PDT vai promover encontros regionais no RJ

O Diretório Estadual do PDT do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, sua primeira reunião ordinária deste ano, no auditório da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, no Centro, em que foi apresentada a programação de atividades para este primeiro semestre.

Além de a Convenção, que elegerá o novo Diretório Nacional, em Brasília, nos dia 18 de março, entre abril e junho, no Rio de Janeiro, ocorrerão as convenções municipais, inclusive  na Capital.

Com o objetivo de tornar o PDT um partido mais aberto e democrático, a Executiva Estadual vai promover encontros regionais, em que serão discutidos, além da implantação plena do PDT-Digital, os temas nacionais que entraram em pauta com a posse do novo Presidente da República, principalmente aquelas mais afeitas ao Partido, como reforma da Previdência.

Foram anunciadas três datas: 25 de fevereiro, encontro dos diretórios da Baixada Fluminense; em 25 de março será na Baixada Litorânea, que engloba cidades próximas a Niterói (São Gonçalo, Maricá, Saquarema etc.); e, por fim, em 8 de abril, na Região dos Lagos.

Como já é tradicional nestas reuniões mensais, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, fez um balanço sobre a política nacional e, por conseguinte, da participação do Partido. De início, explicou a atuação do PDT em um tema que, pela primeira vez, foi discutido exaustivamente nas redes sociais: eleição da Mesa da Câmara Federal.

Para Lupi, o apoio do Partido à candidatura de Rodrigo Maia não pode ser vista como político, mas sim administrativo, pois o que estava em jogo era a composição de uma estrutura de direção dos trabalhos da Casa. E neste ponto, o PDT agiu com correção, porque – em aliança com PCdoB e cerca de dez outros partidos – formou uma aliança que detém a liderança da oposição.

Além disto, deve presidir a comissão especial que vai discutir a reforma da Previdência Social. Segundo Lupi, “o PDT tem responsabilidade histórica de não permitir que o trabalhador seja prejudicado em seus direitos”. Por isto deve-se seguir uma premissa: não se pode discutir a reforma sem discutir, primeiro, a transparência correta dessas contas, principalmente a sonegação e a Desvinculação das Receitas da União (DRU).

Neste sentido, o PDT vai realizar em Brasília, no próximo dia 19 (terça-feira), um grande debate sobre a Previdência Social (que será transmitido ao vivo), cujo documento final será amplamente divulgado por todo o País. Para Lupi, “é esta a discussão que queremos levar para a sociedade: se está falida, porque não cobrar de quem deve?”.