Rodrigo se reúne com a JS e inicia sua pré-campanha na Capital

No encontro, Juventude Socialista apresentou 12 pontos prioritários para progresso do estado

Por Bruno Ribeiro/OM

O pré-candidato a governador do Rio de Janeiro pelo PDT, Rodrigo Neves, debateu com lideranças e militantes da Juventude Socialista (JS), nesta quarta-feira (8), as questões prioritárias do Estado do Rio de Janeiro, no seu entender, e apresentou detalhes do seu plano de gestão caso seja eleito ano que vem que chamou de Plano Estadual de Desenvolvimento, à exemplo do que o pré-candidato a presidente do PDT, Ciro Gomes, prega para o Brasil. O encontro ocorreu na sede da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), no Centro da capital.

Como acréscimos para seu projeto  “O Estado do Rio que Queremos”, o ex-prefeito de Niterói (RJ) recebeu dos presidentes nacional e estadual do movimento, William Rodrigues e Matheus Novais, respectivamente, o documento “Urgência das juventudes”, com 12 propostas temáticas.  Rodrigo fez questão de destacar que um deles já é um dos seus principais compromissos com a população fluminense que é a retomada do projeto dos Cieps e a reabertura de todos os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) construídos no passado por Brizola e Darcy Ribeiro; além da reformulação total da política de segurança pública. O projeto da JS prevê também a oferta de passe livre e o estímulo à geração de emprego, renda e à inovação – também prioridades já listadas e defendidas por Rodrigo.

Os pedetistas também valorizaram a importância da ampliação do acesso ao esporte universitário e à cultura, que podem ser potencializados com a criação da Secretaria da Juventude e demais estruturas de integração entre Estado e sociedade. Ao lado da deputada estadual Martha Rocha, que falou antes de Rodrigo e detalhou os avanços obtidos pelo ex-prefeito à frente de Niterói, Neves disse que “sabe o que precisa ser feito”, pois o “Rio tem solução, apesar da atual ausência de governo”. Rodrigo usou a palavra “anomia” para definir a atual gestão.

“Pela tradição do Trabalhismo, com raízes fincadas desde a redemocratização através de governos como o do Brizola, vamos resgatar o estado, incluindo os Cieps, que estão fechados no Rio”, disse, ratificando ainda o potencial das universidades públicas.   No relato sobre a série de agendas pelo interior para integrar e qualificar o projeto pedetista, Neves mencionou a necessidade contínua de “estar alinhado às expectativas do povo”. Esse modelo segue, segundo ele, o padrão já dotado na sua gestão em Niterói, exemplo de sucesso.

Citou o combate à pandemia de Covid-19 como um dos exemplos de sua gestão. Explicou que em março do ano passado, logo no início da pandemia, Niterói firmou convênio com o Butantan e foi um dos municípios onde o imunizante foi aplicado ainda na fase de testes da fase três ainda em junho, vacinando praticamente todas as pessoas da área de saúde e com a chegada dos relatórios, chegou-se a certeza de que a vacina funcionava e era importantíssimo que começasse a ser produzida em massa, para atender a todos os brasieliros.

Segundo Rodrigo, se em agosto e setembro o Brasil tivesse começado a produzir maciçamente a Coronovac o Brasil passaria a ser exemplo para todo o mundo porque em novembro/dezembro do ano passado, com a capilaridade do SUS, a vacinação maciça dos brasileiros faria completa diferença no combate à pandemia, servindo de exemplo para o mundo. “Nos temos o SUS e uma capacidade de atendimento que muitos países no mundo não dispõem, teríamos feito total diferença” e, na sua opinião, hoje não teríamos a quantidade de mortos que temos por causa da pandemia.

“A gente fez um gabinete de crise, desde o início da pandemia da Covid-19, liderado por mim. Processo integrado com secretarias e especialistas”, lembrou, exaltando a continuidade feita pelo seu sucessor, Axel Grael, em todas as áreas, como saúde, educação, responsabilidade social, trabalho e renda.

Opção democrata 

Pela análise conjuntural, o ex-prefeito também mostrou o impacto de representantes retrógrados, que gera reflexos no estado e municípios. Como solução, o enfrentamento a partir de uma ação articulada entre executivo, legislativo e judiciário.  “Vamos superar o bolsonarismo no Rio. Esmagá-lo com militância, projeto e história, como dizia Leonel Brizola”, destacou.

“Devemos fazer a resistência ao neofascismo no mundo pós-pandêmico. A maior experiência está no Brasil, que tem um exemplo autoritário e resulta das consequências do neoliberalismo”, apontou, em crítica direta ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

Como solução, ele reforçou o alinhamento com o pré-candidato do partido ao Planalto, Ciro Gomes. A proximidade promoverá ações coordenadas com amplitude local e nacional.  “É necessário um Projeto Estadual de Desenvolvimento, unificado com o propagado pelo Ciro em nível nacional, para reverter o esvaziamento do estado”, relatou, diante dos índices negativos, como a de desemprego.

Martha Rocha confirmou que o comprometimento do partido é transformar as regiões fluminenses e  sente-se  preparado para conduzir essa missão.

“Muito bom iniciar, no Rio capital, essa reflexão sobre o projeto a partir desse encontro com a juventude. O Rodrigo tem, assim como o PDT, o compromisso com o povo e com o resgate dos CIEPs, além de dizer não ao preconceito. É o compromisso com os ideias trabalhistas”, exaltou.

Reforçando o legado da JS, William Rodrigues argumentou: “Estamos na JS para não só levantar bandeira, mas para fazer política pública. Estamos juntos com o PDT e o Rodrigo para transformar o Rio e oferecer aos cidadãos um governo justo e democrático”, comentou, ao falar da articulação com reitores das universidades fluminenses.

“A juventude precisa ter a esperança de um estado do Rio melhor. Com o Rodrigo, é gerar oportunidades de trabalho, renda e educação para todos”, completou Matheus Novais, que também entregou a Neves uma produção sobre Cieps e o livro “A história de uma juventude trabalhista, popular e socialista”, escrito por Everton Gomes, secretário nacional de Relações Internacionais e Institucionais da FLB-AP.

Leonardo Lupi, secretário nacional de Criatividade e Inovação da Fundação, analisou o impacto dos retrocessos para as últimas gerações e estimulou o debate para soluções viáveis.

“Não seria exagero dizer que vivemos uma década perdida, onde muitos estão despregados ou no subemprego. Precisamos dar esperança para os jovens e o Rodrigo mostra compromisso com as novas gerações”, opinou.

Líder do governo Axel em Niterói, o vereador Binho Guimarães confirmou a união para impulsionar a trajetória do Rodrigo Neves na disputa do cargo de governador.

“A gente precisa ser ativo e fazer o enfrentamento a partir da análise da realidade. Nosso terreno é o da democracia que já ganhou o Palácio Guanabara uma vez e vai ganhar novamente”, destacou.

O evento contou ainda a participação de parlamentares e lideranças suprapartidários e de organizações estudantis, incluindo o presidente da sigla na cidade do Rio, Augusto Ribeiro e o secretário-geral estadual pedetista, Ismael Lisboa.

Para assistir a íntegra da transmissão, acesse:  https://fb.watch/7UZ-a7R8KL/