PDT, via Fundação, assina hoje manifesto contra a Lei de Segurança Nacional

Em manifesto, partidos  progressistas repudiam ataques ao Estado Democrático de Direito

Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ

Em uma nova ação conjunta com organizações de partidos progressistas, a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), do PDT, assinou nesta quarta-feira (31), o manifesto do Observatório da Democracia que pede a revogação da Lei de Segurança Nacional e ratifica a necessidade de interdição do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Simbolizando a histórica luta democrática na data que marca os 57 anos do fim do regime militar no Brasil, o lançamento do documento – com contribuições das fundações Astrojildo Pereira (Cidadania); Lauro Campos e Marielle Franco (PSOL); João Mangabeira (PSB); Maurício Grabois (PCdoB); Herbert Daniel (PV); da Ordem Social (PROS), Perseu Abramo (PT) e Claudio Campos –, exaltou o legado do ex-presidente João Goulart ao citar as reformas de base e a sua deposição com a instauração da ditadura.

Pelo enfrentamento de resquícios opressores, o fórum ratifica, portanto, o combate ao bolsonarismo, que aporta, em uma gestão desestruturada, tentativas de uso de instrumentos autoritários como saída para crises sem precedentes e potencializadas com o descontrole da pandemia.

“O morticínio e a crise sistêmica (sanitária, econômica, social e política) não são decorrências naturais da pandemia. Decorrem diretamente da atitude negacionista e irresponsável, movida pelo obscurantismo de Bolsonaro e seu grupo, mas também de uma sequência articulada de decisões por eles adotadas”, justifica.

No texto, as instituições também resgataram outros manifestos para fortalecer a união de todos os setores democráticos em prol da “defesa da vida”. Com isso, almejam a retomada de políticas comprometidas com o crescimento econômico socialmente responsável.

“Conclamamos todos os democratas, todos aqueles que têm compromisso com a vida: partidos políticos, movimentos organizados da sociedade, governadores, prefeitos, parlamentares, cientistas, intelectuais, trabalhadores, empresários, igrejas, estudantes, enfim, a sociedade organizada, a se mobilizarem pela aprovação da emenda constitucional que possibilita a interdição de Bolsonaro e a revogação do entulho autoritário, que é a Lei de Segurança Nacional de 1983”, concluiu.

Confira aqui a íntegra do manifesto.