Chico D’Angelo se filia ao PDT e é saudado por Ciro Gomes.

Uma reunião que lotou, de pedetistas e convidados, o auditório da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, no Centro do Rio de Janeiro, celebrou o ingresso do deputado federal Chico D’Angelo no PDT, nesta quinta-feira, 15 de março.

Coube ao pré-candidato à Presidência do Partido, Ciro Gomes, o discurso de boas-vindas àquele que restituiu a representação do PDT do Rio de Janeiro na bancada da Câmara dos Deputados – vaga desde que o deputado eleito em 2014 se desfiliou do Partido.

Chico D’Angelo, médico, foi saudado pelos presidentes de movimentos partidários do PDT, pela bancada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, representante de prefeitos pedetistas; e por diversos companheiros que compõem sua base política.

Este conjunto amplo de informações – detalhadas e diversificadas – implicou um duplo resultado: na militância pedetista, o perfil de um político que se enquadra nas bandeiras do PDT, como já adiantara o presidente Carlos Lupi, em sua apresentação, no início da reunião: “O PDT quer ser o instrumento de transformações da sociedade; e quer ter, no Parlamento, deputados como Chico D’Ângelo, que representam com dignidade o povo do nosso Estado e o povo brasileiro”.

Em Chico D’Angelo, proporcionou um conhecimento interno do Partido (se não profundo; pelo amplo, pela diversidade dos oradores) – e uma oportunidade de integração efetiva, em curto prazo de tempo – fundamental para levar à bancada federal do PDT as informações colhidas, principalmente nas reuniões mensais, regulares, do diretório estadual –, quando o Rio de Janeiro está passando por uma crise, política e econômica, profunda.

O assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes foi um tema recorrente, desde a abertura da reunião, em que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, fez um paralelo com a luta incessante de Leonel Brizola, em seus dois governos no Rio de Janeiro, no combate à violência.

O perfil da vereadora Marielle foi traçado por Zezinho, do Movimento Comunitário Trabalhista, cuja posse da primeira comissão executiva estadual vai ocorre na próxima sexta-feira, dia 23, na sede do PDT: “Não era uma companheira do PSOL; era uma companheira da favela. Ela foi muito importante para a gente, porque ganhou uma eleição e ficou na favela; ficou lutando com a comunidade. Perdemos, todos, uma Companheira!”.

Ciro Gomes

Em sua saudação a Chico D’Angelo, Ciro Gomes fez um relato sobre sua caminhada como pré-candidato, em um cenário pedetista de nove candidatos a governador, dos quais cinco favoritos; e que não há um lugar em que não esteja cravada a estaca do Trabalhismo. “E isto está permitindo que eu possa, de fato, pensar que vai acabar dando certo”. E explicou:

– “Eu tenho razões muito mais sobradas para afirmar isto, Chico, porque o Lupi tem sido, assim, aquele aríete. Mesmo a militância mais ativa do PDT não tem ideia do que este homem faz comigo”.

Em seguida, falou sobre situação brasileira – da violência, a partir do duplo assassinato (“isto vai se somar a 64 mil e 700 homicídios, no país, nos últimos 12 meses”); à situação econômica, de desemprego e entrega das riquezas nacionais:

– “Isto tudo, Chico D’Angelo, é o ambiente em que você, audaciosamente, renova sua votação. O povo brasileiro, olhando para a política, está muito desconfiado. E nós temos que – pedagógica e humildemente –, respeitando este sentimento (porque não falta razão ao nosso povo), nós temos um único jeito de reverter isto: é o exemplo e a ideia. E você vem para somar e reforçar isto; pela sua experiência, pela sua trajetória”.

Dizendo que este é um momento rico para todos, porque é um sintoma muito forte de a vitalidade de nós, pedetistas, concluiu:

“E a ideia de comover o Brasil com um novo e redentor projeto nacional de desenvolvimento reforça-se – e muito – com a sua experiência, com seu sentimento público, e seu amor pela causa do povo brasileiro. Seja muito bem-vindo. Digo em nome de toda nossa militância e pela nossa direção”.

Chico D’Angelo

Em seu primeiro discurso pedetista, Chico D’Angelo apresentou, nominalmente, seus convidados ao ato – a maioria do campo político-partidário; e alguns de outras de atividade, como Jorge Luiz do Amaral (Bigú), do Sindicato dos Médicos; e o músico Chico Batera. Parte destes assinou, também, ficha de filiação ao PDT.

Em seguida, agradeceu ao presidente Carlos Lupi, que o convidou para o PDT quando soube de sua admiração pela campanha de Ciro Gomes e de sua possibilidade de mudança partidária.

“Depois da fala do Ciro, a gente tem que fazer algumas reflexões”: assim Chico D’Angelo iniciou a apresentação de sua trajetória política, suas convicções de cidadão e sua análise sobre este momento, grave, da política nacional – baseada em sua atuação na Câmara Federal, em seu terceiro mandato.

Entende que o atual cenário político é surpreendente, mesmo aos mais experientes: “Nunca poderia imaginar que poderia viver o que vivi nestes três anos; e, nos últimos dois, ainda pior”. E que, nesta circunstância, o melhor candidato – “disparado” – é Ciro Gomes.

Ao finalizar sua fala, disse que “nós todos – candidatos proporcionais – às vezes olhamos muito nosso umbigo. Mas eu vou dizer de coração: sou candidato a deputado federal; vou me empenhar na minha candidatura proporcional; mas, de cabeça, na sua candidatura à Presidente da República”.