Temer sofrerá, em breve, a maldição dos pobres.

“A hora é de pensar no Brasil. Em qualquer hipótese, Ciro Gomes será o candidato do PDT à Presidência da República, porque não há possibilidade de o Partido apoiar outra candidatura”, afirmou nesta segunda-feira (12/6) o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ao se reunir com os integrantes do diretório estadual do PDT na sede da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, no Centro da cidade.

Lupi argumentou que é amigo pessoal de Lula, “mas cada um tem o seu tempo: Ciro é um patriota, é do PDT e o seu nome fortalece o Partido”. Segundo Lupi, “Ciro está livre, leve e solto para executar o projeto de Nação do Trabalhismo, defendendo a educação em horário integral e enfrentando a política de juros altos que beneficia o sistema financeiro”. “Lula não enfrentou o sistema financeiro e Ciro terá isto como plataforma”, destacou.

Além de fazer um balanço geral da política nacional, especialmente em cima da decisão do TSE que beneficiou Michel Temer, Lupi frisou que a preocupação maior da direção do PDT hoje é a organização partidária e a capacitação de quadros, tendo em vista a grande quantidade de jovens que tem procurado o PDT para se filiar – uma das consequências práticas das palestras sobre a vida nacional que Ciro Gomes vem fazendo em universidades, no Brasil e no exterior.

Citando Brizola, Lupi disse também que Michel Temer, por suas iniciativas impopulares como tentar acabar com a CLT e a previdência pública, sofrerá, em breve, “a maldição dos pobres” – já que todas as suas iniciativas são voltadas para facilitar a vida das camadas mais ricas da população em detrimento das mais pobres.

Foi discutida, também, a questão do voto distrital e do voto distrital misto – ambos na pauta das negociações, em Brasília.

Citando pesquisa recém-realizada, em que a deputada Martha Rocha aparece em primeiro lugar para o Senado, Lupi sondou os presentes sobre a possibilidade de que ela ocupe uma das duas vagas disponíveis nas eleições de 2018: “Martha é mulher; foi titular da primeira delegacia de apoio as mulheres (DEAM) criada por Brizola. Não me pediu nada. Mas, como presidente do Partido, tenho obrigação de sondar nomes para o pleito ao Senado”.

Em seguida passou a palavra ao presidente em exercício do PDT-RJ, ex-deputado e ex-prefeito José Bonifácio, que em prosseguimento à reunião, fez uma rápida cerimônia de filiação de sindicalistas e políticos.

Ao retomar a palavra, Lupi apresentou ao diretório estadual três assuntos que foram discutidos na reunião da Executiva do Rio de Janeiro, duas no âmbito estadual e uma no federal, que é a defesa intransigente de eleições diretas para a Presidência da República.

No plano estadual, ficou decidido o aprofundamento de nossas diferenças com o governo do estado (PMDB), e a preparação do Partido para uma candidatura de oposição no Estado. “Vamos seguir nosso caminho”, assegurou Lupi.

Com vistas ao crescimento do PDT no Estado para o pleito do próximo ano, a Executiva decidiu, seguindo o Estatuto, que ao receber novas filiações ao Partido – sejam de parlamentares, lideranças políticas ou ex-prefeitos – estas deverão ser apreciadas pela Executiva Estadual.

Em seguida, Lupi consultou o Diretório Estadual sobre estas três resoluções, sendo aprovadas por unanimidade.

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