“Quero unir o Brasil que produz com o Brasil que trabalha”, diz Ciro Gomes

Por Silmara Cossolino
08/05/2018

Ao participar nesta segunda-feira (7) do programa Band Eleições, Ciro Gomes disse que é preciso diminuir os impostos e que há condições para se fazer isso no Brasil. O pré-candidato à presidência da República do PDT também falou sobre a possibilidade de tributar lucros e dividendos e em aumento do imposto sobre heranças.

“Nós temos condições no Brasil e eu fiz isso como governador do Ceará: diminuir impostos sobre o povo mais pobre e da classe média”, disse. “Nós estamos recebendo idéias. Nossa campanha será feita com absoluta transparência porque eu quero pedir para o povo brasileiro que, se me der a honra de servir essa nação como seu presidente, me ajude a entender as idéias que eu quero levar para corrigir as coisas erradas do Brasil”, pediu.

Ciro também falou sobre a reforma da previdência. Disse que a esquerda moderna sabe que o Estado só vai ter capacidade de mudar a vida das pessoas para superar a concentração de renda se tiver recursos para isso. “Senão, é a inexperiência e pura má fé em cima de uma população que não merece ser enganada”, pontuou.

Em todos seus posicionamentos, o presidenciável ressaltou estar aberto para receber sugestões. “Vou anotar todas e estou trabalhando com dezenas de especialistas para a gente achar uma fórmula para por em debate o que precisa ser feito e tire os medos da transição, porque a grande questão é essa: ao invés da gente discutir o que precisa ser feito, e depois discutir a transição, a gente já está abrindo”, disse.

A reforma trabalhista também entrou na pauta. Ao ser questionado sobre o tema, Ciro disse que “será pura e simplesmente revogada” por conta da sua insegurança jurídica. Mencionou que o capitalismo moderno se afirma no consumo de massa, mas que o Brasil conta atualmente com 13 milhões de pessoas desempregadas, além de 37 milhões de brasileiros na informalidade.

“Eu não vou revogar essa reforma trabalhista senão pela aberração que ela representa, mas eu não tenho medo de reforma. Ao contrário, eu vou propor uma reforma muito moderna, muito avançada, mas os valores que vão guiar essa reforma, que eu vou propor, protegerão o trabalho, introduzirão de novo segurança jurídica e segurança econômica no mundo do trabalho”.

No decorrer do programa – e fugindo do contexto macroeconômico –, o pedetista foi questionado se estaria procurando, na área empresarial, algum candidato para compor a vice-presidência. “Eu estou me preparando para ser presidente do Brasil. Eu quero unir o Brasil que produz com o Brasil que trabalha”, respondeu, de forma enfática.

Ao final do programa, Ciro teve cerca de um minuto para expor suas idéias. Pediu para que a população brasileira “não se apaixone tão cedo”, já que todos os políticos deveriam ser olhados com muita critica, e que dê a chance para que todos apresentem suas propostas.

“Espere o debate, aí você vai ver que o Brasil tem saída. O Brasil está passando só por um mal momento e esse jogo a gente vira”, concluiu.