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	<title>Negro &#8211; PDT</title>
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		<title>Movimento Negro do PDT completa 40 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jun 2021 16:02:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="519" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12.png" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12.png 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-100x51.png 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-300x152.png 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-768x389.png 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-178x90.png 178w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-600x304.png 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Café com Lupi aborda luta pedetista pela inclusão racial iniciada por Abdias do Nascimento e Brizola &#160; Quando se fala em defesa de minorias, o PDT é sempre pioneiro no Brasil. Dessa vez, o partido está comemorando 40 anos do seu Movimento Negro e o Café com Lupi deste sábado (26) se dedicou inteiramente a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="519" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12.png" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12.png 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-100x51.png 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-300x152.png 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-768x389.png 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-178x90.png 178w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/06/ccl12-600x304.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><h3><em>Café com Lupi aborda luta pedetista pela inclusão racial iniciada por Abdias do Nascimento e Brizola</em></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando se fala em defesa de minorias, o PDT é sempre pioneiro no Brasil. Dessa vez, o partido está comemorando 40 anos do seu Movimento Negro e o Café com Lupi deste sábado (26) se dedicou inteiramente a data. Para lembrar a luta e as conquistas pedetistas ao longo dessas quatro décadas, o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, convidou o presidente do Movimento, Ivaldo Paixão, e a diretora do Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-brasileiros (Ipeafro), Elisa Larkin.</p>
<p>Na realidade, anos antes de criar o Movimento Negro e a próprio PDT – ao menos sob essa sigla –, os trabalhistas já previam em documento a luta pelo povo negro marginalizado no Brasil. A Carta de Lisboa, em 1979, afirmava a intenção em “fazer justiça aos negros e aos índios que, além da exploração geral de classe, sofrem uma discriminação racial e étnica”.</p>
<p>Expoente incontestável dessa luta e maior liderança negra do país no século XX, Abdias do Nascimento foi quem protagonizou o início do movimento. De acordo com sua esposa, a diretora do Ipeafro, Elisa Larkin, sua intenção de ligar o trabalhismo à causa negra remonta o longínquo ano de 1945, quando os trabalhistas brasileiros se organizavam ainda sob a sigla PTB. Mas foi após o retorno de Brizola do exílio, na fundação do PDT, que pôde se concretizar.</p>
<p>“Abdias do Nascimento e Sebastião Rodrigues Alves, já em 1945, no antigo PTB, estavam reivindicando a fundação de um diretório negro”, disse Elisa. Em seguida, ela conta que esse processo pôde ser concretizado quando Brizola e Abdias se reuniram no momento de fundação do PDT, graças a empatia do trabalhista acerca das questões raciais. “[Na conversa] o governador Brizola ouvia, mas não só ouvia, ele assimilava a experiência [de Abdias] junto com a sua própria. Era perceptível o processo de identificação dele”, relembrou.</p>
<p>Com o pontapé inicial dado a partir desse entendimento e de ações inclusivas como a nomeação de secretários negros por Brizola em seu governo, o Movimento Negro do PDT construiu uma trajetória de luta, com a contribuição de memoráveis lideranças e muitas vitórias. Ivaldo Paixão fez questão de evocar alguns nomes como Edialeda do Nascimento e Alceu Collares.</p>
<p>Paixão elencou as principais conquistas do Movimento Negro ao longo desses 40 anos. “São vários fatos importantes, mas os principais foram justamente a implementação de políticas de ação afirmativa. Também a ocupação de espaço nos secretariados nos governos pedetistas [&#8230;] E no parlamento eu cito a lei que criminaliza o racismo e o preconceito, conhecida como Lei Caó, de Carlos Alberto de Oliveira”, lembrou o presidente do Movimento Negro.</p>
<p>O Café com Lupi exibiu ainda um vídeo de apresentação do Ipeafro, com depoimento de diversos integrantes acerca do que o instituto representa para a população e para a cultura afro-brasileira. O breve documento também abordou o rico acervo com a memória da luta pela inclusão racial no país. Vale a pena conferir.</p>
<p>Veja o programa completo no vídeo abaixo.</p>
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		<title>Movimento Negro realiza debate sobre abolição da escravatura no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2021 19:04:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Ivaldo Paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Negro]]></category>
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<p class="yiv0035107167MsoNormal">A formalização da abolição da escravatura no Brasil, que ocorreu há exatos 133 anos, será a pauta da formação virtual programada pelo Movimento Negro do PDT de Santa Catarina para esta sexta-feira (14), às 19h. Entre os convidados, o presidente nacional da organização pedetista, Ivaldo Paixão.</p>
<p class="yiv0035107167MsoNormal">Realizado em parceria com a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), o evento contará ainda com as contribuições da presidente estadual do movimento, Flavia Lima, e do historiador e professor Fábio Garcia.</p>
<p class="yiv0035107167MsoNormal">“É uma oportunidade de analisar o contexto histórico de uma luta que travamos diariamente. Como trabalhistas, seguiremos buscando um Brasil mais igual e justo para todas e todos”, disse Paixão.</p>
<p class="yiv0035107167MsoNormal">Para acompanhar, clique <a href="https://meet.google.com/tzr-siqc-mpx" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer external" data-wpel-link="external">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Abdias do Nascimento: sinônimo de resgate da cultura afrodescendente no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 03:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<category><![CDATA[Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Abdias do Nascimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="847" height="556" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg 847w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-100x66.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-300x197.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-768x504.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-137x90.jpg 137w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-600x394.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px" />“Para o negro, pouco mudou com o fim da escravatura”. Essa afirmação é de Abdias do Nascimento, em entrevista concedida à Revista Acervo, em 2009, na qual ele conta um pouco das suas dificuldades enfrentadas e a luta diária por mais justiça e resgate da cultura negro africana por meio da política e da arte....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="847" height="556" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento.jpg 847w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-100x66.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-300x197.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-768x504.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-137x90.jpg 137w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Foto-Abdias-do-Nascimento-600x394.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px" /><p>“Para o negro, pouco mudou com o fim da escravatura”. Essa afirmação é de Abdias do Nascimento, em entrevista concedida à Revista Acervo, em 2009, na qual ele conta um pouco das suas dificuldades enfrentadas e a luta diária por mais justiça e resgate da cultura negro africana por meio da política e da arte. Se estivesse vivo, Abdias completaria hoje, 14 de março, 107 anos de vida.</p>
<p>De família pobre, Abdias era filho e neto de escravas. Nascido 26 anos após a abolição da escravatura, ele se deparou com inúmeras barreiras enfrentadas por sua família. Como ele sempre frisava, naquela época, o negro não era mais propriedade do senhor do engenho, mas a falta de políticas públicas capazes de integrar e emancipar a população afrodescendente brasileira era um problema que ainda se reflete no dias de hoje.</p>
<p>De acordo com a quarta edição da plataforma Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2020, a população negra é maioria entre as pessoas pobres e extremamente pobres do País, bem como a que tem as maiores taxas de homicídio e a que ganha menos, se comparada com a população branca.</p>
<p>Em uma de suas últimas entrevistas, para a Revista Acervo, Abdias conta uma situação na qual ele, ainda menino, pela primeira vez compreendeu o que era injustiça e preconceito racial. O caso envolveu sua mãe<strong>,</strong> que arrancou dos braços de uma mulher branca um menino de rua que, na ocasião, estava apanhando dela.</p>
<p>“As palavras de minha mãe, a atitude dela, foram as minhas primeiras lições de solidariedade racial, a primeira lição de panafricanismo que recebi ainda menino”, contou o ativista.</p>
<p>Abdias também relembra, nessa mesma entrevista, um de seus primeiros contatos com o racismo na juventude e como superou o acontecido. O ativista foi preso na Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, e expulso do Exército brasileiro por reagir ao preconceito sofrido por ele. Porém, o fato não foi motivo para parar seu trabalho, muito pelo contrário. Foi na prisão que ele pôde criar sua primeira peça teatral e, após sair, contribuiu para uma cultura brasileira inclusiva, criando o Teatro Experimental do Negro (TEN), no Rio de Janeiro.</p>
<p>“Antes do TEN, os negros não pisavam no teatro Municipal a não ser para fazer faxina! Lá, resgatávamos, no Brasil, os valores da cultura negro africana, degradados e negados pela violência da cultura branco europeia, valorizando o negro através da educação, cultura e arte”, conta o pedetista.</p>
<p><strong>Inicio da carreira política e representação no PDT</strong></p>
<p>Sobre o início de sua atuação na política, Abdias conta na Revista Acervo que sempre teve uma dupla conotação, cultural e política. Para ele, as duas áreas são dimensões da mesma iniciativa, que é a defesa e promoção dos direitos e da cultura da população de origem africana.</p>
<p>“Eu escrevia no jornal “Quilombo” do TEN, editoriais sobre a necessidade de o negro atuar na política como candidato, e não mais apenas como cabo eleitoral dos outros”, afirma Abdias.</p>
<p>O ativista também conta como enfrentou o cenário político ao se aliar ao antigo PTB de Brizola e João Goulart. Com sua ativa participação, o compromisso com a população negra foi inserido na histórica Carta de Lisboa.</p>
<p>“Pela primeira vez me senti realmente identificado com a proposta de um partido político. O PTB de João Goulart e de Brizola tinha tudo a ver com minha orientação política, embora a questão racial ainda não ganhasse ressonância”, afirmou Nascimento.</p>
<p>“Ao reorganizar o antigo PTB, a Carta de Lisboa afirmava o compromisso do partido com a causa da população negra. Isto foi resultado de conversas com Brizola em Nova Iorque. No Brasil, já no período da anistia e da redemocratização, o PDT consolidaria esse compromisso como prioridade ao compreender e agir de acordo com a necessidade de incluir negros em seu secretariado de governo”, destacou Abdias.</p>
<p><strong>Barreias no parlamento brasileiro</strong></p>
<p>Ainda em sua entrevista para a Revista Acervo, Abdias relembra que, quando exerceu o mandato de deputado federal, em 1983, ele era o único negro assumido no Congresso Nacional e que dedicava o mandato à defesa dos Direitos Humanos e civis da população negra, o que constantemente causava ira e tentativas de barrarem sua palavra na Câmara Federal.</p>
<p>“Quando cheguei à Câmara como deputado pelo PDT, não me deixaram falar, queriam cortar a minha palavra, achavam que eu falava inverdades absurdas. Depois de anos passados, fazendo a minha pregação, juntavam-se outras vozes a minha e até recebia o aval dos senadores aos meus projetos de lei. A sociedade vem mudando, à medida que a gente bate, bate, bate na mesma tecla. É verdade que é assim aos pouquinhos, mas é um processo irreversível”.</p>
<p>Ao final dessa entrevista, o pedetista deixou um recado à população brasileira, onde reafirmou a importância e a necessidade de se dar ouvidos às questões raciais no País.</p>
<p>“O negro neste país está acordado, alerta, e vai continuar sua luta sempre. Isto é um processo irreversível! Espero que o Brasil tenha a sensatez de ouvir-lhe os gritos em vez de se fazer de surdo. O negro no Brasil é maioria, e democraticamente no futuro deve assumir a direção do País. É só uma questão de tempo e de aprimoramento das instituições democráticas”, finalizou o pedetista.</p>
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		<item>
		<title>Jorge da Silva: um legado da Comunidade Negra Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2020 13:41:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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					<description><![CDATA[O pós-doutor em ciências sociais, antropólogo, professor universitário, advogado, cientista político, ativista dos direitos humanos, ex-secretário de governo no estado do Rio de Janeiro coronel da reserva PM-RJ Jorge da Silva faleceu nesse 15 de dezembro de 2020 aos 78 anos deixando um grande legado para toda a sociedade brasileira, em especial, aos que lutam...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O pós-doutor em ciências sociais, antropólogo, professor universitário, advogado, cientista político, ativista dos direitos humanos, ex-secretário de governo no estado do Rio de Janeiro coronel da reserva PM-RJ Jorge da Silva faleceu nesse 15 de dezembro de 2020 aos 78 anos deixando um grande legado para toda a sociedade brasileira, em especial, aos que lutam pelos direitos humanos.</p>
<p>A sua história foi marcada, dentre outras causas, pelo combate ao racismo e defesa das ditas “minorias” publicando vários artigos, como também livros, dentre eles posso citar:“Violência e Racismo no Rio de Janeiro”, Direitos Civis e Relações Raciais no Brasil, 120 Anos de Abolição, Guia de Luta Contra a Intolerância Religiosa e o Racismo.</p>
<p>No ensino superior foi professor e coordenador do curso de Segurança Pública da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Federal Fluminense (UFF) foi docente do curso de mestrado em Direito e professor-pesquisador da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.</p>
<p>Essa brilhante trajetória, contribuição intelectual e política vinda de um cidadão negro em um país como o Brasil, é uma vitória, de um jovem guerreiro nascido e criado no complexo de favelas do Morro do Alemão na cidade do Rio de Janeiro que ingressou na polícia militar do estado do Rio de Janeiro aos 17 anos e alcançou o cargo máximo dessa corporação como seu Chefe geral do estado maior.</p>
<p>Jorge da Silva ocupou vários cargos de relevância como, diretor-presidente do Instituto de Segurança Pública do Governo do Estado do Rio (ISP) e Secretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro entre 2000 e 2002.</p>
<p>A sua contribuição foi fundamental para o entendimento da relação entre direitos humanos, população negra, violência e segurança pública com participações em congressos e seminários, no Brasil e no exterior.</p>
<p>Toda a sua experiência à frente de organizações políticas e órgãos públicos lhe fez acumular um conjunto de conhecimentos que o credenciaram como uma autoridade não só acadêmica em razão dos títulos, mas também de referência por seu compromisso com a ética e dignidade humana.</p>
<p>O agora saudoso coronel Jorge da Silva se juntou a nomes da grandeza e estirpe de Edialeda Salgado Nascimento, senador Abdias do Nascimento, coronel Nazareth Cerqueira, deputado Carlos Alberto Caó, Lélia Gonzalez, e demais guerreiros (as) de uma geração de afro-brasileiros que pensaram, lutaram e dedicaram suas vidas por um Brasil com justiça, igualdade racial e social.</p>
<p>Jorge da Silva vive!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>*Ivaldo Paixão, Capitão de Longo Curso, foi Diretor da Fundação Cultural Palmares- Ministério da Cultura e um dos idealizadores do curso oferecido pela FLB-AP “Políticas de Igualdade Racial”. Presidente da Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT.</em></strong></p>
<p><strong><em>*Sandro Correia é professor universitário. Foi secretário de Reparação de Salvador. Foi um dos idealizadores do curso oferecido pela FLB-AP “Políticas de Igualdade Racial”. Membro da direção da Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Representatividade das mulheres em destaque na live do Movimento Negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2020 18:18:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="595" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37.jpeg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37-100x58.jpeg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37-300x174.jpeg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37-768x446.jpeg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37-155x90.jpeg 155w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/WhatsApp-Image-2020-07-24-at-16.52.37-600x349.jpeg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>25 de julho. Simbolismo de luta a partir dos dias nacionais da Mulher Negra e de Tereza de Benguela, a líder do Quilombo de Quariterê, território que, atualmente, corresponde ao Vale do Guaporé, no estado do Mato Grosso. Internacionalmente, é marcado pelo Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Para exaltar o momento e suas representantes, a Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT promoverá, neste sábado (25) a live “Delas!”, a partir das 16h, na sua página oficial no Facebook.</p>
<p>O debate virtual terá as participações da secretária-geral do Movimento, Flávia Lima, das presidentes do movimento em Pernambuco, Mato Grosso do Sul e na capital paulista, Nega do Babado, Mestra Léa e Neudes Carvalho, respectivamente, bem como da vice-presidente do movimento no Amapá, Danniela Ramos, e da ex-secretária de Promoção Racial do Distrito Federal, Josefina Serra.</p>
<p><strong>Homenagem</strong></p>
<p>A organização pedetista promoverá, durante o ato, uma homenagem à militante Maria Soares, também conhecida por “Dona Santinha”, que completou 96 anos. Ativista social e ex-secretária nacional do Movimento Negro, a enfermeira mineira tem uma trajetória na defesa de direitos vinculados não somente à pauta racial, mas também de gênero.</p>
<p>Incentivadora do desenvolvimento educacional e econômico para as camadas populares, serve de inspiração por manter intensa sua disposição para acumular conhecimento. Aos 65 anos, após sua aposentadoria, concluiu o curso de direito, sua segunda graduação.</p>
<p>Na política, participou do movimento sindical e, em 1989, contribuiu para a criação da Frente Negra em apoio à candidatura de Leonel Brizola a presidente da República. E, aos 72 anos, concluiu sua segunda graduação.</p>
<p>Acesse e participe: <a href="https://www.facebook.com/snmnPDT/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">facebook.com/snmnpdt</a>.</p>
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		<title>Lupi endossa apoio do PDT a Projeto de Lei que promove aumento de candidatos negros nas eleições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2020 01:46:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[equidade racial]]></category>
		<category><![CDATA[fundo partidário]]></category>
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		<category><![CDATA[Leonel Brizola]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Negro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="698" height="392" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Café-com-Lupi-Ivaldo-Paixão-e-Carlos-Lupi.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Café-com-Lupi-Ivaldo-Paixão-e-Carlos-Lupi.jpg 698w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Café-com-Lupi-Ivaldo-Paixão-e-Carlos-Lupi-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Café-com-Lupi-Ivaldo-Paixão-e-Carlos-Lupi-300x168.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Café-com-Lupi-Ivaldo-Paixão-e-Carlos-Lupi-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Café-com-Lupi-Ivaldo-Paixão-e-Carlos-Lupi-600x337.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px" /><p>No dia 27 de junho, o Movimento Negro completou 39 anos de uma história marcada pela luta incansável pelos direitos da população afro-brasileira, uma das bandeiras comprovadamente mais importantes do PDT. E para complementar as celebrações, na segunda edição da série de lives &#8216;Café com Lupi&#8217;, realizada neste sábado (4), o presidente do movimento, Ivaldo Paixão, protagonizou uma conversa esclarecedora com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi.</p>
<p>Além da oportunidade de apresentar um pouco da trajetória de vida de Ivaldo Paixão – desde a sua atuação em cargos de comando na Marinha do Brasil, que muito contribuiu para a sua atuação como militante da luta pela equidade racial no País –,  o bate-papo permitiu abordar o pioneirismo do PDT que, por meio de Leonel Brizola, garantiu a ascensão de lideranças negras como Abdias do Nascimento, Carlos Albero Caó e Edialeda Salgado do Nascimento, cujo legado ainda contribui diretamente para a elaboração de políticas públicas que combatam efetivamente a desigualdade racial no Brasil.</p>
<p>Esse legado, inclusive, resultou na construção de um documento estruturado pelo Movimento Negro e que traz todas as propostas de políticas públicas essenciais para a promoção da equidade racial no País e de combate às desigualdades. O documento, solicitado por Ciro Gomes, subsidiará a temática da questão racial do Projeto Nacional de Desenvolvimento, plataforma para a campanha presidencial de 2022.</p>
<p>&#8220;Estamos organizando o partido para essas eleições municipais, mas estamos olhando para 2022, Paixão. Nós já estamos construindo o projeto nacional desenvolvimentista do nosso querido irmão, o mais preparado homem público que essa pátria tem, Ciro Gomes. Já foi feito em 2018, mas estamos aprimorando, e principalmente essa questão do negro tem de ser uma bandeira fundamental para esse projeto de 2022&#8221;, reforçou Lupi.</p>
<p>A herança das ações das lideranças negras históricas do partido também pode ser verificada no curso de formação política voltado para a militância negra, oferecido e disponibilizado gratuitamente pela plataforma da <a href="https://ulb.org.br/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">Universidade Leonel Brizola</a> (ULB), vinculada à Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP). &#8220;O segundo curso mais acessado&#8221;, informa Paixão, ao exaltar a qualidade do conteúdo.</p>
<p><strong>Cotas do fundo partidário eleitoral para os negros</strong></p>
<p>Outro importante tema discutido na live foi a possibilidade da destinação de uma cota do fundo eleitoral para candidatos negros, questão que tem sido discutida reiteradamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e teve um avanço no dia 30 de junho, quando o realtor da matéria, ministro Luis Roberto Barroso, votou a favor do texto, que também prevê reserva de tempo de televisão e percentual na nominata.</p>
<p>Lupi fez questão de ressaltar o posicionamento favorável do PDT na defesa das políticas de cotas. De acordo ele, no decorrer do tempo tem ficado cada vez mais claro que só é possível combater as sequelas sociais, decorrentes da discriminação contra a polução negra e feminina, dentre outras, por meio da garantira de uma participação mínima por meio das cotas.</p>
<p>&#8220;Nós do Movimento Negro do PDT, estamos acompanhando esse debate há muito tempo&#8221;, frisou Ivaldo Paixão, ao falar de um Projeto de Lei de autoria do senador João Capiberibe, PL 160/2013, que reserva 5% do fundo partidário para as candidaturas negras. O texto foi aprovado em 2017 pelo Senado, e atualmente, se encontra paralisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados – também em função da pandemia da Covid-19.</p>
<p>Ao ratificar o apoio total do PDT, Lupi declarou que acompanhará o o andamento da referida pauta no Legislativo, inclusive motivando uma concentração de esforço por parte da bancada na Câmara, juntamente com o Movimento Negro, por meio de parlamentares que possivelmente integrarão a CCJ.</p>
<p><strong>Violência contra a população negra</strong></p>
<p>Provocada pelo presidente Lupi, a importância do enfrentamento contra a violência policial sistematicamente praticada contra a população negra e carente do Brasil também foi amplamente discutida pelos dois líderes do partido. E o interessante desdobramento desse tema, assim como os demais assuntos discutidos na live, podem ser vistos na live &#8216;Café com Lupi&#8217;.</p>
<p><strong>Confira a conversa na íntegra:</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Café com Lupi e Ivaldo Paixão" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/616k_x_SQ1M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Movimento Negro fortalece manifestações antirracistas e prega união contra retrocessos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 19:43:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Damião Feliciano]]></category>
		<category><![CDATA[Ivaldo Paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Manifestações antirracistas: vidas negras importam!]]></category>
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<p>O evento recebeu, como convidados, o deputado federal do PDT, Damião Feliciano, a advogada do movimento pedetista e ex-secretária especial de Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal, Josefina dos Santos, o ex-comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, coronel Ubiratan Ângelo, e a coordenadora do Movimento Negro Unificado em Pernambuco, Marta Almeida.</p>
<p>Ao iniciar sua fala lembrando de lideranças, como Abdias Nascimento &#8211; primeiro negro a ocupar o cargo de parlamentar federal -, Ivaldo Paixão, remeteu para a realidade exposta a partir da série de protestos, em todo mundo, que foi desencadeada pela morte por asfixia de George Floyd, nos Estados Unidos, durante abordagem policial. No Brasil, ganhou ainda mais força com os casos do jovem João Pedro, vítima durante ação da Polícia Militar em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e do menino Miguel Otávio, que perdeu a vida, em um prédio no Recife (PE), pelo descaso da responsável branca, então patroa de sua mãe, empregada doméstica.</p>
<p>“Ceifam vidas no genocídio da população negra. Precisamos falar do desgoverno do Jair Bolsonaro, que estimula a extrema-direita vá para cima dos direitos humanos, onde as minorias estão sendo atropeladas”, comenta, citando a escolha de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Palmares: “De forma provocativa, ele (Bolsonaro) nomeia um racista de pele negra.”</p>
<p>Josefina dos Santos encaminhou a crítica ao governo federal diante da impossibilidade de acesso aos benefícios sociais, principalmente durante a pandemia do coronavírus, o que gera um impacto na saúde.</p>
<p>“O auxílio emergencial não chega ao nosso povo. Primeiro, a maioria não tem nem CPF, mas só a certidão de nascimento. E ainda é exigido um smartphone, então nem telefone comum serve. Então, como vai conseguir? O governo fez tudo planejado para dificultar”, condenou. “O nosso povo não sabe o que está acontecendo, pois está desassistido. Eles estão correndo atrás de uma cesta básica”, acrescentou.</p>
<p><strong>União</strong></p>
<p>Coautor, na última semana, do pedido para que o Ministério Público Federal (MPF) instaure inquérito para investigar as afirmações de Sérgio Camargo, que classificou o movimento negro de &#8220;escória maldita&#8221;, o deputado federal do PDT pela Paraíba, Damião Feliciano relatou que “o principal ponto é a união da negritude” para alterar paradigmas sociais.</p>
<p>“Eu sou, até hoje, após seis mandatos, o único deputado federal negro da Paraíba. Na legislatura passada, fizemos a primeira exposição em homenagem aos negros no corredor principal da Câmara”, pontou, ao mostrar a necessidade de rompimentos de barreiras para ampliar, de forma consolidada, a presença em posições de destaque. “Nós precisamos nos erguer para ocupar os espaços na sociedade brasileira. O negro não é só bom para jogar futebol ou dançar samba. E isso passa pelas oportunidades”, completou.</p>
<p>“O Brasil foi o último país a abolir a escravidão. Nessa sequência, o negro foi tirado da senzala e posto na favela. Hoje, temos os bolsões de pobreza nas periferias das cidades, onde estão, justamente, a maioria dos negros”, argumentou, colocando sua intenção de reforçar a construção de políticas públicas a partir do parlamento.</p>
<p>No caminho da integração, Marta Almeida valoriza a necessidade de troca de experiências para fortalecimento em tempos de guerra. Segundo ela, é preciso também criar estratégias de sobrevivência e articulações para “enfrentamento do fascismo, neoliberalismo e capital, que está se alimentando do racismo.”</p>
<p>“O Brasil volta para a pobreza, para o bolsão da insegurança alimentar em meio às crises política e sanitária. E nós, povo preto, pagamos com a nossa vida. Nessa pandemia, a gente observa a limpeza étnica, o negacionismo e o quanto o racismo está latente para alimentar o grande sistema de capital e o genocídio do povo preto”, afirma.</p>
<p>“Cada vez que o capital se reinventa, as formas de racismo também se reinventam. E nós, como militantes pretos e pretas, que somos da luta, precisamos sempre ter esses momentos de articulação política”, acrescenta, relatando a relevância da educação como ferramenta de transformação.</p>
<p>Sobre a importância da representatividade nas eleições municipais, ponderou sobre a necessidade de fortalecer a mobilização pelo impeachment do presidente da República.</p>
<p>“Fazer do ‘Fora Bolsonaro’ nossa bandeira de luta unificada para dizer que a vida negra importa”, disse, correlacionando com a mudança da política externa brasileira e a influência do governo americano no desmonte e sucateamento das ações afirmativas na América Latina.</p>
<p>Segurança pública</p>
<p>No detalhamento das características do brasileiro mais é impactado pela morte violenta, Ubiratan Ângelo lista cinco pontos: homem, jovem, pobre, morador de periferia e negro. Diante dessa realidade, o ex-policial resgata a mudança da ótica do enfrentamento a partir das escolhas possíveis diante da realidade existente.</p>
<p>A partir da sua trajetória como policial, o coronel mostra que o risco sempre esteve presente no seu dia a dia.</p>
<p>“Eu nasci na favela e fiquei até os 22 anos. Aos 18, eu entrei para a polícia, profissão que mais morrem profissionais por morte violenta, e não de doença. Portanto, eu saí do perfil da vítima do homicídio e fui pro profissional. E quando fui para a reserva, percebi que o número de policiais inativos, que morrem desta forma já relatada, é o mesmo dos que estão na ativa.</p>
<p>Lembrando a relevância do coronel Carlos Cerqueira, primeiro comandante-geral da PM no Rio e nomeado por Leonel Brizola durante seu governo, a partir de 1983, Ubiratan também resgatou o progresso da polícia comunitária e da defesa da política de respeito ao morador durante as operações nas favelas.</p>
<p>“A gente tem que repensar a posição de toda a militância negra, porque somos muito bons de fala, mas péssimos de atitudes. Tanto é que a nossa representatividade política, em um país com mais de 60% de negros, não chega a 30%. Há um desequilíbrio, que é consequência da posição e do reconhecimento dos parceiros de luta dentro dos espaços de poder”, finalizou.</p>
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		<title>Movimento Negro do PDT realiza debate online com o tema: &#8220;Genocídio Negro&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2020 18:39:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
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		<category><![CDATA[comunidade negra]]></category>
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<p>Nos últimos 20 anos, o assassinato de jovens negros cresceu 400% no Brasil. O mundo vive tempos de revolta. Vivemos em tempos de clara inferiorização do negro que luta por direitos iguais.</p>
<p>Para reafirmar que vidas negras importam, estarão presentes Ivaldo Paixão, presidente nacional do movimento negro do PDT com William Almeida, secretário de gênero e raça da Juventude Socialista do PDT no Amapá, para mediar o espaço de debate e reflexão.</p>
<p>Transmissão online será feita pela página do <a href="https://www.facebook.com/ReiventarAmapa/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">Reinventar Amapá</a> no Facebook.</p>
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		<title>Novembro Negro do PDT oferece curso e trata de candidaturas negras no partido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2019 17:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="554" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20.jpeg 800w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20-100x69.jpeg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20-300x208.jpeg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20-768x532.jpeg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20-130x90.jpeg 130w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-08-at-14.54.20-600x416.jpeg 600w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p>O PDT da Bahia realiza em Salvador, nesta sexta-feira (8) e amanhã (9), dois eventos que fazem parte do Novembro Negro, uma iniciativa concretizada em parceria com a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) e da Secretaria Estadual do Movimento Negro baiano. A programação inclui uma discussão sobre candidaturas negras dentro do partido e, ao mesmo tempo, estreita laços com sua militância. Realizado na sede do partido, na Mouraria, o evento terá a participação do presidente nacional do Movimento Negro do PDT, professor Ivaldo Paixão, que vem a Salvador especialmente para os encontros, além de palestrantes convidados.</p>
<p>Hoje, às 19h, o evento começa com uma rodada de discussões sobre candidaturas negras para o pleito de 2020, quando ocorrerá disputas para a Câmara de Vereadores e a Prefeitura. O professores Jorge Portugal, tratará de aspectos históricos e referenciais dessa empreitada. Silvia Rita Cerqueira falará sobre a &#8220;Eu Quero Ela&#8221;, campanha que tem movimentado a cidade na defesa por candidaturas negras para o pleito de 2020. Ivaldo Paixão, presidente nacional do Movimento Negro, falará sobre a história do PDT junto aos movimentos do povo negro e também um panorama sobre candidaturas de negras e negros em diversas cidades do Brasil, inclusive Salvador.</p>
<p>No dia seguinte, sábado, Ivaldo Paixão irá ministrar, ainda na sede do PDT, o curso A Questão Quilombola: Processos legais para titulação definitiva e licenciamento ambiental. O curso, gratuito, será das 9h às 13h.</p>
<p>“Não poderíamos deixar de fazer um evento de peso para celebrar o Novembro Negro e por isso trazemos a Salvador o presidente do nosso Movimento Negro, Ivaldo Paixão. As presenças dos professores Jorge Portugal e Silvia Rita trazem ainda maior relevância à programação. Além das discussões sobre candidaturas negras, o curso sobre a questão quilombola, ministrado por Paixão, traz ao encontro esse tema palpável e emergencial, pois sabemos como é fundamental tratarmos das circunstâncias legais para a titulação e licenciamento de áreas quilombolas”, comenta o vice-presidente da FLB/AP, Eduardo Rodrigues, que também é advogado.</p>
<p>Já o presidente do Movimento Negro do PDT/Bahia, Roberto Rodrigues, lembra da importância de se ter no evento a representação nacional do partido. “O professor Ivaldo Paixão é um militante que conhece muito bem nossa história, e faz parte dela. Sua presença nos fortalece. Somado a isso, o curso A Questão Quilombola é imperdível, principalmente nesses tempos em que os direitos dos povos tradicionais são constantemente ameaçados”.</p>
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		<title>Centro de Memória do PDT lança mais uma edição das &#8220;Cartilhas Trabalhistas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 19:53:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ.jpeg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ-100x67.jpeg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ-300x200.jpeg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ-768x512.jpeg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ-135x90.jpeg 135w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Lançamento-da-Cartilha-RJ-600x400.jpeg 600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>Com a casa cheia – o recém-inaugurado Espaço Multiuso Professor Loureiro, no andar térreo da sede da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), na Rua do Teatro, 39 – foi lançada, no último sábado (18) a cartilha “Memórias Trabalhistas” dedicada ao líder negro Abdias Nascimento. Participaram do evento a viúva de Abdias e presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Afro-brasileiros, Elisa Nascimento Larkin;  representantes do movimento negro fluminense;  o coordenador do Centro de Memória Trabalhistas do PDT (CMT), Henrique Matthiesen; o vice-presidente da FLB–AP/RJ, Everton Gomes; e de Luiz Eduardo Negrogun, presidente do movimento negro do PDT-RJ.</p>
<p>Na abertura do ato foi lido, pelo ator Thiago Viana, o poema “Olhando no Espelho”, escrito por Abdias em 1980, dedicado aos seus netos, em que ele conta a sua vida de menino pobre e trabalhador: como a de todos os negros brasileiros nascidos e criados no país de antigos senhores de escravos.</p>
<p>Ainda na abertura, feita por Everton Gomes, foi feito relato da grande reunião realizada no dia anterior, quinta-feira (17), na Assembleia Legislativa, contra a política repressiva do governo fluminense nas favelas e comunidades pobres do Rio de Janeiro: responsável pela morte de 1.294 pessoas pelas mãos da polícia, no período de janeiro a agosto deste ano de 2019, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).</p>
<p>“É preciso acabar com esta política de tiro na cabecinha”, citou Everton, referindo-se a uma frase do atual governador Witzel.</p>
<p>Elisa Larkin, por sua vez, destacou que o PDT foi o primeiro partido brasileiro a incluir no seu programa e na sua prática política, a luta contra o racismo – por que Leonel Brizola, quando ainda vivia no exílio, não só assimilou os ensinamentos de Abdias, como os adaptou a sua própria vivência de menino pobre.</p>
<p>“Conheci Brizola em Nova Iorque, quando ele ainda vivia no exílio, no Hotel Roosevelt, quando ele nos recebeu – ao Abdias e a mim – e ele próprio fez um café com leite para nós; enquanto falava sobre as dificuldades do povo brasileiro. Ele estava preocupado com o preço dos alimentos no Brasil, para se alimentar e sustentar suas famílias ganhando salário-mínimo” (que foi calculado, quando instituído no governo Getúlio Vargas, para uma família de quatro pessoas).</p>
<p>Ainda de acordo com Elisa, era admirável a capacidade de Brizola de ouvir e assimilar experiências e lições de vida, como as que Abdias lhe passava. E é por isto, afirmou, que o PDT foi o primeiro partido a incluir, desde o Encontro de Lisboa, a questão racial como uma de suas lutas prioritárias na política.</p>
<p>Elisa também elogiou a cartilha sobre a vida e a obra de Abdias Nascimento editada pelo <strong>Centro de Memórias Trabalhistas</strong>, do PDT, especialmente a biografia escrita por Wendel Pinheiro, linha mestra da publicação; e todos os demais textos incluídos na publicação, inclusive alguns do Abdias.</p>
<p>Ela relembrou também a fundação do Movimento Negro do PDT e a visita de Abdias Nascimento e vários militantes, em 1981, à Serra da Barriga, em Alagoas, onde floresceu o Quilombo de Palmares: símbolo nacional da luta dos negros pela libertação. E destacou a decisão de Brizola, ao formar seu primeiro secretariado no Governo do Estado, em 1982, de incluir dois secretários negros: Carlos Alberto Oliveira (Caó), na Secretaria de Habitação; e Edialeda Salgado do Nascimento, na Assistência Social. Lembrou ainda que na eleição de 1982, por Bangu, também se elegeu o deputado José Miguel.</p>
<p>Elisa falou também sobre os vídeos apresentados no início do evento – todos produzidos pelo Ipeafro; e descreveu o trabalho de resgate e da luta contra o racismo, tendo como ponto central a trajetória de Abdias Nascimento. Falou da importância de fortalecer esta luta e divulgou o endereço eletrônico da instituição, pedindo a todos que o visitem e acompanhem o trabalho do instituto: <a href="http://www.ipeafro.org.br/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">www.ipeafro.org.br</a></p>
<p>Falando em seguida, Henrique Matthiesen fez um relato das publicações de cartilhas feitas pelo CMT (sobre Neiva Moreira, Luis Carlos Prestes, Doutel de Andrade e Abdias Nascimento), das publicações planejadas (como a dos 40 anos de fundação do PDT, ano que vem, em quatro volumes, sob o título “De Vargas a Ciro Gomes”) e outras iniciativas do Centro. Henrique agradeceu especialmente o trabalho de Apio Gomes, presente ao ato, que segundo ele, é fundamental para o Centro.</p>
<p>Matthiesen também relatou como foi o trabalho de construção da cartilha resgatando a luta de Abdias Nascimento e da importância fundamental de Elisa Larkin e do Ipeafro, além de Apio e outros colaboradores, para que a publicação estivesse ali, impressa, para leitura de todos.</p>
<p>O ato foi encerrado pelo presidente do Movimento Negro do PDT do Rio, Luiz Eduardo Negrogun – um dos responsáveis pela produção do evento – que, além de Abdias Nascimento, exaltou o trabalho, de Caó, de Edialeda e de José Miguel, entre outros militantes, pela causa do movimento negro do PDT.</p>
<p>Em seguida, visivelmente emocionada, Elisa Larkin – como uma espécie de aparte final – retomou a palavra para destacar a importância de o PDT ter um protagonismo cada vez mais necessário na luta das populações negras do Rio de Janeiro contra a política de genocídio da juventude negra: não só diretamente, pela ação policial; mas também “pela morte de todos os dias, por conta dos silêncios que não permitem que a coletividade dos jovens negros se identifique com um todo” e lute por seus direitos.</p>
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