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	<title>Arnaldo Mourthé &#8211; PDT</title>
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	<title>Arnaldo Mourthé &#8211; PDT</title>
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		<title>Um desafio à nossa inteligência e ao nosso patriotismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2017 22:36:16 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="608" height="320" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/04/temer_faixa_presidencial.png" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/04/temer_faixa_presidencial.png 608w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/04/temer_faixa_presidencial-100x53.png 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/04/temer_faixa_presidencial-300x158.png 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/04/temer_faixa_presidencial-171x90.png 171w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/04/temer_faixa_presidencial-600x316.png 600w" sizes="(max-width: 608px) 100vw, 608px" /><p>O Rei está nu. A listagem dos indiciados por crimes e corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro, divulgada pelo Supremo Tribunal Federal, nos mostra claramente a natureza do poder no Brasil. Ele é exercido por um grupo de aventureiros e oportunistas, movidos pela ambição de poder, cujo instrumento principal tem sido o dinheiro. Dinheiro e poder andam juntos na sociedade perversa na qual nos encontramos.</p>
<p>Não há mais como explicar nossa eventual tolerância e a nossa passividade que permitiu que tudo isso acontecesse. É evidente que nossa condição de perplexidade nos impede de reagir. Mas ela advém de nossa ignorância a respeito dos bastidores do poder no Brasil e no mundo. Mas essa ignorância não é natural, não aconteceu por acaso. Ela foi fabricada, por todo um processo vicioso de informação que cria fantasias que, pela repetição, parecem verdades. No fundo de tudo está o dinheiro que sustenta uma mídia gigantesca e luxuosa em um país de uma população carente das condições mínimas de vida de um ser humano, na sua dignidade.</p>
<p>Há um poder oculto atrás de tudo isso. Esse poder tem no dinheiro sua força. Ele domina e corrompe os mandatários que nós elegemos para nos representar, mas que, de fato, representam os interesses dos detentores do dinheiro. Essa associação perversa, e quase sempre criminosa, nos impõe condições de vida inaceitáveis, com as quais nos conformamos pela informação falseada, já referida acima e por uma estratégia de medo, em nós incutidos por um sistema repressivo e de brutal desigualdade social. Ele chega à crueldade de retirar recursos da saúde pública e da educação para favorecer os donos do dinheiro, através de juros de uma dívida pública criada de forma nebulosa que utiliza como instrumento de dominação um sistema de juros escândalos que, sendo impagáveis, se transformam em mais dívidas que por sua vez geram mais juros num círculo vicioso que engole os impostos pagos pela população. Nesse processo o Estado torna-se escravo do credor e, com o instrumento da corrupção dos seus dirigentes, degrada-se desviando-se de seu dever de servir à população que ele representa.</p>
<p>Nesse processo estão vendendo o Brasil sob o argumento insidioso do dever de pagar o que se deve. Mas será essa dívida real? Não é, e não permitem que se investigue como ela foi construída sob pressão de agentes externos, corruptores, através de falsidades e ilegalidades, que eles escondem de nós.</p>
<p>Tornamo-nos assim servos, quem sabe escravos, dos “investidores”, que não passam de chantagistas e corruptores. Esse sistema contaminou todo o poder político, restando poucos heróis que ainda resistem bravamente, mas sem a força necessária para barrar os predadores da Nação.</p>
<p>Há que reagir sob pena de abrirmos mão das nossas condições de pessoas honestas, inteligentes e patriotas. Se deixarmos que o Governo das Trevas, que temos hoje no poder, continue a vender o Brasil e a massacrar nosso povo, retirando-lhe o direito ao trabalho, à escola e à saúde, estaremos renunciando a nossa condição de cidadãos brasileiros. Há que lutar e apoiar a ação saneadora dos órgãos da Justiça, o que nos resta da República desmantelada, para salvar nossas instituições e nossa Pátria. Acordemos do longo sono a que fomos submetidos, e comecemos a partir de hoje uma nova história desse grandioso e amado Brasil.</p>
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		<title>O pós-guerra e o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 17:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Mourthé]]></category>
		<category><![CDATA[eleições democráticas]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="540" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra.jpg 960w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-600x338.jpg 600w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" />A Segunda Guerra Mundial envolveu quase todas as nações e dominou a atividade econômica mundial. A produção de não mercadorias &#8211; que nas guerras se concentra nos materiais bélicos e afins &#8211; conhece sua plenitude na Segunda Guerra, quando 50% do PIB do mundo correspondia apenas aos setores de defesa. Além disso, foram mobilizadas cerca...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="540" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra.jpg 960w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/11/segunda-guerra-600x338.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p>A Segunda Guerra Mundial envolveu quase todas as nações e dominou a atividade econômica mundial. A produção de <em>não mercadorias</em> &#8211; que nas guerras se concentra nos materiais bélicos e afins &#8211; conhece sua plenitude na Segunda Guerra, quando 50% do PIB do mundo correspondia apenas aos setores de defesa. Além disso, foram mobilizadas cerca de 92 milhões de pessoas. Uma parte ponderável delas ficou na retaguarda em atividades de produção, logística e saúde. Mas o número de baixas é suficiente para mostrar as dimensões da catástrofe humana, insofismável e chocante. Morreram entre civis e militares de 35 a 60 milhões de pessoas. A imprecisão dos números se justifica pelo caos que imperava nas zonas de guerra e pela desconfiança dos governos de revelá-los.</p>
<p>Diante de tantos horrores, impostos às pessoas pela Segunda Guerra Mundial, podemos nos perguntar: Por que foi possível tudo isso? Por que tantas mortes, tanta destruição? Por que Hitler pôde cometer tantas atrocidades? Por que os americanos puderam lançar duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, matando centenas de milhares de civis indefesos, ferindo outros tantos e condenando outras centenas de milhares a doenças provenientes da radiação nuclear? Estas questões afligem, desde então, a mente das pessoas mais sensíveis e que, de certa forma, se sentem também responsáveis por tamanha crueldade, por evitarem a busca de uma resposta.</p>
<p>Mas não é chegado o momento de tratarmos dessa questão nessa nossa tentativa de interpretar a evolução do poder no Brasil. Mas em algum momento teremos que buscar respostas para essas questões. Voltemos ao Brasil e à repercussão dessa catástrofe mundial no nosso país. De início é fundamental analisarmos o que ocorreu no mundo logo após o fim da guerra.</p>
<p>Apesar dos acordos entre os Aliados para as questões do pós-guerra, incluindo a definição dos domínios para os países vencedores, muitas diferenças existiam entre as nações que precisavam de uma mediação. Para tal foi criada a ONU – Organização das Nações Unidas, formada pelos países que haviam declarado guerra ao Eixo. A Carta da ONU foi adotada em 26 de julho e sua fundação foi em 24 de outubro de 1945. Mas ela seria apenas um fórum para discussão, enquanto as divergências eram reais. O mundo colonizado não se conformou com sua condição e partiu para a reivindicação de independência e ações consequentes que, em muitos casos, resultaram nas guerras de libertação. Além disso, havia dois conceitos de sistemas econômicos, o capitalista e o socialista, que iriam se confrontar em várias situações, inclusive belicosas, como as guerras da Coréia e do Viet Nam.</p>
<p>O mundo ocidental – parte da Europa e os Estados Unidos – criaram a OTAN &#8211; Tratado do Atlântico Norte, e o mundo socialista criou o Pacto de Varsóvia, uma aliança em resposta à formação da OTAN. Essa dicotomia gerou um período da história conhecido como o da Guerra Fria. Os países que se aliaram contra o Eixo nazifascista, passaram a uma competição que em muitos casos chegaram a conflitos armados localizados. Essa divisão influenciou todo o mundo, especialmente a luta pela libertação das colônias, mas também nas políticas internas dos países, como ocorreu no Brasil.</p>
<p>Logo após o fim da guerra, o Brasil passou por uma fase política de reivindicação de eleições democráticas e promulgação de uma nova Constituição. Getúlio sentiu que o seu estilo de governo já não era mais possível. Ele se sustentou no poder em função da guerra e das agitações políticas a ela vinculadas. Mas a influência americana havia crescido no país, especialmente entre os oficiais da FEB, que lutaram na Itália sob o comando americano. Getúlio tentou convocar eleições, mas não contou com o apoio militar e foi deposto por um golpe.</p>
<p>Tudo indicava que os adversários de Getúlio, em torno da UDN – União Democrática Nacional, que teve como núcleo os signatários do Manifesto dos Mineiros, e tendo como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes, ganhariam a eleição. Mas o grupo dos interventores do governo Vargas lançou o general Dutra, que ganhou a eleição para presidente, sob a sigla do PSD – Partido Social Democrático. É interessante registrar o grande prestígio da URSS conquistado nos campos de batalha contra os alemães. Getúlio havia estabelecido relações diplomáticas com a Rússia, a pedido dos norte-americanos, e anistiado os comunistas, que tiveram seu candidato a presidente, Yedo Fiúza. A eleição foi vencida por Dutra com 55% dos votos, contra 35% de Eduardo Gomes, ficando Fiúza com 9,8%. O resultado para a constituinte teve a mesma tendência. No total de 320 cadeiras o PSD conquistou a maioria absoluta com 177, a UDN ficou com 87, o PTB com 24, e a PCB com 14.</p>
<p>A transição entre os governos de Getúlio e aquele que seria eleito, foi entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, que não tinha nenhuma experiência política. Sob a influência do grupo que havia deposto Getúlio, ele, imediatamente, abriu ao capital estrangeiro o direito ao refino do petróleo. Em seguida revogou a Lei Antitruste, que punia o abuso do poder econômico, decretada por Getúlio pouco antes de ser deposto.</p>
<p>O resultado das eleições criou uma grande frustração nos dirigentes da UDN que pensavam na vitória de Eduardo Gomes, o que parecia inevitável. Mas a história pega peças. O apoio de Getúlio a Dutra nas vésperas da eleição mudou o quadro, e o resultado foi o indicado no texto acima. Essa frustração iria arrefecer com a eleição de Janio Quadros em 1960, mas que lhe traria mais dor de cabeça que alegria. A UDN representava o patriciado nacional, com todos os seus vícios preconceituosos e sua dependência de forças externas ao país. Naquela eleição esse perfil já existia, mas não era bem perceptível. Tanto que muitos democratas, que se preocupavam com a questão social, apoiaram a UDN. Quando pressentiram a verdadeira tendência do partido, deixaram-no para criar o PSB – Partido Socialista Brasileiro.</p>
<p>Com o aumento das exportações e a redução das importações durante a guerra, o governo brasileiro angariou uma expressiva reserva cambial para a época. Dutra fez uma política liberal de importação que ficou conhecida como “a farra dos importados”, com liberação de tal ordem que o Brasil foi invadido por coisas inúteis de plástico, como os cintos, e artefatos de alumínio. Estes entraram no Brasil a preço vil, de tal forma que o grupo Giannetti teve que fechar suas fábricas em Minas gerais.</p>
<p>Foi uma política licenciosa que marcaria o início da influência liberal na política econômica de abertura de mercado. As reservas cambiais dilapidadas eram economias duramente conseguidas pelo povo brasileiro, com muito trabalho e grandes restrições impostas pela guerra. O governo Dutra passou a imagem de mediocridade e muitas piadas foram feitas sobre o próprio Presidente. A partir dele os liberais aliados ao capital estrangeiro, por nós identificados como os “novos barões do café”, iriam buscar, a qualquer preço, ocupar o poder no Brasil.</p>
<p>Apesar de tudo, a Constituinte conseguiu manter os direitos de cidadania e sociais conquistados no governo Vargas. Mas o movimento sindical sofreu. No fim do governo Dutra, em janeiro de 1951, estavam sob intervenção cerca de 400 sindicatos, de um total de 944.</p>
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		<title>Estratégia do medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2016 20:57:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Mourthé]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[previdência]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda enganosa]]></category>
		<category><![CDATA[Temer]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tentando justificar as reformas constitucionais (PEC) que o governo federal pretende implementar – uma que fixa um teto para os gastos públicos e outra que altera o regime de aposentadorias – o presidente Temer, traça um quadro estarrecedor para os aposentados. Ele diz explicitamente que, se as reformas não forem aprovadas, o governo não terá recursos para pagar os aposentados. São suas as palavras: <em>Daqui a seis, sete anos, quando eu, aposentado, for ao governo para receber o meu cartão, o governo não terá dinheiro para pagar. Em face desses pressupostos das despesas públicas em dado momento não haverá mais dinheiro para pagar o aposentado. Não estou preocupado com a popularidade, mas com o Brasil. Se eu ficar impopular, mas o Brasil crescer, me dou por satisfeito.</em> (O Globo, 1/10/2016).</p>
<p>Sem levar em conta a fragilidade da comunicação e sua rusticidade, podemos afirmar que o que ele fez é uma propaganda enganosa. Mas, por que? Porque não são os gastos públicos, nem as aposentadorias que levaram o país à crise. Como seriam os gastos públicos, se todos os serviços públicos, educação, saúde, segurança, transporte estão sucateados e produzindo um desastre social, econômico e na segurança pública? Ele está apenas tentando acuar a população para que ela não reaja a suas investidas ainda maiores contra o serviço público, a própria estrutura do Estado e o patrimônio nacional, que está sendo alienado para pagar juros escandalosos praticados pelos títulos da dívida pública. O custo dos juros pagos pelo Estado é de mais de um bilhão de reais por dia, e representa quase 50% do orçamento da União, portanto quase tanto quanto todas as despesas públicas, incluindo investimentos.</p>
<p>A primeira coisa que ele deveria fazer é abrir a caixa preta da dívida pública, o que não faz porque isso contraria aqueles que o puseram no poder, os grandes investidores, os controladores do mercado financeiro. Ele está fazendo propaganda enganosa, sujeita a punição nos termos da Lei de Defesa do Consumidor. Mas é mais grave que isso, é o que os psicólogos chamam de terrorismo psicológico. Este não inclui violência explícita, direta e imediata, mas pode provocar mortes e outros danos tão grandes ou maiores que o violento. Vejam por exemplo as pessoas mortas por falta de assistência médica, o que ocorre até na frente dos hospitais. Muitos outros danos podem  ser citados, sendo o pior deles os doze milhões de desempregados que sofrem as mais terríveis consequências, que nem vale a pena explicitar aqui.</p>
<p>Segundo o Presidente, se as medidas não forem tomadas, daqui a quatro anos 95% do orçamento seria para pagar os servidores e aposentados; os impostos teriam que ser aumentados em cerca de 10% do PIB, para cobrir o déficit previdenciário; que a dívida pública atingiria 100% do PIB em 2024. Só não falou da própria causa de tudo isso: a própria dívida pública, que na verdade é apenas uma fraude contábil. Ou somos dirigidos por pessoas completamente desprovidas do amor ao próximo e de senso patriótico, ou por pessoas completamente ignorantes em matéria de economia e administração pública. Concedamos a eles o benefício da dúvida, considerando-os apenas ignorantes. De qualquer maneira o estrago de suas ações é o mesmo, a destruição de nossas instituições e de nossa sociedade, de nossa Nação, enfim.</p>
<p>Com um governo desse não poderemos deixar o Brasil para nossos netos, simplesmente porque ele não será mais nosso, mas daqueles que são chamados ”os investidores”. E que serão externos, porque, no andar da carruagem, eles comerão também os investidores internos, que, na sua ambição egoísta, preferem maiores juros por suas economias pessoais, que escola, saúde e segurança para nosso povo.</p>
<p>Deixaremos que isso aconteça? E quem previu a catástrofe não foi ninguém da oposição, mas o próprio Presidente. Durma com um barulho desse!</p>
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