PDT, Rede e PSB anunciam chapa e aliança de Martha Rocha/Bandeira de Mello para a Prefeitura do Rio de Janeiro

Por Luiz Roque Miranda Cardia (Portal Disparada) 

 

Em transmissão ao vivo nas redes sociais pela manhã, o PDT da pré-candidata a prefeita do Rio de Janeiro, Martha Rocha, anunciou nesta manhã um acordo para que a chapa seja composta com o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello da Rede.

O acordo consiste em decidir quem será o candidato a prefeito e vice de acordo com as pesquisas eleitorais que indiquem quem terá a maior chance de ser eleito na cabeça da chapa.

Participou do anúncio o deputado federal e presidente estadual do PSB-RJ, Alessandro Molon, que também era cotado como candidato a prefeito ou vice, mas que abriu mão de suas pretensões para apoiar uma chapa de unidade da centro-esquerda no Rio.

Molon apontou que a indefinição da cabeça de chapa demonstra o desprendimento dos pré-candidatos que buscam uma frente para enfrentar o momento difícil de avanço do reacionarismo no Brasil e no Rio, bem como construir essa unidade em torno de um programa comum para a cidade e não de personalismos.

Também estavam presentes os representantes nacionais dos três partidos, Carlos Lupi do PDT, Pedro Ivo da Rede, e Carlos Siqueira do PSB, além de outros dirigentes dos partidos no Rio.

Carlos Lupi agradeceu o gesto de grandeza de Molon de apoiar uma pré-candidatura sem o PSB na chapa, e convidou outros partidos a compor essa frente que busca unir o máximo de forças contra a extrema-direita.

Pedro Ivo apontou que a situação de calamidade que se encontra o Rio de Janeiro exige um gesto de unidade como o de Martha Rocha e Bandeira de Mello que deve ser repetido em outros estados do país.

Carlos Siqueira também reforçou que o PDT e a Rede são parceiros especiais dos socialistas não só no Rio de Janeiro como no resto do Brasil, e por isso também parabenizou o presidente estadual do PSB pelo gesto de apoiar os dois partidos aliados.

A aliança entre PDT-Rede-PSB cria constrangimento para PT, PSOL e PCdoB, que continuam com seus pré-candidatos com pouquíssimas chances apesar da retórica de “unidade” desses partidos. O PCdoB ainda mantém diálogos com o bloco de partidos da centro-esquerda, mas o PT já lançou a ex-governadora Benedita da Silva, e o PSOL, apesar do gesto de Marcelo Freixo de abandonar sua pré-candidatura, também deve apresentar uma candidatura própria sozinho.

 

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