Rodrigo visita São Borja (RS), berço do Trabalhismo, com Carlos Lupi

Lupi e Rodrigo Neves estarão nesta segunda (21) em São Borja  homenageando as memórias de Brizola, Jango e Getúlio Vargas

por Osvaldo Maneschy

O ex-prefeito de Niterói,  Rodrigo Neves (PDT) e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, visitam nesta segunda-feira (21/6) a cidade de São Borja onde estão sepultados três das principais lideranças do Trabalhismo, os três gaúcho, dois deles nascido na cidade: Getúlio Vargas, líder da Revolução de 30; João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964 . O ex-governador Leonel de Moura Brizola, herdeiro de Vargas e Jango e fundador do Partido Democrático Trabalhista (PDT) nasceu em Cruzinha, perto.

Sobre a visita de Rodrigo à São Borja, cidade fronteiriça à cidade argentina de Santo Tomé, do outro lado da ponte sobre o rio Uruguai, brincando, Lupi afirmou: “É o nosso batismo no rio Jordão”. Lupi também confirmou que  Rodrigo Neves já é o pré-candidato do PDT a governador do Rio de Janeiro nas eleições de 2022. .

Em São Borja Rodrigo e Lupi participam das homenagens póstumas pelos 17 anos da morte de Brizola. Eles visitarão os túmulos de Brizola, Getúlio e Goulart – “espécie de unção do ex-prefeito de Niterói nas fileiras do Trabalhismo-raiz”, segundo um jornal carioca.  Em Portugal desde janeiro, Rodrigo acaba de concluir o semestre do curso de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. A tese dele, junto com  colegas, foi sobre a pandemia de Covid-19 no mundo.

Sobre os 500 mil mortos pela Covid no Brasil por conta do negacionismo do governo federal, marca atingida neste sábado (19/6), Rodrigo Neves disse que o Brasil poderia ter sido um exemplo na condução de políticas públicas de enfrentamento à pandemia , “mas infelizmente  em todos estudos comparados tivemos um dos piores resultados do mundo no enfrentamento à pandemia . Poderíamos ter sido um bom exemplo, mas pelo negacionismo e pela incompetência, vivemos uma tragédia”, afirmou.

O seu sucessor na Prefeitura de Niterói, o ambientalista  Axel Grael (PDT), sobre a marca de 500 mil mortos, desabafou nas redes sociais:

“A marca é emblemática. São 500 mil histórias interrompidas. É como se uma cidade do porte de Niterói tivesse a sua população completamente dizimada. São milhares de Paulos Gustavos,  Nicetes, Carlos, Brunos, Neuzas e Otávios. Milhões de pessoas sem seus filhos, pais, avós, irmãos, tios, amigos… É incalculável o número de mortes que poderiam ter sido evitadas se o Governo Federal tivesse adotado uma postura responsável diante da pandemia (…)  É hora de buscarmos forças para seguir em frente, cobrando e fazendo nossa parte. Esta guerra, infelizmente, ainda não acabou. (…) Precisamos, o mais rápido possível, alcançar o maior número de vacinados. (…) . Não banalizem a morte. Valorizem a vida! A sua e a de quem você ama”, afirmou Axel.