<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet type="text/xsl" href="https://pdt-rj.org.br/wp-content/plugins/rss-feed-styles/public/template.xsl"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:rssFeedStyles="http://www.lerougeliet.com/ns/rssFeedStyles#"
>

<channel>
	<title>Alfredo Sirkis &#8211; PDT</title>
	<atom:link href="https://pdt-rj.org.br/index.php/tag/alfredo-sirkis/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://pdt-rj.org.br</link>
	<description>Rio de Janiero - RJ</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Jul 2021 22:41:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.3</generator>

<image>
	<url>https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2026/05/cropped-novo-banner-filie-se-32x32.png</url>
	<title>Alfredo Sirkis &#8211; PDT</title>
	<link>https://pdt-rj.org.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<rssFeedStyles:button name="Like" url="https://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=%url%"/><rssFeedStyles:button name="G+" url="https://plus.google.com/share?url=%url%"/>	<item>
		<title>Um ano sem Alfredo Sirkis</title>
		<link>https://pdt-rj.org.br/index.php/um-ano-sem-alfredo-sirkis/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=um-ano-sem-alfredo-sirkis</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 21:10:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Sirkis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://pdt-rj.org.br/?p=78873</guid>

					<description><![CDATA[<img width="789" height="392" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01.jpg 789w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-100x50.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-300x149.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-768x382.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-181x90.jpg 181w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-600x298.jpg 600w" sizes="(max-width: 789px) 100vw, 789px" />Um acidente de carro levou de forma precoce Alfredo Sirkis, no dia 10 de julho de 2020. Alguns dias antes, ele havia realizado o lançamento virtual de seu livro“Descarbonário” – referência a “Os Carbonários”, também obra sua, de 1980. Sirkis foi signatário da Carta de Lisboa, documento fundante do PDT e do trabalhismo no Brasil pós-ditadura. Mesmo estando em...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="789" height="392" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01.jpg 789w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-100x50.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-300x149.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-768x382.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-181x90.jpg 181w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Brizola-e-Alfredo-Sirkis-01-600x298.jpg 600w" sizes="(max-width: 789px) 100vw, 789px" /><p>Um acidente de carro levou de forma precoce Alfredo Sirkis, no dia 10 de julho de 2020. Alguns dias antes, ele havia realizado o lançamento virtual de seu livro“Descarbonário” – referência a “Os Carbonários”, também obra sua, de 1980.</p>
<p>Sirkis foi signatário da Carta de Lisboa, documento fundante do PDT e do trabalhismo no Brasil pós-ditadura. Mesmo estando em outros partidos nas últimas décadas, não há dúvidas de que a luta de Sirkis sempre foi coerente com os valores centrais do trabalhismo.</p>
<p>Lembro de algumas das campanhas eleitorais de Sirkis, quando eu ainda era criança. Sempre o enxerguei como referência da causa verde no Rio. Sua partida brutal me deixou uma irritação profunda – não só tristeza, mas indignação.</p>
<p>No Brasil de Bolsonaro, os piores sentimentos foram elevados à dinâmica do óbvio, e as piores ideias são a metodologia de trabalho. Mas Bolsonaro é a consequência de um Brasil há muito já doente, perdido em sua identidade, machucado por suas elites, atrasado no debate político, criminoso em sua desigualdade.</p>
<p>Sirkis foi militante pela democracia, se levantando contra a ditadura de 1964. Jovem estudante, usou de armas quando entendia ser essa a única opção; exilado, se utilizou da escrita e do jornalismo como armas para a denúncia; na redemocratização, abraçou o pacifismo e foi pioneiro em falar de sustentabilidade.</p>
<p>Suas lutas nunca fizeram tanto sentido como agora. Ao mesmo tempo, jamais estiveram tão vilipendiadas. Sirkis, que lutou pela democracia das instituições, partiu vendo a dissolução gradual das liberdades neste país que hoje celebra a ignorância, a tortura, o autoritarismo. Partiu vendo a destruição em escala histórica da Floresta Amazônica e tantos retrocessos na área ambiental.</p>
<p>Algo que muito me comoveu no acidente trágico que tirou a vida de Sirkis é a simbologia da perda dos homens bons, das inteligências. Há muito tempo o Brasil já não celebra ou mesmo dá o mínimo espaço de debate para pessoas como ele. Pululam no debate político figuras histriônicas, cujos gritos vazios viralizam em redes sociais, com palavras de ódio que despertam o que há de pior na humanidade. O debate é raso, dividido entre maniqueísmos tolos e entre figuras torpes. Discutem-se pessoas, não ideias.</p>
<p>Neste Brasil em que as ideias se perderam, não havia mais lugar para Sirkis. Cito ele como exemplo de tantos outros, vivos ou não, que representam a inteligência “deixada de lado” pelo debate político dominante atual. Existiram – e existem! – tantas figuras boas. Ambientalistas, educadores, sociólogos, trabalhadores, ativistas, artistas, religiosos, políticos que enxergam a política como meio e não como fim. Onde estão? Por que não estão nos ministérios, nas câmaras, nos palanques da oposição, na gestão pública, nos jornais?</p>
<p>Já faz um tempo que o Brasil se joga pra baixo, como um verdadeiro pacto de mediocridade. Pessoas boas são vistas como ineptas para a política. Sábios são acusados de herméticos. Idealistas são tachados de ingênuos. Sobram os tecnocratas, insensíveis às necessidades do povo, e os ignorantes com iniciativa, que é o caso do nosso atual presidente.</p>
<p>O Brasil morre a cada dia. Morreu com a partida de Sirkis. Já são mais de meio milhão de vidas perdidas pela mistura de ignorância e crueldade que nos governa. Sirkis partiu com desgosto, sem ver a causa ecológica ganhar a atenção devida, vendo a democracia pela qual tanto lutou se esvair como areia entre os dedos. Nestas horas, é redentor lembrar Darcy Ribeiro: “fracassei em tudo na vida. Detestaria estar no lugar daqueles que me venceram”.</p>
<p><em><b>*Leonardo Lupi é secretário nacional de Criatividade e Inovação da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP).</b></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
