Rodrigo se reúne com empresários e trabalhadores em Volta Redonda

O ex-prefeito de Niterói por dois mandatos, Rodrigo Neves, postulante ao governo do Estado pelo PDT, visitou Volta Redonda nesta terça-feira (3/8), para dar continuidade à elaboração do Plano de Reconstrução e Desenvolvimento do Rio, lançado há cerca de um mês pelo partido. O projeto engloba áreas como a Educação, Saúde e Segurança Pública e visa a recuperação do Estado do Rio baseada nesses pilares.

Pela manhã, ele se reuniu com o prefeito Antônio Francisco Neto (DEM) e no período da tarde teve outras duas reuniões: uma na Aciap-VR (Associação Comercial e Industrial de Volta Redonda) e outra no Sindicato dos Metalúrgicos. A intenção de Neves foi ouvir sugestões de todos os setores para montar o plano que servirá como base para sua pré-candidatura.

Neves elogiou Neto e disse que ele é um dos melhores prefeitos do país. “O Neto faz uma grande administração em Volta Redonda. Está driblando uma crise também, mas com certeza é tem uma enorme capacidade de administração”, disse.

– O Estado do Rio vive a sua pior crise e está abandonado pelo governo do Estado e sendo administrado por uma pessoa sem experiência. São 700 mil empregos perdidos com carteira assinada desde 2015. O Rio está dominado pela milícia e ainda enfrenta uma pandemia, com o maior número de óbitos em todo o Brasil. Ou seja: é o Estado em situação mais difícil em todo o país – disparou Neves, acrescentando que sua meta é justamente reconstruir o Estado a partir do zero.

Rodrigo é pesquisador convidado do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, onde desenvolve trabalho sobre os impactos e reflexos da pandemia nas cidades. Já esteve no instituto por seis meses e fará o restante dos seis meses de forma híbrida. Ele afirma que a pandemia mostrou que o sistema de Saúde precisa estar preparado para grandes crises e vai adiante quando diz que “a pergunta não é se haverá outra pandemia, mas como poderá ser combatida”.

– A devastação das florestas e outras agressões ao meio ambiente mostraram as consequências drásticas que são causadas. É preciso reestruturar a Saúde. Temos a Fiocruz e o Instituto Vital Brasil, que é Butantan do Rio, e está abandonado. Temos grandes pesquisadores e profissionais que podem atuar em trabalhos de altíssimos níveis – disse o ex-prefeito,  lembrando que o Estado tem um dos piores índices de letalidade de morte por Covid-19 do país.

Conhecido por ter habilidade em fazer alianças, Neves ressalta que pretende continuar usando de diplomacia em busca de aliados para 2022. Em sua maratona de reuniões, tem nomes como o do prefeito do Rio, Eduardo Paes, do PSD, o presidente da Alerj, André Ceciliano, do PT, o deputado federal,Alessandro Molon, do PSB, além de  Comte Bittencourt, ex-secretário estadual de Educação e ex-deputado estadual.   Ele destaca ainda partido como o Solidariedade.

– O governo não é de um partido, por isso estou percorrendo várias  esferas democráticas. Um ataque avassalador está sendo feito contra instituições e a democracia de nosso país está sob ameaça.

Rodrigo Neves iniciou na carreira política aos 22 anos em Niterói, onde foi vereador e prefeito por dois mandatos, de além de ter feito o sucessor Axel Grael, nas últimas eleições municipais. Foi deputado estadual também por dois mandatos. Em 2011, ocupou a secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, onde criou programas como o Renda Melhor. Como prefeito de Niterói fez inúmeras obras de mobilidade, construiu o CISP, reformou o Horto do Fonseca, entregou o Getulinho e o Hospital Mário Monteiro, Skatepark São Francisco, Mergulhão da Marquês de Paraná e tirou do papel o tão esperado Túnel Charitas-Cafubá.

Em outubro de 2020, a dois meses de encerrar seu mandato, Rodrigo Neves recebeu o prêmio de reconhecimento da Organização das Nações Unidas, do Congresso Smart City e da Fira de Barcelona pela atuação de Niterói no combate à pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Diário do Vale