PDT defende voto de legenda, na reforma política.

O PDT do Rio de Janeiro reuniu-se nesta segunda-feira (14/8), cumprindo o calendário de encontros mensais, sob a presidência de Carlos Lupi que, logo na abertura, apresentou aos integrantes do Diretório Regional um balanço completo do quadro das candidaturas majoritárias do Partido para o próximo ano – para governador e senador – em todos os estados brasileiros.

 

Lupi também fez um relato das negociações, em andamento em Brasília, para a chamada reforma política, destacando que o PDT está defendendo a necessidade de permitir o voto de legenda no pleito de 2018, independente do sistema de governo – ainda em discussão. “Não se pode cassar o direito do povo de votar na legenda em que confia”, destacou Lupi.

Explicou que na reforma política até agora não há consenso sobre tema algum, inclusive sobre o financiamento público de campanha, que defende; e não afastou a possibilidade de haver um impasse, já que o prazo para aprovar as mudanças é exíguo; e que as mudanças nas regras do pleito precisam ser feitas um ano antes da realização da eleição. “É possível que tudo continue como é hoje, sem mudanças”, assinalou.

 

Depois de fazer uma análise sobre as últimas reformas eleitorais, sempre para beneficiar os detentores do poder brasileiro, Trajano Ribeiro afirmou que o distritão (sistema defendido pela maioria dos atuais parlamentares situacionistas) “é para acabar com os partidos; por isto mesmo, Lupi precisa endurecer a parada” em Brasília, para que esta tese, despolitizante em sua opinião, prevaleça nas negociações no Congresso.

 

“A tese do distritão foi aprovada na comissão que analisa a reforma política por 17 votos a 15; portanto, tem muita gente que não vai votar nessa tese. O Senado, por sua vez, já mandou aviso de que só apoia a tese do financiamento público das campanhas com o distritão. Portanto, como o TSE não aceita o financiamento privado das campanhas, é grande a possibilidade de impasse e manutenção do atual sistema proporcional”, destacou Trajano.

José Bonifácio, vice-presidente no exercício da presidência do PDT-RJ, por sua vez, falou sobre a situação de dificuldade financeira que o Partido está passando no Rio de Janeiro, por conta da redução dos repasses partidários.

 

Além de pedir que os membros do Diretório Regional tomem iniciativa de fazer o levantamento de suas dívidas e de discutir com a direção uma fórmula de pagamento do débito, informou que acertou com a tesoureira, Elma Cerqueira, a realização de uma campanha de arrecadação de contribuições dos filiados, para que o Partido pague as suas contas, sobreviva e se prepare para sua grande missão política de 2018, que é o resgate da dignidade do povo fluminense.

 

Em reforço a esta convocação aos pedetistas, de José Bonifácio, Lupi frisou que a contribuição partidária “é uma obrigação dos filiados prevista no Estatuto”.

Related posts