Manoel Dias no ‘Observatório da Democracia’: “Vacinas e impeachment já de Bolsonaro”

Manoel Dias participou do lançamento do manifesto em prol da imunização pública contra o Covid-19

*Por Bruno Ribeiro / FLB-AP

“A vida do povo e o futuro da nação não podem continuar nas mãos de um presidente desqualificado e negacionista”, afirmou o presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), Manoel Dias, durante o lançamento, nesta quarta-feira (3), do manifesto ‘Vacina Já!’.

O documento foi elaborado pelas fundações políticas dos partidos progressistas que integram o Observatório da Democracia.  Em conjunto com as fundações Astrojildo Pereira (Cidadania), João Mangabeira (PSB), Lauro Campos/Marielle Franco (Psol), Maurício Grabois (PCdoB), Cláudio Campos (Pátria Livre) e Perseu Abramo (PT), a FLB-AP defendeu a ampla e gratuita oferta de imunizantes, além da continuidade do auxílio emergencial e da retomada da geração de empregos.

Com elogios às contribuições das entidades parceiras, Manoel Dias ratificou que o caminho para preservar a saúde dos cidadãos, o progresso do país e a estabilidade da democracia passa pela urgente e completa mudança no governo federal, a partir do Palácio do Planalto. “O Brasil está sendo dilapidado por um grupo neoliberal que não está presente para servir aos interesses do povo, mas exclusivamente do mercado financeiro e da burguesia. Eles querem desconstruir o Estado brasileiro”, disse Dias, lembrando ainda a destruição do Ministério do Trabalho, o ataque aos direitos trabalhista e previdenciário, bem como a desindustrialização progressiva do país – fruto da política entreguista de Temer e Bolsonaro.

“A recuperação, diante do caos gerado por esse fascista, demandará a união do campo popular. Precisamos construir um novo governo e, consequentemente, políticas públicas que possibilitem a existência de um Brasil mais justo e igual para todos”, acrescentou Manoel Dias, que também é secretário-geral nacional do PDT.

Transmitido pelas redes sociais das fundações e siglas, o evento contou ainda com as participações de Alexandre Navarro (PSB), Cristovam Buarque (Cidadania), Francisvaldo Mendes (Psol), Renato Rabelo (PCdoB), Nilson Araujo (Pátria Livre) e Aloizio Mercadante (PT), além de Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé.

Para contextualizar, o documento detalha a crise no sistema público de saúde, principalmente em Manaus (AM), associado ao número de mortes acumulados desde o início da pandemia, para embasar a indicação da responsabilidade do líder do governo federal no caos instalado em todas as regiões.  “Subestimaram a gravidade da pandemia, incentivaram comportamentos de risco, combateram as práticas preventivas, empenharam recursos públicos na fabricação e distribuição de drogas ineficazes e, finalmente omitiram-se nas negociações em torno da chegada da vacina em quantidade suficiente para os brasileiros”, aponta o manifesto, citando o estímulo ao uso de cloroquina.

Ao mencionar o impacto econômico, o texto do manifesto lembra que Bolsonaro chamou a Covid 19 de “gripezinha”, enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizia que com uma quantia entre 3 a 5 bilhões o problema da pandemia estaria resolvido.

“O presidente da República retardou o quanto pôde as medidas econômicas emergenciais, que visavam simultaneamente preservar a vida dos cidadãos e manter a economia em funcionamento mínimo. Pior, deixou de renovar essas medidas justamente no momento em que a pandemia volta a recrudescer”, destacou o documento.

Frisou também que “(Guedes) Segue defendendo cortar duramente os gastos públicos, arrochar os salários dos servidores, além da retomada da agenda das privatizações de empresas estratégicas para o país, deixando os pobres no completo abandono e em total exposição à pandemia”.

 

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