Chomsky, Stone e personalidades se solidarizam com Ciro Gomes e Cid

O pré-candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, publicou em seu twitter hoje (27/12) a informação de que “importantes intelectuais, artistas e políticos de renome internacional divulgaram uma carta-alerta ao mundo sobre os abusos do estado policial bolsonarista contra mim, e advertindo para os riscos para a democracia brasileira”. Entre os principais signatórios da carta, articulada pelo deputado David Miranda (PSOL-RJ), estão o linguísta e filósofo Noam Chomsky e o ex-líder do Partido Trabalhista inglês, Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres.

O fato também foi noticiado pelo  jornal “Folha de São Paulo” na sua edição de hoje que destacou que o objetivo do documento é chamar a atenção da comunidade internacional para o uso da Polícia Federal brasileira por Bolsonaro, contra adversários políticos. Na ditadura, a Polícia Federal desempenhou papel parecido de polícia política e também a responsável pela censura aos meios de comunicação – que rotineiramente recebiam informes policiais sobre o que podiam ou não publicar ou divulgar no rádio e na televisão.

O deputado David Miranda (PSOL-RJ) organizou texto após a investida da Polícia Federal contra o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, e seu irmão, o Senador Cid Gomes, ambos do PDT; além de diversas outras pessoas ligadas ao governo cearense, por conta da reforma  – há mais de 10 anos – do estádio de futebol de Fortaleza, usado na Copa do Mundo.  O cineasta Oliver Stone também assinou documento.

Também assinaram a carta Alfred de Zayas, ex-especialista independente da ONU para a democracia, Ilhan Omar , congressista democrata, e Mark Weisbrot, do centro de estudos em política econômica de Washington.

Segundo o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), relata a “Folha”, a ideia foi pedir a políticos e intelectuais estrangeiros, “amigos do Brasil e defensores da liberdade política”, que redobrem a vigilância sobre Bolsonaro, para que o presidente não use de seu cargo para tentar impedir a livre manifestação do povo brasileiro nas eleições presidenciais previstas para 2022, como foi feito em 2018, quando tiraram Lula da disputa através de sua prisão.

Na carta, Miranda relata detalhadamente a operação recente da PF contra o presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), no dia 15, por supostas irregularidades em obras públicas entre 2010 e 2013, quando este já não exercia nenhum cargo público.

“Os amigos do Brasil pelo mundo precisam se manifestar sobre o uso descarado da PF para intimidação política no país”, recuperada.

Ciro afirmou à coluna ter absoluta certeza de que uma operação da PF foi “ordem de Bolsonaro , tal a violência e arbitrariedade”.

“A Polícia Federal, controlada por Bolsonaro e com facções fiéis a Sérgio Moro , juiz corrupto que prendeu Lula e concorrerá à Presidência, será usada para intimidar oponentes do presidente”, afirmou Ciro Gomes.

Lula foi condenado por Moro em duas ações penais, por corrupção e lavagem de dinheiro, e ficou preso 580 dias. Em junho deste ano, O Supremo Tribunal Federal anulou a sentença porque considera que o então juiz Sergio Moro foi parcial na condução do processo contra o ex-presidente, segundo a “Folha de São Paulo”.

Agora Moro é candidato a presidente com apoio da grande mídia e do sistema financeiro.