“Reforma administrativa do governo Bolsonaro é desumana”, diz Carlos Lupi

Presidente nacional do PDT indica que aposentados e pensionistas “pagarão a conta”

*Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ

“Por que o aposentado e pensionista têm que pagar essa conta?”, questionou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ao chamar de “desumana” a reforma administrativa (PEC 32/2020) encaminhada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. Criticada pelo pedetista nesta terça-feira (16), pelas redes sociais, a Proposta de Emenda Constitucional está sendo discutida em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“Agora, querem impor todos os déficits por incompetência e despreparo dos governos municipais, estaduais e federal para os funcionários públicos, principalmente para os aposentados e pensionistas”, condenou, em vídeo.

“É desumano querer achatar salário e aumentar a alíquota de imposto sobre salário. Enquanto isso, liberam geral em cima de isenção fiscal, que deixa de ter arrecadação, e não calculam quem tem que pagar um IPTU mais caro e mora em áreas nobres”, afirmou.

Para Lupi, a tentativa de aprovação do pacote elaborado pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, principalmente durante a crise nacional potencializada pela Covid-19, é totalmente inadequada. As medidas referendam, portanto, o perfil “genocida” da gestão federal.

“Principalmente agora, nessa pandemia, a maior parte dos brasileiros sobrevivem graças aos recursos dos aposentados e pensionistas dos seus avós, pais e bisavós, que sustentam a família”, salientou.

“Vamos ser inteligentes. Esse dinheiro circula e cria uma proteção social para uma parcela significativa da sociedade. A maioria dos 5.570 municípios brasileiros é sustentada pelos aposentados e pensionistas”, completou.

O líder pedetista apontou ainda que o governo estará “matando a galinha dos ovos de ouro da sociedade”. O PDT e o presidenciável Ciro Gomes ratificaram publicamente o mesmo posicionamento contrário.

“Vamos proteger nossos aposentados e pensionistas e dar condições dignas de sobrevivência. Vamos ajudar a quem ajudou a construir essa grande nação que somos hoje, o nosso Brasil”, concluiu.