Na opinião de Lupi, Ciro e Lula disputam o 2° turno em 2022

Presidente nacional do PDT vê Projeto Nacional de Desenvolvimento como diferencial na eleição

“Nós vamos ter uma grande disputa: Lula versus Ciro no segundo turno”, projetou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na entrevista para a Rádio Salvador FM, nesta quarta-feira (21). Para ele, o Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND) é um diferencial na corrida eleitoral até o Palácio do Planalto, em 2022.

“Isso é a melhor disputa que eu posso imaginar porque, qualquer que seja o resultado, o povo brasileiro vai sair ganhando”, afirmou.

Para embasar sua avaliação, Lupi citou o impacto negativo das ações do governo federal na avaliação do presidente da República, Jair Bolsonaro, principalmente durante a pandemia do coronavírus. Nos últimos anos, o PDT ratificou seu protagonismo no enfrentamento aos ataques bolsonaristas contra a democracia e os direitos do povo, bem como apoiou, recentemente, a criação da CPI da Covid no Senado Federal.

“Eu não consigo conceber que o povo brasileiro não vá condenar esse senhor Bolsonaro pelas 370 mil mortes. Não é possível. Ele é o principal culpado nesse processo pela ignorância, por não acompanhar a ciência, por fazer campanha contra o uso de máscara e contra a vacina chinesa.

Viabilidade

A pré-candidatura pedetista está sendo arquitetada, segundo Lupi, em torno do diálogo com elos progressistas. As alianças estratégicas envolvem, portanto, partidos do espectro da centro-esquerda.

“Nós estamos trabalhando, há algum tempo, na tentativa de fazer uma aliança de centro-esquerda. Estamos conversando com uma base, que a gente montou nas eleições municipais, da qual participaram o PSB, Rede e PV. Estamos ampliando essas conversas junto ao Cidadania, DEM e PSD”, explicou, mencionando o cenário construído na capital baiana, onde o partido elegeu a vice-prefeita, Ana Paula Matos, na chapa do DEM.

“Eu não trabalho impondo nada a ninguém. Eu trabalho pelo convencimento”, garantiu, ao destacar a atuação do presidente do PDT na Bahia, deputado federal Félix Mendonça.

Bases

“Quero olhar para o amanhã, para o futuro do Brasil.” Com essa definição, Lupi mostrou sua confiança no arcabouço formado para oferecer uma alternativa competitiva contra a polarização.

“Eu acho que esse Projeto Nacional de Desenvolvimento, que o Ciro já defendeu na sua eleição passada e escreveu um livro sobre isso, mostra caminhos que, até agora, não foram tentados”, esclareceu, citando as almejadas reformas de base trabalhistas.

Pela urgência de investimento em tecnologia e inovação, o pedetista também apontou a necessidade de potencialização do valor agregado na produção nacional.  Assim, espera romper com a representativa demanda por produtos importados e a dependência de commodities nos resultados da balança comercial.

A reindustrialização representará, portanto, um desprendimento do vínculo com o mercado financeiro, que acumula, para ele, lucros progressivos ao longo das décadas.

“Enfrentar o câncer da sociedade moderna, que é o ganho fácil do sistema financeiro na exploração do homem pelo homem. Não somos contra a livre iniciativa, pelo contrário. Defendemos que ela deve ser parceira na construção de um projeto de nação”, justificou.

*Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ