PDT vai às ruas no RJ e capitais pelo impeachment de Jair Bolsonaro

JS-PDT e militantes de todas as idades  estiveram presentes nos atos deste sábado 3/7

Jovens trabalhistas na Presidente Vargas contra Bolsonaro

Na terceira manifestação unificada contra Bolsonaro nos últimos dois meses, milhares de brasileiros saíram às ruas em todas as 27 capitais brasileiras e dezenas de cidades gritando palavras de ordem contra o governo, exigindo vacinação mais rápida e empregos. No Rio de Janeiro a Juventude do PDT esteve presente com faixas e bandeiras do partido, em todo o percurso da passeata que começou no Monumento à Zumbi, na saída da rua de Santana; até a Igreja da Candelária, percorrendo a Avenida Presidente Vargas.

Também participaram do ato no Rio funcionários da Petrobrás, da Cedae dos Correios, da Eletrobrás, professores de universidades públicas universitários e de várias outras categorias profissionais, condenando as privatizações  comandadas por Paulo Guedes/Bolsonaro, a inflação e o crescente desemprego.

Os pedetistas que participaram do protesto se concentraram na saída do metrô na Central do Brasil e de lá, reunidos, se dirigiram ao Monumento de Zumbi na hora marcada para o início da manifestação, 10 horas. Todos usavam  máscaras de proteção contra o coronavírus, álcool geral e na medida do possível, tentaram manter distância social.

Em Fortaleza, Movimento Negro presente

O policiamento, inclusive com o uso de cavalaria, se manteve discreto e à distância e não se registraram incidentes ao longo de toda a passeata.  Os atos foram organizados por partidos de oposição ao governo, entre eles o PDT, movimentos sociais, organizações sindicais e entidades estudantis.  Segundo o portal G1, ocorreram protestos em pelo menos 180 cidades do país e do exterior. As manifestações no Brasil contra Bolsonaro também tiveram destaque em alguns dos principais jornais e televisões do mundo inteiro.

Pedetistas reunidos para ato em Belo Horizonte

Os integrantes do PDT também participaram ativamente das manifestações contra o governo em São Paulo, Fortaleza, Brasília, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, Campinas, e vários outros estados brasileiros. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, pelo Twitter, manifestou a sua satisfação com a participação dos pedetistas nos atos por todo o Brasil  e ainda destacou: “Viva Getúlio! Viva Brizola! Viva os Direitos Trabalhistas! Fora Bolsonaro!”.

A cobertura da imprensa internacional  assinala que os atos deste domingo podem ter sido os maiores protestos no Brasil desde o início da pandemia e aponta o momento de fragilidade do presidente, que vê sua popularidade cair enquanto o país continua registrando média próxima a duas mil mortes por dia em decorrência da covid-19.

Na foto de Pedro Rocha a grandiosidade do evento na Av. Presidente Vargas (RJ)

O jornal “The Guardian”, um dos mais respeitados do mundo, deu com grande destaque aos protestos no Brasil e a a crise enfrentada por Bolsonaro com o avanço da CPI que apura ações e omissões do governo na pandemia. A revista “The Economist”, por sua vez, aponta um “Bolsonaro encurralado”, segundo noticiário da BBC Brasil.

Sem citar diretamente as manifestações,  Bolsonaro provocou os organizadores dos atos desse domingo  ao publicar nas redes sociais  foto com as palavras “imorrível, imbroxável e incomível” . O movimento contra o seu governo tem apoio de partidos como o PDT, PT, PCdoB, PSOL e PCB. Centrais sindicais também estão presentes, como CSB, CTB, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outras.

Em São Paulo, por volta das 19h25m, um grupo de provocadores depredou  uma agência bancária próxima a Universidade Mackenzie, um ponto de ônibus, uma loja e ainda tentou invadir uma estação do metrô, sendo repelidos pela segurança.  Um policial ficou ferido com uma pedra e foi  necessário o acionamento do Corpo de Bombeiros para apagar as chamas na agência do Santander, onde os infiltrados se passando por manifestantes, queimaram caixas eletrônicos.  Na tentativa de conter o grupo, oito seguranças sofreram escoriações e cinco deles foram socorridos.

Dois suspeitos foram detidos pela  Polícia Civil, mas logo depois foram liberados após assinarem um termo circunstanciado no 78° DP, nos Jardins.

Inicialmente marcadas para o dia 24/7, as manifestações desse sábado foram antecipadas por conta da entrada em Brasília, esta semana, do  ‘superpedido’ de impeachment de Bolsonaro assinado por vários partidos e dezenas de entidades e sindicatos.  A “Folha de São Paulo”, por conta do pedido, publicou editorial cobrando do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que dê andamento ao processo.

Em Caxias do Sul, RS

O editorial, intitulado “Delibere, Arthur Lira“, diz para o presidente da Câmara “deixar de lado o cinismo e dar satisfação à sociedade sobre gravíssimas acusações contra o presidente Jair Bolsonaro dormentes em seu gabinete”. Dando destaque ao “superpedido” , o jornal  afirma:  “Que Lira coloque seus argumentos em papel oficial, como é sua obrigação, e dê-se ao trabalho de refutar as imputações contra Bolsonaro. A procrastinação interesseira não serve ao país, só a quem mercadeja apoio a presidente fraco”, finaliza a Folha.

William J. Burns

A revista ‘Forum”, por sua vez, denunciou que William J. Burns, diretor da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, chegou ao Brasil nesta quinta-feira (1) e passou pelo Palácio do Planalto, em Brasília em agenda não divulgada pelo governo brasileiro e nem pelo governo dos EUA. Burns teria tido uma reunião com Bolsonaro e com os ministros da Casa Civil (Luiz Eduardo Ramos) e do Gabinete de Segurança Institucional (Augusto Heleno); acompanhado do embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, que também não deu detalhes sobre a presença do diretor da CIA no país. Na última semana, Burns esteve na Colômbia e, por conta de sua viagem a Colômbia e ao Brasil, o presidente da Venezuela – Nicolás Maduro – denunciou em Caracas que ele estaria articulando uma ação contra o seu país.

A TV Holandesa também registrou as manifestações deste sábado, destacando o repúdio da população à política negacionistas de Bolsonaro e o avanço da pandemia no Brasil – ilustrando a matéria com imagens das manifestações em todo o Brasil.

(por Osvaldo Maneschy, com redes sociais)