‘Partidos precisam se unir para enfrentamento a Bolsonaro’, diz Miguelina Vecchio no Observatório da Democracia

Miguelina se posiciona em debate virtual promovido pelas fundações dos partidos de esquerda

*Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ

O protagonismo feminino na formação de uma frente progressista contra Bolsonaro baseou a participação da vice-presidente nacional do PDT e presidente da Ação da Mulher Trabalhista (AMT), Miguelina Vecchio, na conferência virtual “A presença e a participação das mulheres para conquistar a democracia”,  promovida pelo Observatório da Democracia nessa sexta-feira (12).

Na opinião de Miguelina, é fundamental a aproximação das representações políticas progressistas na promoção de um enfrentamento efetivo contra o bolsonarismo e seu projeto de poder baseado em opressão, preconceito e reacionarismo.

O Observatório da Democracia é formado com a participação das fundações de formação política do PDT, a Leonel Brizola – Alberto Pasqualini; do Cidadania, Astrogildo Pereira; do PSOL,Marielle Franco; do PCdoB, Maurício Grabois; do PROS, Ordem Social: e do PT, a Perseu Abramo.

“A gente tem que sair do campo do discurso e começar a fazer, realmente, uma frente importante de partidos de esquerda e centro-esquerda porque, senão, ele vai se reeleger”, analisou Miguelina, citando também a necessária mudança, no seu entender,  do perfil da maioria do Congresso Nacional que considera retrógrada. “Como pode alguém com essas características (Bia Kicis) pode ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara?, questionou.”

A atividade contou ainda com a participação  da senadora Zenaide Maia (PROS/RN); das deputadas federais Lídice da Mata (PSB/BA) e Benedita da Silva (PT/RJ); da socióloga Ana Prestes (PCdoB); da ex-presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres, Márcia Campos; da integrante da Frente Povo Sem Medo, Bernadete Menezes, e da professora Jane Neves (Cidadania).

Trágica realidade

Ao longo do debate, Miguelina contextualizou o cenário existente na sociedade brasileira ao citar o maior número de mulheres em duas áreas fortemente precarizadas, inclusive pela crise do Covid-19: saúde e educação.

“Se a pandemia é ruim para todo mundo, para nós é bem pior. Somos a maioria das pessoas que integram as frentes de trabalho na saúde e a maioria esmagadora na área de educação, extremamente maltratadas por esse governo (federal)”, argumentou, condenado as ações de Bolsonaro no combate a pandemia, inclusive o atraso na compra das vacinas, fundamentais para evitar a propagação da doença e o avanço das mortes.

Além do impacto na rotina de trabalho, a pedetista também alertou para a proporção de mulheres na composição dos índices de desempregados em todo o Brasil. Segundo ela, o mercado mantém a lógica excludente e promove, portanto, a preferência masculina.

“Estão em casa, pois foram as primeiras a perder o emprego. É muito comum, nesse país, porque é a lógica do capital: se a mulher vai faltar mais – porque ela vai cuidar dos filhos –, é melhor ter um homem, pois ele falta menos”, afirmou, pontuando ainda a consequente exposição à fome e à violência doméstica das quais muitas são vítimas.

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