Manoel Dias ressalta importância da união das forças progressistas para vencer ‘as forças do atraso’

Ao destacar a importância de um programa comum para que as forças progressistas possam trabalhar juntas para ganhar as eleições presidenciais de 2022, o presidente nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, Manoel Dias, em palestra na plenária do Movimento Cultural Darcy Ribeiro realizada na última sexta-feira (7/2) na Sala Multiuso Professor Loureiro, na sede nacional da FLB-AP, Rio de Janeiro, alertou que o que está em jogo é a vitória da esquerda contra as forças do atraso do governo Bolsonaro.

Manoel Dias criticou as desavenças entre o PDT e o PT, argumentando que “somos uma única oposição e o que está em jogo é a vitória – que não é do Lula, não é de ninguém; porque se chegarmos a 2022 separados, estamos perdidos”. E destacou que “isto é secular: eles nos dividem para nos dominar, nos governar”.

Ele prosseguiu: “As grandes mudanças da História foram feitas por minorias organizadas. Foi assim na revolução francesa, na revolução chinesa, na revolução cubana, e tantas outras. Precisamos nos organizar, porque, se não fizermos isto, não ajudaremos os trabalhadores”.

Segundo Manoel Dias, é fundamental criar núcleos de base:

“Queremos construir, até 2022, vinte mil núcleos de base para promover grandes discussões, nos organizar, fazer e executar projetos como o Plano Nacional de Desenvolvimento do Ciro Gomes, com suas reformas estruturais”. Ainda sobre o tema, disse que “o PDT sozinho não elege Ciro. Precisamos nos unir ou vamos ficar na porta mais uma vez, querendo entrar”.

A exclusão social precisa acabar, na opinião de Manoel Dias.

“O mundo que vivemos é perigoso; mas é inadmissível que tenhamos no planeta três bilhões de pessoas vivendo na exclusão, sendo quatro milhões delas na cidade de São Paulo – a cidade mais rica do Brasil”, argumentou, condenando também a impunidade dos policiais responsáveis pela chacina na favela de Paraisópolis. Outro problema é o “crescimento vertiginoso” das igrejas evangélicas no país, problema para o qual Brizola alertou há 40 anos por elas serem ferramentas da política norte-americana de dominação.

A plenária do Movimento Cultural Darcy Ribeiro teve por pauta “perspectivas de políticas públicas para a cultura: respostas às ações do governo Bolsonaro e o papel do Trabalhismo na construção de um projeto cultural nacionalista.

Além de Manoel Dias, também foi convidado para falar no evento o deputado Paulo Ramos e lideranças diversas, procedentes de todo o país, do movimento cultural do PDT.  (O.M/A.G)