Rodrigo expõe pré-candidatura ao governo do RJ e apoio a Ciro

Pedetista exalta o legado de sucesso construído à frente da prefeitura de Niterói

*Por Bruno Ribeiro

O ex-prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves, lançou um vídeo, nesta sexta-feira (17), para expor sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo PDT, a partir do legado de sucesso acumulado na gestão municipal. Na publicação, ele também relatou a indevida acusação judicial que respondeu, no final de 2018, em um paralelo com a recente situação enfrentada por Ciro Gomes, postulante pedetista ao Palácio do Planalto que referenda apoio.

“Eu tenho confiança que da mesma forma que fizemos em Niterói, com transparência, boa gestão e compromisso com o povo, nós podemos fazer o nosso estado voltar a ser um bom lugar para se trabalhar, viver e ser feliz”, projetou.

Ao citar a avançada deterioração da realidade do cidadão fluminense nos últimos anos, o pedetista responsabilizou as recentes administrações do Palácio Guanabara pelo caos generalizado em todas as áreas. Para ele, “o Governo foi usado por alguns políticos para servir apenas aos seus próprios interesses”.

“A perda de renda e a falta de segurança acabaram com o direito de ir e vir das pessoas. Na Saúde, faltam médicos e medicamentos. São meses, anos na fila para se fazer uma consulta, um exame ou uma cirurgia. E é triste de se ver o abandono da educação pública”, pontuou.

“Andamos para trás e o povo foi esquecido. Mas, a gente não pode perder a esperança. O estado do Rio tem conserto. Quando eu fui eleito pro meu primeiro mandato como prefeito, Niterói também sofria com o desemprego, a violência e a falta de atendimento nos hospitais. Com muito trabalho e perseverança, conseguimos fazer a cidade voltar a ser uma referência nacional em gestão pública e qualidade de vida, mas não foi sem sacrifício”, detalhou.

Rodrigo falou também sobre a injustiça que sofreu e o fato de que isso não abalou a confiança do povo de Niterói em sua gestão, tanto que nas eleições do ano passado votou maciçamente no candidato que apoiou, o seu sucessor, Axel Grael.

“Em 2018, eu fui injustamente preso por causa de uma falsa delação premiada, mas logo em seguida a Justiça corrigiu o erro e, de cabeça erguida, eu voltei para o convívio da minha família e para o comando da Prefeitura. Os niteroienses permaneceram firmes ao meu lado e, nas eleições do ano passado, conseguimos eleger o meu sucessor no primeiro turno”, relatou.

Respaldo a Ciro

A “ilegal e arbitrária” situação de três anos atrás, segundo Rodrigo, também serviu de exemplo para ratificar, na última quarta-feira (15), a solidariedade a Ciro Gomes, que enfrentou uma ação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal e autorizada pela Justiça Federal no Ceará.

“O Brasil reconhece sua idoneidade e que trata-se de uma ação clara de lawfare para atacar oponentes. Sei bem o que é isso. No dia da diplomação do atual Presidente [Jair Bolsonaro], em 10/12/2018, sem nunca ter sido ouvido até hoje, sem quaisquer indícios ou provas, omitindo dados do COAF que corroboravam com minha seriedade, mentindo sobre suposta empresa de minha esposa que depois foi tratado como “equívoco” da acusação, fui ilegal e arbitrariamente preso, retirado do mandato conferido por milhares de cidadãos. Impuseram enorme sofrimento aos meus filhos e família, violentaram a soberania popular e buscaram arrasar com minha imagem e reputação”, afirmou.

“Em poucas horas, bolsonaristas iniciaram movimento por meu impechament para tentar tomar a Prefeitura de Niterói. Mas a tentativa de golpe não foi a frente e por decisão colegiada de 6×1 foi corrigida a decisão monocrática e retornei ao comando da Prefeitura e à minha família. Que os democratas e instituições redobrem a atenção para combater o arbítrio e a utilização de órgãos do Estado para fins de perseguição a oponentes políticos e violação do devido processo legal e ao Estado Democrático de Direito”, completou.

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