PDT assina nota cobrando impunidade de Pazuello

Lupi criticou articulação do governo, enquanto Fundação assinou nota expondo impunidade deliberada

O PDT condenou a articulação de Jair Bolsonaro para blindar o general Eduardo Pazuello e desmoralizar as Forças Armadas. A manifestação do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (10) pelas redes sociais, corroborou a nota assinada pela Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), no dia anterior (9), contra a promoção da impunidade no Estado.

Militar da ativa e ex-ministro da Saúde, Pazuello não recebeu penalização do comando do Exército por ter participado de ato político de apoio ao presidente da República no dia 23 de maio, no Rio de Janeiro. O regulamento disciplinar considera uma transgressão a manifestação pública.

“Além de não punirem, decretaram sigilo por 100 anos”, criticou em vídeo, diante do bloqueio do acesso aos detalhes do procedimento interno de apuração.

Para Lupi, a “quebra do decoro histórico dos militares” representa uma medida deliberada de Bolsonaro para constranger a cúpula das Forças Armadas e gerar a propagação da insubordinação nos quartéis.

“Capitão mandando em general não pode dar certo”, afirmou, ao questionar: “Até quando o Brasil vai assistir esses desmandos e quebra de hierarquia?”

Enfrentamento

A FLB-AP, organização de cooperação do PDT, redigiu uma nota conjunta, a partir do Observatório da Democracia, que ratificou a posição pedetista contra a situação sustentada pelo governo Bolsonaro.

“Nos manifestamos de público contra a quebra da disciplina militar promovida pelo presidente da República, contra a impunidade de todos os responsáveis, em favor da manutenção e fortalecimento do papel das Forças Armadas no interior dos limites definidos na Constituição de 1988”, relata o documento, que também conta com o apoio das fundações do PSB, PSOL, PCdoB, PT, PROS, Cidadania, Rede e PV.

“O presidente da República demonstrou, mais uma vez, incapacidade para exercer as tarefas inerentes a seu cargo. Cabe ao conjunto das forças democráticas persistir na política de unidade e mobilização em defesa da democracia, da liberdade e da ordem constitucional, preparando as condições para, no momento oportuno, pôr fim ao ciclo político atual, que ameaça a República e suas instituições”, complementa.

(por Bruno Ribeiro)

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