras, e por aí vai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Movimento Negro do PDT teve sorte de ter um ícone internacional na luta das questões raciais como o senador Abdias. Brizola também foi fundamental, incluindo o combate à desigualdade racial em seus programas, tanto de governo quando do partido. Ali colocamos em prática o nosso discurso. Hoje, me preocupo com esse governo interino. Tenho visto o esvaziamento das secretarias de igualdade social do Ministério da Cultura e isso é um retrocesso. Mas é esse tipo de coisa que nos motiva e dá força para nos reestruturarmos e enfrentarmos o processo que está acontecendo.</span></p>
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