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	<title>Carlos Michiles &#8211; PDT</title>
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		<title>Ética social norteia palestra de Carlos Michiles no ‘Quartas Trabalhistas’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2020 16:44:53 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’.png" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’.png 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’-100x56.png 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’-300x169.png 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’-768x432.png 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’-160x90.png 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Ética-social-norteia-palestra-de-Carlos-Michiles-no-‘Quartas-Trabalhistas’-600x338.png 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>Na segunda edição nacional do ‘Quartas Trabalhistas’, o Ph.D em ciências políticas e fundador do PDT Carlos Michiles analisou a relevância da ética na sociedade e sua relação com poder, nacionalismo e educação. Promovido pela Fundação Leonel Brizola &#8211; Alberto Pasqualini (FLB-AP), o programa foi transmitido ao vivo neste dia 27, nas suas redes sociais.</p>
<p>Após a abertura do secretário-executivo da Fundação, Ades Oliveira, Michiles iniciou sua fala promovendo o esclarecimento de uma questão essencial: a distinção entre moral e ética, onde a primeira é fruto do padrão cultural vigente e incorpora normas determinadas pela própria sociedade. Já a segunda, por sua vez, é a parte da filosofia que reflete e questiona sobre as regras morais.</p>
<p>“Existem uma confusão. É um paradoxo, onde ética é uma moldura onde a moral se aplica, pois foca na atuação. A ética, baseada em três palavras &#8211; querer, poder e dever &#8211; e como uma ciência interdisciplinar, busca discutir a condição humana”, comenta.</p>
<p>A partir dessas premissas, o pedetista aprofundou a análise ao citar o filósofo moderno, Immanuel Kant, com o entendimento de ética normativa, que progrediu na época do Iluminismo, movimento intelectual e filosófico europeu do século 18. Michiles buscou, portanto, esclarecer que a pauta para as escolhas morais deveria ser a razão humana.</p>
<p>“A razão é uma ferramenta educacional, pois garante uma capacidade racional de fazer uso do seu próprio entendimento. Quando a gente tiver a plena capacidade de implementá-la, o mundo mudará”, pontuou.</p>
<p><strong>Conexão</strong></p>
<p>Em um paralelo com os retrocessos percebidos no país e traduzidos na figura do presidente, Jair Bolsonaro, o pedetista critica o processo sistêmico de negação do conhecimento e de desvalorização da base educacional como essência social.</p>
<p>“A nação vem se transformando em um ornitorrinco. Um bicho feio, não identificável que mostra a desigualdade assustadora, a violência crescente e a ausência de ensino para brecar a ignorância. Logo, leva à vulnerabilidade da manipulação a partir de um ditador déspota”, disse.</p>
<p>“Por isso, a ética nunca foi tão necessária e importante, mas, ao mesmo tempo, ignorada. Só a educação pode desbarbarizar essa brutalização da sociedade, ainda que seja uma utopia. Não podemos permitir o enfraquecimento do Estado, que mantém a soberania do território, da língua”, acrescentou.</p>
<p><strong>Revolução</strong></p>
<p>Ao declarar que o caminho para a “salvação” passa diretamente pelos livros, o pedetista ratifica que a luta do partido é forjado no projeto trabalhista com viés ético e nacionalista.</p>
<p>“Uma utopia que nos move enquanto existir vida para o futuro, sem deixar de olhar o passado. Isso ilumina nosso caminho para o projeto nacional de desenvolvimento”, comenta o professor, ao exaltar o vínculo com completou.</p>
<p>Diante desse legado, que norteia as bandeiras do PDT, Michiles cita Leonel Brizola, a partir de uma frase que ele considera emblemática: “A vida só tem sentido quando busca o sentido para a vida.”</p>
<p>“Ele foi o único estadista latino-americano que considerava a educação como essência, pois ela é o meio de emancipação diante da valorização da nacionalidade e da soberania”, exaltou, ao ressaltar que o “fio da história desta corrente está na formação do pensamento e do esclarecimento”.</p>
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		<title>Quarentena na vida temente da pós-modernidade: a doença como ameaça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 19:02:08 +0000</pubDate>
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<p>Longe do homem ser um lobo caçando o próprio lobo, digo, caçando e explorando o próprio homem. A civilização, resultado do conhecimento iluminista, seria o encontro da quase perfeição do homem, graças ao conhecimento científico racional. A sociologia e a filosofia não ficaram atrás. Como resultado desse conhecimento, os homens construíram normas e conceitos de ética e moral para organizar e humanizar o convívio entre os homens. Elevando-os do fundo da caverna escura da ignorância, colocando todos no exercício do livre arbítrio. A ética surge como expressão prática da moral e assume o status de base e fundamento da metafísica dos valores e costumes de um povo.</p>
<p>– Assim falou Zaratustra!</p>
<p>– Não.</p>
<p>–Assim falou Kant, com seu absoluto imperativo categórico.</p>
<p>A  história pois do homem seria uma linha reta da revelação progressiva da verdade. O obscurantismo seria desvelado com a luz do conhecimento científico que libertaria a humanidade da condição de escravo da fé e do fanatismo religioso. Mas que nada.</p>
<p>Depois da Primeira Guerra Mundial, ainda veio a Segunda Guerra, que foi de 1939 a 1945, com milhões de mortes como resultado da irracionalidade que surge da racionalidade bélica industrial nazista. Inaugurada em 1933, com a chegada de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, depois de usar o ambiente instável criado pelo Tratado de Versalhes para instigar na população alemã o seu adormecido instinto bárbaro. Graças a Deus, no caminho, apareceu o encontro dos três grandes: Churchill, Roosevelt e Stalin para derrotar a loucura da irracionalidade.</p>
<p>Depois dessa fase com uma vasta bibliografia, indispensável para ser lida nessa fase estressante de confinamento contra o coronavírus, surge a contestação das virtudes da modernidade. Aparece, o que passou a ser teorizado como o período pós moderno. O que se passou a chamar até de corte epistemológico do conhecimento (Althusser) e corte pós modernidade (Foucault). Etc.</p>
<p>Dando um salto, devemos agora, em abril de 2020 do século XXI, estar vivendo o período pós da pós-modernidade. Porque a certeza da ciência se surpreendeu com a incerteza diante da vida e da morte. A morte nunca esteve tão presente em nosso cotidiano. Sem guerra bélica, mas numa guerra invisível de vírus e bactérias, que o &#8220;conhecimento é poder&#8221; possa vencer.</p>
<p>A temeridade que vivemos hoje, sem toques e encontros físicos, pode se aplicar muito bem àquela frase que marca essa atualidade de uma Guerra Mundial contra a colonização irracional do que prometia a ciência que procurou se colocou no lugar de Deus: &#8220;Deus está morto. Marx está morto. E eu também não estou me sentindo muito bem.&#8221;</p>
<p>Talvez seja por isso que Santo Agostinho, certa vez, chamou os cientistas e filósofos de pretensiosos: &#8221; Vós, os soberbos!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>João Belchior Marques Goulart ou, simplesmente Jango</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2018 19:29:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Michiles]]></category>
		<category><![CDATA[João Goulart]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe.png" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe.png 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe-100x67.png 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe-300x200.png 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe-768x512.png 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe-135x90.png 135w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2018/03/golpe-600x400.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros.</p>
<p>A história do Brasil, especialmente a partir de 1930, com a ascensão de Getúlio Vargas, é a história da luta pela industrialização do País. Ou a história da luta de classes sociais que se confrontam na instância política pelo comando da estrutura do Estado, em situação permanente de conspirações ou, quando conseguem a estabilização política, acontece pela cooperação entre as classes e grupos sociais que formam as relações econômicas do País. Nesses termos, é que a política é a economia condensada.</p>
<p>Imanente a este processo, a presença da contradição entre a burguesia brasileira urbana industrial, que nasce do processo de industrialização, e os trabalhadores emergentes, que acontece esse confronto permanente sob o comando do capital estrangeiro. Capital este oriundo do capitalismo inglês e estadunidense que se reservam a primazia da produção de bens de capital, o conhecimento, a tecnologia e o sistema financeiro, como condição de seu papel na divisão internacional do trabalho a fim de manter os países periféricos subdesenvolvidos.</p>
<p>Quando se aborda o período do governo de João Goulart (1961-1964) diante desses países que se consideram a “oficina do mundo” no dizer de Marx, é preciso entender a relação de dependência estrutural de países como o Brasil e sua inserção na divisão internacional do trabalho.</p>
<p>João Goulart consciente dessa realidade e por não ser um político vulgar, aprofunda a chamada política das Reformas de Base através do Plano Trienal, elaborado por seu ministro e um dos intelectuais mais importantes do pensamento da economia política Celso Furtado.</p>
<p>Com este Plano Trienal se pretendia dar continuidade ao projeto nacional desenvolvimentista, iniciado no governo Vargas, dentro dos marcos do sistema capitalista, utilizando o processo de substituição de importações, principalmente no setor de bens de capital, para garantir a soberania no controle da riqueza produzida pelo povo brasileiro.</p>
<p>Por isso, o presidente João Goulart ou, simplesmente Jango, era tão popular junto ao povo brasileiro.</p>
<p>Em seu discurso, por exemplo, na ONU em 1962, disse: “Poderemos estimular investimentos de capital estrangeiro, se dermos a este mesmo capital uma compensação justa. Quando falo justa, é exatamente para expressar o pensamento do país de justiça que não pode ser também, obter lucros excessivos, lucros que enriqueça muito depressa em detrimento do interesse nacional ou a custa do empobrecimento do País.”.</p>
<p>Este foi o motivo da conspiração que se armou contra o governo de Jango. E seu governo caiu por não ser um governo vulgar, submisso e pusilânime na defesa dos interesses nacionais.</p>
<p>O seu passado é a história do que não existe mais na política brasileira atual. Defendia política e administrativamente o povo brasileiro e, mesmo num contexto da Guerra Fria (1945-1991), da Guerra do Vietnã (1955-1975) e a revolução cubana (1959) que atravessaram o período conturbado de seu governo, João Goulart (1964-1976) preferiu a paz e o exílio a causar a morte de milhões de brasileiros.</p>
<p>Ao longo do período do regime militar e nos governos que sucederam o presidente João Goulart, desde a transição com Tancredo Neves (1985), José Sarney (1985-1990), Fernando Collor (1990-1992), Itamar Franco (1992-1995), Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), Luis Inácio Lula da Silva (2003-2011), Dilma Roussef (2011-2016) e Michel Temer (2016-2018), nenhum teve sua grandeza e coragem para romper com a política vulgar, rotina dos políticos de hoje.</p>
<p>Os problemas levantados no governo Jango com as reformas de base – como a lei de remessa de lucros, a reforma bancária, a reforma urbana, reforma educacional e a reforma agrária – continua a desafiar os problemas que perpetuam a condição de País subdesenvolvido. O Brasil continua um país com sua estrutura social desigual, injusta e com a riqueza nacional concentrada nas mãos de poucas famílias oligárquicas e colonizadas pelo capital internacional que excita o fetiche do consumismo e o amesquinhamento da educação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*<strong>Carlos Michiles, Ph.D em ciências políticas e fundador do PDT.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gênero: teoria ou ideologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2017 19:06:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-600x338.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Em recente passagem tumultuada pelo Brasil, a filósofa Judith Butler, referência nos estudos de gênero e Teoria Queer, incitou o debate sobre temas que estão ainda em processo, rodeados de polêmica e controvérsia. Não é para se surpreender, tratando-se de um assunto ainda não amadurecido e assimilado adequadamente pela visão geral da sociedade. Especialmente porque...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/12/Teoria-Queer-600x338.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>Em recente passagem tumultuada pelo Brasil, a filósofa Judith Butler, referência nos estudos de gênero e Teoria Queer, incitou o debate sobre temas que estão ainda em processo, rodeados de polêmica e controvérsia.</p>
<p>Não é para se surpreender, tratando-se de um assunto ainda não amadurecido e assimilado adequadamente pela visão geral da sociedade. Especialmente porque este tema encara e tenta quebrar o padrão de pensamento hegemônico da nação dos homens como dominadores nas relações socioeconômico e cultural. Ainda pairam, naturalmente, muitos preconceitos nas mentes e corações das pessoas.</p>
<p>Recordo que, em 1980, pouco mais de três décadas atrás, logo após o retorno de Leonel Brizola do exílio, aconteceu um debate na televisão onde lhe indagaram sobre a questão dos homossexuais. Nessa altura, Brizola retornando de um período aguerrido de exílio, respondeu que não tinha ainda uma posição clara a respeito.</p>
<p>Menciono esse exemplo da resposta de Brizola para mostrar que a sociedade tem o seu tempo para formular respostas aos problemas que ela mesma cria. Esta é uma característica das sociedades humanas que coloca sua inteligência a serviço da melhoria da convivência social.</p>
<p>Este aperfeiçoamento dos valores de convívio social que, levou o PDT a ter hoje uma compreensão amadurecida sobre este tema, que continua controvertido, porém, colocado para amplo e aberto debate junto à sociedade. Atualmente o PDT conta com movimento de LGBT organizado em muitas cidades, realizando encontros para discutir esses temas relacionados a gêneros. Esse é um tema que ganhou maior visibilidade devido à velocidade das informações no contexto mundial da globalização.</p>
<p>De 1980 até hoje, o partido se abriu para discutir esses temas da mesma forma que se antecipou nos anos 80, em relação às questões da luta das mulheres, dos negros e do índio, que culminou com a eleição de Mário Juruna como o primeiro índio eleito deputado federal. Colocado nessa perspectiva, vejamos o que pensa essa filósofa sobre a teoria de gênero e a polarização entre simpatia e ódio.</p>
<p>Judith Butler veio ao Brasil participar de um seminário sobre Populismo, autoritarismo e democracia. Espaço adequado para discutir valores como a dignidade e os direitos sexuais, num ambiente no qual acontecem, todos os dias, violência contra as mulheres e pessoas trans.</p>
<p>Em 1989, ela publicou o livro intitulado “Gender Trouble”, lançado em português, em 2003, com o título “Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade”. Sua premissa teórica parte da noção fundamental sobre a diferença entre teoria e ideologia de gênero. Segundo ela, a teoria da performatividade de gênero busca entender a formação de gênero e subsidiar a ideia de que a expressão de gênero é um direito e uma liberdade fundamentais. Não é uma ideologia. Porque para a autora, a ideologia é entendida como um ponto de vista que é tanto ilusória quanto dogmática e acrítica.</p>
<p>Ao dizer que formula uma teoria e não uma ideologia de gênero, ela formula a premissa de que a liberdade não é – nunca é – a liberdade de fazer o mal. Se uma ação faz mal a outra pessoa ou não poder ser qualificada como livre – ela se torna uma ação lesiva. A liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica, gay, bissexual, trans ou queer só pode ser garantida em uma sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans; que se recusa a aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com mais dignidade, alegria e liberdade.</p>
<p>O que acontece de fato, hoje, é que pessoas trans e travestis, que desejam apenas a liberdade de movimentar-se no mundo público como são e desejam ser, sofrem frequentemente ataques físicos ou são mortas. O sofrimento social e psicológico decorrente do ostracismo e condenação social é enorme.</p>
<p>Neste ponto, lembro que estamos diante de um assunto que vem desde Rousseau, quando escreveu sua grande obra o Discurso, sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. A tese principal de Rousseau é que o homem é livre para fazer suas escolhas e buscar o que chama de perfectibilidade. Enfrentar e amadurecer, aperfeiçoar e melhorar o nosso convívio com o esforço permanente pela reinvenção humana, com base em valores democráticos.</p>
<p>Isso só é possível porque, nós, os seres humanos, homem ou mulher, gay ou lésbica, trans ou queer, somos livres e não somos programados pelas determinações ligadas a raça ou sexo. Porque não somos prisioneiros de nenhum código natural ou histórico determinante, que somos um ser ético e moral que podemos construir valores e fazer as respectivas escolhas.</p>
<p>A humanidade tem a capacidade de transcender a sua animalidade da natureza e assumir suas escolhas livre de constrangimentos. É um caminho tortuoso e perigoso por envolver valores e escolhas, crenças, tradições e religiosidade. O Brasil vem apresentando auspiciosos avanços nesse assunto. Atualmente, mesco com as decisões favoráveis aprovadas em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal às uniões homoafetivas, como a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a situação ainda continua instável e perigosa.</p>
<p>Este perigo vem de longe. Desde quando se queimavam as bruxas, que eram mulheres que não se enquadravam nos dogmas da igreja católica. Hoje, a rotina é a brutalidade do feminicídio e dos transexuais, cuja expectativa de vida é de 35 anos porque o Brasil ainda é considerado o país que mais mata transexuais no mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>*Carlos Michiles é Ph.D em Ciências Políticas pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, e fundador do PDT.</strong></em></p>
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		<title>Pobre país sem Brizola e Darcy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2017 20:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Michiles]]></category>
		<category><![CDATA[Darcy Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Leonel Brizola]]></category>
		<category><![CDATA[O processo civilizatório]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="597" height="370" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Brizola-e-Darcy.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Brizola-e-Darcy.jpg 597w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Brizola-e-Darcy-100x62.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Brizola-e-Darcy-300x186.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Brizola-e-Darcy-145x90.jpg 145w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /><p>Exercitar a mente com um trabalho prazeroso é o que todos aspiram encontrar na vida, antes que, pronto, tudo acabe. Porque, o que importa a velha morte? O diabo, diria Darcy Ribeiro, é perder a vida. Essa sim é uma perda. Um dano à vida.</p>
<p>Esta é a sensação em ler, reler, pensar, admirar, comparar, refletir sobre os textos de Darcy Ribeiro e a liderança de Leonel Brizola. Os dois faziam a práxis política como a soma da teoria e a prática.</p>
<p>Darcy usava uma linguagem rápida, falava com pressa, tentando acompanhar seu pensamento e não perder tempo. Ele tinha pressa. Tinha fome de tempo. Sabia que o tempo é curto para realizar tanto e muitos sonhos. Gostava de se reconhecer como um indignado. Talvez por isso costumava distinguir os intelectuais em duas categorias: os áulicos e os iracundo. Aqueles enredados na sombra do poder para se darem bem e os outros, iracundos, irados, insatisfeitos que buscavam uma identidade própria para a formação e assunção da civilização brasileira.</p>
<p>Brizola falava como um artesão, costurando cada fala para realizar seu pensamento.</p>
<p>Darcy ao escrever em 1968 sua obra impactante que intitulou &#8220;O processo civilizatório&#8221;, tentou interpretar os milênios da civilização a partir de um complexo sistema de crenças, meios de produção e tecnologia. Tripé que utilizaria para formular as possibilidades autóctones de história para surgir uma civilização que deixaria o resto do mundo surpreso com a riqueza e pluralidade da cultura brasileira. Até chegar no seu O povo brasileiro que desafiou a dicotomia de classe entre burguesia versus proletariado de Marx e propor o preconceito social de classe como categoria mais específica para entender a formação cultural da sociedade brasileira.</p>
<p>Vivemos tempos tristes. Desalentadores. A barbárie com seus dentes afiados.</p>
<p>Não se faz mais gente como Darcy e Brizola. Esse tipo de material humano se esgotou da prateleira dos deuses. Nos resta a mitologia de suas estórias narradas.  Vivemos um tempo pobre de políticos. Tempo risível.</p>
<p>Darcy e Brizola falavam de educação em tempo integral, crianças na escola como um templo sagrado do futuro do país. Educação como investimento no presente dessas crianças para construir futuros pesquisadores, profissionais e não vítimas de balas  perdidas, matando a nação. Hoje, tudo virou pó entre gangues de políticos em torno de interesses e dinheiro.</p>
<p>Pobre país sem Darcy. Sem Brizola.</p>
<p>Diante do imperativo da força do povo, Getúlio ofereceu sua vida em holocausto. Darcy e Brizola ofereceram a apoteose para o desfile da sua história, feita em direção ao olimpo dos titãs, desafiando a estupidez do poder que insiste em humilhar o futuro.</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>*Carlos Michiles é Ph.D em Ciência Política pela Universidade de Manchester, Inglaterra e fundador do PDT.</em></strong></p>
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