O medo deles é o homem voltar

Por William Rodrigues (*)
O Brasil vive sem sombra de dúvidas o momento mais dramático da história de sua gente. Se os números de desemprego, fome e morte são estridentes quando ouvidos e repetidos na TV, eles são terríveis quando vividos concretamente por milhares de brasileiras e brasileiros que amargam o desamparo da falta de trabalho, o desespero da fome e a dor da morte sem vacina. Essa é a realidade cotidiana do Brasil profundo e de nosso povo sofrido.

Um país sem educação, sem trabalho, sem direitos, com miséria e fome, com ricos e grã-finos ainda mais ricos, com poderosos se refastelando à custa do atraso da Pátria. Com sua democracia ameaçada, refém de um polarização regional. Esse bem poderia ser o retrato do Brasil de 1929. Mas é o relato cruel e desolador do Brasil de 2021.

Getúlio Vargas, o nome que eles temem. Não pelo nome, mas pelo que representa. Esse é o projeto que eles querem enterrar: o Brasil moderno, próspero, com justiça social e soberania nacional. Que emancipa sua gente. Que valoriza sua cultura e suas cores.

O Brasil moderno 4.0 é o projeto nacional de desenvolvimento apresentado pelo Trabalhismo brasileiro através do PDT – seu legítimo representante – e interpretado para o povo através de Ciro Gomes.

Mas para haver 2022 é preciso derrubar Bolsonaro. Na lei e na marra. A nossa marra, são as ruas. E nelas cabem todo mundo. Todas as cores. Só um gigante e nacionalizado festival das cores, que junte o vermelho dos partidos e organizações sociais, o azul das entidades estudantis, o branco da paz, o preto do luto e o VERDE E AMARELO DO BRASIL, será capaz de furar a bolha e amedrontar o parlamento.

Unidade na luta pressupõe respeito às diferenças de programa, um ambiente de segurança e pluralidade. Aqui o risco no chão é o compromisso com a democracia e o fora Bolsonaro.

Os Trabalhistas estão nas ruas de todo o Brasil desde o 29M e não vamos arredar o pé. Em nossas colunas está presente o vermelho, o azul, o branco, o preto e o verde e amarelo. Somos NACIONALISTAS. E abrimos nossa coluna para abrigar com generosidade e amplidão todos os setores nacionais que queiram lutar pelo impeachment.

Quando Paulo fala de Francisco, sei mais de Paulo do que de Francisco. Quando em menos de 24 horas Gleise Hoffmann e Carla Zambelli atacam Ciro Gomes, sabemos mais do medo que o PT e o bolsonarismo tem de Ciro Gomes do que qualquer outra coisa.

Não serão os ataques do petismo, do bolsonarismo ou do PCO que nos afastarão do nosso compromisso ancestral de defesa do Brasil.

(*) William Rodrigues é presidente nacional da JS-PDT.