Protagonismo e rebeldia marcam os 40 anos da JS-PDT com as participações de Lupi, Manoel Dias e Ciro Gomes

Movimento do PDT exaltou, em festival, legado dos jovens trabalhistas e contribuição de Leonel Brizola

*Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ

Exaltar o passado, fortalecer o presente e construir o futuro. Com dirigentes, parlamentares, lideranças e militantes do PDT, a Juventude Socialista – JS) celebrou virtualmente, nesta segunda-feira (15), seus 40 anos no Festival Maragate-se. Como inspiração, o fundador do partido, Leonel Brizola, e seu simbólico lenço vermelho.

O evento, liderado pelo presidente nacional da organização pedetista, William Rodrigues, contou com as participações de Carlos Lupi, Manoel Dias, Ciro Gomes, que são presidente, secretário-geral e vice-presidente nacionais da sigla, respectivamente, e prestou homenagens ao legado brizolista e personalidades que contribuíram para a trajetória de sucesso propagada por milhares de jovens trabalhistas em todo o Brasil.

Na abertura, Carlos Lupi destacou que foi um dos primeiros a participar da então ‘Juventude Trabalhista’, organização de cooperação pedetista que precedeu a JS. Para ele, a coragem e a ousadia marcam o caminho e permitem que a luta democrática siga vigorosa e ininterrupta.

“Vocês são o nosso caminho. Nós acreditamos muito na militância, coerência, ideologia e força de vontade, de fé e de esperança que vocês dão a todo povo brasileiro. Nós, jovens há mais tempo, continuamos corajosos, vigorosos e lutadores, mas precisamos de vocês para ajudar a construir o Brasil do amanhã”, declarou.

“Sejam protagonistas da própria história pelas bandeiras do Trabalhismo, como a prioridade absoluta pela educação de tempo integral, a questão do trabalhador, as leis trabalhistas, e pelo projeto de nação desenvolvimentista, que o nosso querido Ciro Gomes, futuro presidente da República, tem defendido pelo Brasil todo”, pontuou o ex-ministro do Trabalho e Emprego.

Ao elogiar a integração e apoio do PDT, bem como relembrar momentos marcantes de diversas gerações, William Rodrigues afirmou que o movimento sempre esteve na vanguarda e apresenta um perfil diferenciado, onde a coerência ideológica sobressai.

“É uma característica marcante da Juventude a rebeldia. Colocar o nome ‘Maragate-se’ é um convite à militância e para que todos tomem partido. É essencial que as pessoas, em especial os jovens, superem a falácia da criminalização da política e venham conosco construir, de fato, um Brasil soberano, justo e igualitário. O país dos nossos sonhos”, disse, diante de manifestações de ex-presidentes do movimento, como Anacleto Julião, e demais quadros nacionais que antecederam as apresentações culturais.

Reconhecimento

Ciro Gomes fez questão de reconhecer a qualidade e engajamento da JS e indicar que toda a dedicação fará a diferença no processo de construção de caminhos progressistas para a retomada do Brasil. “Vocês são a linha de frente. A minha turma”, disse.

“Tem que se espelhar na energia, carisma e talento da militância exemplar que vocês fazem por nós, pelo Trabalhismo e por mim, especialmente, todo dia em todas as redes, sociais, nas praças e nas ruas”, acrescentou.

Com críticas ao governo Bolsonaro, Manoel Dias, que também é presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), relembrou marcantes manifestações populares nos últimos 60 anos, como em defesa das reformas de base de João Goulart e da  proteção da Petrobras e Eletrobras, que tiveram contribuições da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Em um consequente paralelo com a realidade atual, Dias convoca os jovens para se organizarem e ocuparem não só as ruas, mas também a internet, e, assim, estarem sempre próximos das camadas que “mais precisam”.

“Tem que se rebelar, não pode aceitar. Muitos dos que ascenderam e alcançaram a universidade não podem se esquecer daqueles 50 milhões de brasileiros que não estão dentro do processo de crescimento. Não tem escola, emprego, saúde, saneamento ou comida. A Juventude tem que reagir a isso”, conclama, incitando o enfrentamento do discurso negacionista propagado pelo grupo que ocupa o Palácio do Planalto.

Já a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, falou da ligação do movimento com sua família e de toda a base para construção do seu mandato parlamentar.

“A Juventude Socialista sempre foi a menina dos olhos do meu avô, Leonel Brizola. Ele dizia que era a consciência crítica do nosso partido, o voto rebelde e tudo isso é verdade. Tive a honra de militar e começar a minha trajetória dentro da JS. Meu mandato é inspirado, inclusive, em todas as lutas da nossa Juventude”, concluiu.

Assista ao evento, na íntegra: https://www.facebook.com/jsnacional/videos/758707365024120/