Rodrigo condena negacionismo e fala do RJ em debate na UEE

Pré-candidato a governador, ex-prefeito de Niterói fala de sua gestão

O ex-prefeito de Niterói (RJ) e pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PDT, Rodrigo Neves, criticou o negacionismo bolsonarista na pandemia e colocou o resgate do emprego e da educação como prioridades do seu projeto estadual de desenvolvimento. O posicionamento ocorreu durante debate virtual que marcou, nesta quinta-feira (12), a abertura do 21º Congresso da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ).

Diante do impacto da Covid-19 no Brasil e no estado, potencializado por gestões alinhadas ao presidente Jair Bolsonaro, Neves, que também é pesquisador na Universidade de Coimbra, em Portugal, mostrou as consequências da falta de governança e de alinhamento com a ciência, bem como dos investimentos na produção de vacinas.

“Infelizmente, o Rio tem a maior letalidade dessa pandemia no país e uma das maiores do mundo. Já são mais de 60 mil pessoas que perderam a vida e muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se as medidas de prevenção ao coronavírus tivessem sido adotadas”, explicou o ex-deputado estadual.

Com carreira política iniciada no movimento estudantil fluminense após a redemocratização, o pedetista aprofundou a análise conjuntural sobre o retrocesso acumulado nas últimas décadas, o que atesta o negativo “esvaziamento econômico”, principalmente na capital.

“O Rio perdeu quase 40% da sua presença no PIB brasileiro. Nós perdemos posições no que diz respeito aos empregos na indústria da transformação, saindo de segundo para sétimo colocado”, salientou.

“Nos últimos cinco anos, o Rio viu 700 mil empregos com carteira assinada virarem pó. 50% da força de trabalho está desempregada ou na economia informal. Evidentemente que essa é uma questão central, porque não vamos retomar os territórios de mais de 80% dos bairros da Região Metropolitana, que estão dominados pelo tráfico e milícias, se não tivermos um projeto de desenvolvimento”, contextualizou.

Opção

Exaltando o sucesso da sua gestão à frente do município fluminense, Neves ratificou que suas propostas integradoras compõem o projeto de governo denominado “O Estado do Rio que queremos”.

Como eixos principais, destacam-se a educação, com o ensino integral espelhado nos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) criados nas gestões do ex-governador Leonel Brizola; a reestruturação econômica pela reindustrialização e geração de empregos; a saúde, com qualificação da atenção básica e a segurança pública, a partir de investimentos em inteligência e valorização dos policiais.

“Plano estratégico de reconstrução do Rio de Janeiro que seja capaz de gerar emprego, renda e fazer com que o Estado volte a ter perspectiva de crescimento econômico”, disse, ao concluir: “Priorizar aquilo que tem que ser prioridade para as grandes massas que estão sofrendo com a falta de atendimento na saúde, de segurança pública, de emprego e renda e de oportunidades educacionais”.

(Por Bruno Ribeiro)