Niterói mostra na COP26 ações para mitigar emissões de carbono

Prefeito Axel Grael apresenta ações climáticas da Prefeitura de Niterói na COP26

As políticas públicas da Prefeitura de Niterói para mitigar emissões de carbono e a implantação de conceitos sustentáveis em prédios públicos, foram alguns dos temas abordados pelo prefeito Axel Grael nesta segunda-feira (8/11) em Glasgow, na Escócia, durante reunião de líderes da Aliança para Ação Climática (ACA), coalizão dedicada a empreender medidas e aumentar o apoio público no enfrentamento à emergência climática mundial.

O chefe do Executivo municipal está participando ativamente da COP26, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que reúne representantes de 200 países. Grael, que também é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, voltou a defender a importância dos governos sublocais na implementação efetiva de ações em defesa dos ecossistemas.

“Tratamos desse tema com muita seriedade e responsabilidade. Estamos assumindo nossa responsabilidade e liderança nesse tema tão vital e estratégico, o que vem acontecendo também com outras lideranças do nosso país. Os governos sublocais brasileiros estão engajados e conscientes sobre sua importância neste processo”, destacou o prefeito.

Uma das metas da iniciativa é que sejam cumpridos os compromissos pactuados no Acordo de Paris, que foi assinado por 195 países para conter o aumento do aquecimento global e prevê metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa. O movimento já existe nos Estados Unidos, Vietnã, México, Argentina, Japão e África do Sul.

Axel Grael lembrou que Niterói também aderiu à campanha Race to Zero, um movimento global da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne empresas, instituições educacionais, investidores e governos locais em um trabalho conjunto para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

“De acordo com o inventário de gases de efeito estufa (GEE’s) da cidade, de 2016 a 2018, Niterói teve queda de 18% na quantidade de emissões”, pontuou.

O secretário municipal do Clima, Luciano Paez, que acompanha o prefeito em Glasgow, ressaltou ações da administração pública de Niterói, no enfrentamento desse problema, destacando as ações que estão sendo tomadas no Hospital Pediátrico Getulinho e na Maternidade Municipal Alzira Reis, dentre outros.

“O Getulinho, unidade pediátrica de referência na Zona Norte, será o primeiro hospital municipal neutro em carbono do Brasil. O módulo do programa Médico de Família do Jacaré, na Região Oceânica, em funcionamento, é um prédio sustentável. A escola Municipal Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, em Itaipu, será a primeira Carbono Zero da cidade e a Maternidade Municipal Alzira Reis, que está sendo reformada e ampliada, terá conceitos sustentáveis, como aquecimento solar, reuso de água, telhados e paredes verdes. A estimativa é de que haja economia de cerca de 40% de energia elétrica e de 60% de água potável”, explicou Paez.

O coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, que também está no evento da ONU, focou na importância dos investimentos no sistema cicloviário. Segundo ele, o inventário de gases do efeito estufa de Niterói indica que o setor de transportes é responsável pela maior parte das emissões do município.

“Nesse cenário, o aumento da participação da bicicleta nos deslocamentos é uma forma efetiva de redução das emissões. Uma análise das metas voltadas para a bicicleta do plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Niterói indica que, uma vez alcançadas, impedirão a emissão anual de toneladas de carbono na atmosfera”, disse Simões.

Ações sustentáveis da Prefeitura de Niterói

O município iniciou em setembro uma fase de testes operacionais com um ônibus elétrico circulando pela cidade. A Prefeitura prevê substituir 10% da frota de ônibus movidos a óleo diesel por veículos elétricos com zero emissões. Cada veículo deixará de emitir 115 toneladas de gases por ano.

Está em andamento a criação do Parque Orla Piratininga (POP). O projeto da Prefeitura de Niterói contempla a recomposição vegetal da orla da Lagoa de Piratininga, abrangendo uma área de mais de 150 mil metros quadrados. O POP será um passo fundamental para a despoluição da lagoa. Um dos diferenciais do parque é a implantação de um sistema de gestão de águas pluviais composto por bacias de sedimentação, jardins filtrantes, jardins de chuva e biovaletas para a captação e tratamento das águas provenientes dos rios e da rede de drenagem das principais bacias contribuintes à Lagoa de Piratininga.

Com o Programa Niterói Mais Verde, criado através de decreto em 2014, a cidade tem mais da metade do seu território protegido por unidades de conservação. A cidade também desenvolve, há sete anos, o projeto Enseada Limpa para despoluição da Enseada de Jurujuba (parte da Baía de Guanabara). O índice de balneabilidade aumentou de 28% para 61% em quatro anos. Niterói tem 100% de abastecimento de água tratada e 95% da população tem acesso a rede de esgoto.

 

Fonte: Prefeitura de Niterói/ Jornal Toda Palavra