Nelson Marconi: Petrobrás precisa se alinhar ao desenvolvimento nacional

Segundo Marconi, Petrobrás precisa estar alinhada a projeto de desenvolvimento nacional

*Por Bruno Ribeiro / PDT

O economista Nelson Marconi avalia que as ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês) de ações da Petrobras, no mercado financeiro, foi uma ação equivocada dos últimos governos, pois mudou a razão da existência da maior empresa brasileira: o progresso nacional.

Iniciado, em 1997, pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o processo transformou em empresa estatal de economia mista a atual líder mundial em tecnologia para a exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Segundo o professor da FGV-SP e vice-presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), que também contribuiu para a elaboração do plano de governo de Ciro Gomes, em 2018, a Petrobras “produz insumos estratégicos ao país e sua atuação deve estar alinhada a um projeto de desenvolvimento”, o que, na prática, não ocorre mais.

Elucidando o caminho ditado inclusive por Jair Bolsonaro, Marconi relembra que ouviu, de diretores na gestão Temer, que a empresa deveria produzir apenas óleo bruto, por ser mais rentável, e acompanhar a precificação flutuante do mercado internacional. Para ele, é o desvio da finalidade da companhia criada por Getúlio Vargas para contribuir com a evolução da nação e beneficiar, consequentemente, o cidadão.

“Os preços da Petrobras devem seguir seus custos e prever uma margem que garanta a rentabilidade necessária para fazer seus investimentos, modernizar-se e produzir bens de maior valor agregado. E não atuar como uma empresa que só pensa na remuneração dos acionistas”, defende, ao completar: “Não é à toa que os presidentes da empresa caem por causa dessa política de preços maluca que acompanha as oscilações internacionais.”

E faz questão de condenar ainda a justificava da política vigente, que tenta vincular o rentismo de uma minoria, abastecida pela influência neoliberal estrangeira, a erros pregressos.

“Não venham dizer que a empresa tem que atuar da forma como vem fazendo devido as falcatruas anteriores. Falcatruas são falcatruas em qualquer modelo de empresa e devem ser sempre punidas. Não misturemos as coisas”, finalizou.

Elucidando o caminho ditado inclusive por Jair Bolsonaro, Marconi relembra que ouviu, de diretores na gestão Temer, que a empresa deveria produzir apenas óleo bruto, por ser mais rentável, e acompanhar a precificação flutuante do mercado internacional. Para ele, é o desvio da finalidade da companhia criada por Getúlio Vargas para contribuir com a evolução da nação e beneficiar, consequentemente, o cidadão.

“Os preços da Petrobras devem seguir seus custos e prever uma margem que garanta a rentabilidade necessária para fazer seus investimentos, modernizar-se e produzir bens de maior valor agregado. E não atuar como uma empresa que só pensa na remuneração dos acionistas”, defende, ao completar: “Não é à toa que os presidentes da empresa caem por causa dessa política de preços maluca que acompanha as oscilações internacionais.”

E faz questão de condenar ainda a justificava da política vigente, que tenta vincular o rentismo de uma minoria, abastecida pela influência neoliberal estrangeira, a erros pregressos.

“Não venham dizer que a empresa tem que atuar da forma como vem fazendo devido as falcatruas anteriores. Falcatruas são falcatruas em qualquer modelo de empresa e devem ser sempre punidas. Não misturemos as coisas”, finalizou.