PDT, PSB e PCdoB vão atuar em bloco na Câmara em oposição a Bolsonaro

DF - CIRO-GOMES-FILIA«√O-PDT - POLÕTICA - CerimÙnia de filiaÁ„o do ex ministro Ciro Gomes (foto) ao Partido Democr·tico Trabalhista (PDT), na sede nacional do partido em BrasÌlia (DF), nesta quarta-feira (16). 16/09/2015 - Foto: CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTAD√O CONTE⁄DO

Os líderes do PDT, PSB e PCdoB na Câmara dos Deputados anunciaram hoje (31)
que os três partidos terão uma atuação conjunta na oposição ao futuro governo do
presidente Jair Bolsonaro. O bloco terá um total de 69 parlamentares em 2019.
O líder do PDT, André Figueiredo (CE), disse as três legendas farão uma oposição
“construtiva e afirmativa” e não serão automaticamente contra todos os projetos
encaminhados pelo Executivo. “Reconhecemos a legitimidade do Bolsonaro que foi
eleito com 57 milhões de votos. Não vamos ser contra tudo”, disse o deputado.
“Vamos trabalhar para que o Brasil possa sair da situação de crise, mas sem retirar
direitos que já foram retirados nos últimos dois anos”.
Sobre a participação do PT na oposição, Figueiredo afirmou que o partido terá uma
atuação independente. “Ele já demonstrou, até pelo tamanho de sua bancada [56
deputados], que quer compor uma parte da oposição. O PDT, PSB e PCdoB
formam um grande bloco partidário e a estes partidos estamos buscando outras
forças. O PT pode eventualmente estar compondo conosco uma atuação
parlamentar mesmo não fazendo parte do bloco, assim como o próprio PSDB”.
Segundo o líder do PCdoB, Orlando Silva (SP), os três partidos vão dialogar e
construir propostas que sejam alternativas para enfrentar a crise. “A lógica
ultraliberal do governo Bolsonaro terá nos nossos partidos um combate decidido,
firme. O Brasil precisa ter alternativas para sair dessa crise grave”, acrescentou.
Silva também afirmou que PDT, PSB e PCdoB não vão vetar a atuação conjunta
com qualquer partido que queira fazer oposição ao governo de Bolsonaro, a
exemplo do PT. “Teremos muitas pontes com o PT na resistência e na luta política”.
“Entendemos que neste momento é preciso fazer mais que uma atitude de
contestação. O Legislativo deve se reunir em torno de uma agenda propositiva,
agregando todos aqueles que estão na oposição”, disse o líder do PSB, Tadeu
Alencar (PE).
No primeiro turno da eleição presidencial, o PDT teve Ciro Gomes como candidato.
No segundo turno, o partido anunciou “apoio crítico” à candidatura de Fernando
Haddad (PT) na corrida presidencial. O PCdoB teve Manuela D’Ávila como vice na
chapa de Haddad. O PSB apoiou o PT no segundo turno das eleições.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2018/10/31/pdt-psb-e-pcdob-vao-atuar-em-bloco-na-camara-em-oposicao-a-bolsonaro.htm?fbclid=IwAR10vpFr_k9bOX98e2-Gr3ZJeLbTIaAkEBwZ0RbesvqDi7eSgsh49g5IpbY