O reencontro é sempre melhor do que o primeiro encontro (Leonel Brizola)

Com a frase “o reencontro é sempre melhor do que o primeiro encontro”, dita a ele por Leonel Brizola, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, saudou nesta segunda-feira (12/3) – na reunião mensal do Diretório Estadual – a refiliação do deputado estadual Paulo Ramos, que passou um período no PSOL. “Paulo Ramos é um dos melhores quadros políticos que já conheci: grande companheiro, nacionalista e patriota”, prosseguiu Lupi , frisando que se sentia feliz com o reencontro de Paulo Ramos com os compromissos históricos do PDT.

Lupi convocou a deputada Cidinha Campos para saudar o retorno do colega à legenda:

– Paulo é um deputado fantástico! Sempre foi um grande deputado; isto não impediu que nos desentendêssemos várias vezes e, depois, fizéssemos as pazes. Acho Paulo, como deputado, um louco varrido; mas também parlamentar insuperável e fundamental para o PDT. Para nosso sossego aqui, ele é candidato a deputado federal e vai ganhar a eleição. Para fazer em Brasília o que o PDT precisa que seja feito. Paulo, você é do bem seja muito bem-vindo!

Falando em seguida, a deputada Martha Rocha, apresentada por Lupi como possível candidata a Governadora pelo PDT, fez rápido relato sobre a reunião da Executiva Nacional realizada na quinta-feira (8/3), em Brasília, para lançamento da candidatura do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes à presidência. Na opinião de Martha, Ciro é “o homem que vai transformar este país; e a campanha para elegê-lo é compromisso de todos os pedetistas”.

– Mas estou aqui para saudar a volta de Paulo Ramos. Quero dizer que, para mim, é muito especial ouvir, no plenário da Alerj, Paulo Ramos dizendo “nós do PDT”. Por isto sei da importância de eleger Paulo Ramos para o Congresso Nacional, porque nossa bancada ficará muito melhor em Brasília com Paulo fazendo parte dela.

Os deputados Luiz Martins e Zaqueu Teixeira também saudaram o retorno de Paulo Ramos ao PDT.

Ao agradecer as saudações, Paulo Ramos fez questão de citar, em sinal de reconhecimento pela importância política de cada um, pedetistas ilustres que construíram a legenda e com os quais conviveu: Leonel Brizola, Carmen Cynira, Brandão Monteiro, Edialeda Salgado do Nascimento, Jorge Vieira, Pedro Porfírio e Caó – estes dois últimos, falecidos recentemente.

Disse que sua saída foi culpa dele próprio: um ato extremo em um processo de divergência interna, que Brizola definia como “estágio de incompreensão”. Mas que estava de volta e pediu desculpas a todos os companheiros do PDT que por ele foram atingidos, na pessoa do presidente José Bonifácio Novelino: “Eu quero me penitenciar me referindo a José Bonifácio – e àqueles que sentiram um pouco (ou muito!) atingidos por reações minhas”.

– Eu me distanciei do PDT, achei que tinha motivos; mas hoje tenho clareza de que não deveria ter me afastado. A realidade do Brasil nos obriga a uma luta muito maior. O sistema está inviabilizando a vida dos trabalhadores, nossas riquezas estão sendo transferidas para o estrangeiro, condenou.

Argumentou que os governantes atuais estão massacrando as conquistas históricas do povo brasileiro, desde a Era Vargas; e, mais do que nunca, é necessário lutar em defesa dos direitos dos trabalhadores e da soberania nacional – e contra os golpistas que escolheram esse caminho, o golpe, depois de perderem quatro eleições seguidas.

Paulo defendeu a candidatura de Ciro Gomes à presidência, enfatizando que o PDT, com Ciro Gomes, sobressai no conjunto dos partidos, porque o Trabalhismo, as bandeiras do PDT e de Brizola estão mais fortes do que nunca. “Hoje, todos dizem, em todos os lugares, que Brizola é que tinha razão. Por conta desta luta acumulada ao longo de décadas – o PDT é a alternativa”, destacou.

Paulo Ramos falou ainda sobre a questão da intervenção no Rio de Janeiro (“É um massacre nas favelas. Excluíram, criminalizaram; e agora estão reprimindo com as Forças Armadas”) e agradeceu a Lupi pela compreensão e pelo seu empenho na sua volta para o PDT, apesar de as desavenças do passado.

Antes das falas dos militantes inscritos, Lupi fez um balanço da situação do PDT em todo o país, frisando que o Partido disputará, com chances de vencer, dez governos estaduais; e, nos 27 estados da federação, disputará cargos de governador, vice-governador ou de senador – além da Presidência da República, através de Ciro Gomes. Confirmou também que a Convenção Nacional que formalizará a chapa com Ciro na cabeça será realizada no dia 20 de julho, o primeiro dia do período oficial previsto pela justiça eleitoral para a realização das convenções.

Anunciou ainda a presença de Ciro Gomes no Partido, nesta quinta-feira (15/3), no auditório da sede nacional da Fundação Brizola – Pasqualini, para prestigiar a filiação ao PDT dos deputados Chico d’Ângelo, ex-PT; e do próprio Paulo Ramos.

Lupi também homenageou, pedindo um minuto de palmas, as memórias de Caó e Pedro Porfírio. Em seguida a palavra foi liberada para os oradores inscritos, entre eles os vereadores Elisia, de Saquarema; Jamil Sabrá, de Petrópolis; e o ex-vereador de São Gonçalo, Miguel Gomes. As falas se sucederam, entre elas a de Chicão, militante histórico do Partido.

Leia na íntegra o discurso do Dep. Paulo Ramos.