MAC completa 25 anos e visitação agora em setembro será gratuita

Por Felipe Lucena

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) completa 25 anos, nesta quinta-feira (02), com muita história para contar, por meio da arte. O aniversário é do museu, mas quem ganha o presente é o público, com uma programação diversificada, ao longo do mês, a partir do dia 8, para celebrar em grande estilo esta data tão especial. A entrada será gratuita em setembro.

As comemorações incluem uma grande ocupação das artes visuais em todos os espaços do museu: galerias internas, rampa e praça. Serão 7 exposições ao todo, além de outras programações artísticas e culturais. Com esta iniciativa, vem a ideia da quebra das suas próprias barreiras físicas: um museu que se espalhe pela cidade, pelas redes. O visitante só conseguirá ver todas as exposições se for ao ambiente virtual (Transeuntis Mundi), se for até a praia da Boa Viagem (Samba exaltação), precisando estar dentro e fora.

“Os traços marcantes do gênio Oscar Niemeyer atraem olhares de todo o mundo para o mirante da Boa Viagem, onde as curvas do Museu de Arte Contemporânea se integram à exuberante paisagem da Baía de Guanabara. Em 2021, ao completar 25 anos, o MAC se ratifica como um dos principais espaços culturais do País e encara o desafio de se aproximar ainda mais dos niteroienses. Exposições e demais atividades ali realizadas cumprem a importante missão de manter nosso MAC como sinônimo de vanguarda, um marco da pluralidade cultural contemporânea, acessível a todos que moram aqui e àqueles que vêm nos visitar. Cultura e liberdade de expressão são direitos de todos e alicerces para o desenvolvimento sustentável, com inclusão social”, destaca o prefeito de Niterói, Axel Grael (PDT).

Ao chegar na Praça do Museu, o público será recebido por um grande monumento, erguido em homenagem aos 25 anos, em diálogo com a arquitetura de Niemeyer. Já para as galerias do Museu, os monumentos que pairam sobre os céus da Guanabara: de um lado o MAC e do outro o Cristo Redentor. No mezanino, algumas das principais obras das Coleções MAC e Sattamini, garantindo sua função pública e cultural. Diversos autores e trabalhos de extrema importância para arte contemporânea brasileira estarão ao alcance do público, incluindo Lygia Clark, Tunga, Beatriz Milhazes e Ricardo Ventura.

Ao terminar a visita, o público será brindado com o MAC trazendo a sua própria origem, sua história e sua construção. Serão diversos documentos, publicações e imagens que retratam um pouco esse período do museu, incluindo a primeira exibição pública do livro de ouro do MAC, que guarda depoimentos e assinaturas de grandes personalidades que visitaram o museu em seus 25 anos.

“Tenho uma relação muito próxima com o MAC, porque acompanhei o nascimento da ideia e, depois, todo o processo de construção. Como toda obra de Arte importante, o MAC já nasceu despertando os mais diversos sentimentos nas pessoas e isso acontece até hoje quando os visitantes da cidade se surpreendem ao avistá-lo. O Museu tem sido cuidado com muita responsabilidade e carinho por todos os governos que se instalaram na cidade. Em 2016, o ex-prefeito Rodrigo Neves fez uma importante reforma no MAC, modernizando e valorizando ainda mais sua beleza arquitetônica. Ao completar 25 anos, o Museu de Arte Contemporânea, na gestão do prefeito Axel Grael, se insere definitivamente na alma niteroiense com investimentos e ideias novas para o futuro. O MAC é mais do que um Museu, é uma obra de arte, um templo para a Cultura de Niterói e do mundo”, ressalta o presidente da Fundação de Arte de Niterói, Marcos Sabino.

Na solenidade fechada, em comemoração ao aniversário, na terça-feira (07), será lançado o 1º Plano Museológico do MAC Niterói, garantindo um planejamento de cinco anos para as ações do museu. Além disso, resgatará também o Conselho Deliberativo, decretado quando o equipamento foi inaugurado. Também será inaugurado um programa de mediação geopoética guiada, reconhecendo a integração do museu com o meio ambiente, a paisagem e os povos originários, despertando sensibilidades e afetos, por meio da arte e da memória.

“Pensar Niterói é pensar no MAC. A identidade cultural da cidade é marcada por esse patrimônio valioso, que é uma referência mundial na arquitetura, graças ao mestre Niemeyer, que assinou as curvas futuristas do museu. Além do acervo próprio, o MAC abriga uma das mais importantes coleções de arte contemporânea do país, que projeta Niterói na vanguarda do segmento. Nesses 25 anos de MAC, o legado é imensurável”, relata o atual secretário municipal de Cultura, Leonardo Giordano.

O diretor do MAC Niterói, Victor De Wolf, destaca a importância da data:

“Celebraremos os 25 anos do MAC com o mesmo orgulho que os niteroienses têm de viver nesta cidade, com esse incrível símbolo. O MAC olha pro seu próprio passado, mantendo viva sua missão de ser um abrigo da arte contemporânea, mas se recolocando também como um museu que traz o novo, que pauta os debates importantes da sociedade e que busca, ativamente, retomar seu afeto com a cidade e com os niteroienses. Um museu de Niterói para o mundo”.

O MAC NITERÓI

Obra de Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói – espaço administrado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e Fundação de Arte de Niterói – foi construído no dia 2 de setembro de 1996, para abrigar as obras da importante coleção de João Sattamini. Completa, no dia 2 de setembro de 2021, 25 anos. Em 2016, passou por uma reforma inédita de modernização.

Belo e absolutamente surpreendente, se abrindo como uma flor, o museu conta também com a Coleção MAC Niterói, com obras de arte incorporadas ao acervo por meio de doações de artistas que ali fizeram exposições, em especial de Almir Mavignier de uma série de cartazes aditivos em homenagem à inauguração do Módulo de Ação Comunitária em 2008, incluindo, ainda, dois raros cinecromáticos Abraham Palatnik.

Na primeira entrada, fica o pavimento de recepção e administração. Logo acima, o segundo pavimento abriga o salão central de exposições envolto por uma varanda circular envidraçada, destinada também a mostras, e, acima, o mezanino, totalizando uma área de mil metros quadrados, de onde se pode admirar a paisagem panorâmica da Baía de Guanabara. No subsolo, o visitante encontra um auditório para 60 espectadores.

Referência para a cidade, para a região e com projeção mundial, o MAC Niterói, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro e do país, já foi matéria e estampou capas de diversos jornais e revistas do mundo. Foi tema de documentários – inclusive com o próprio Oscar Niemeyer o apresentando –, de campanhas publicitárias e de inúmeros programas televisivos.

Nesses 25 anos, foram recebidas mais de 2.800.000 pessoas no museu, nomes como David Bowie, Juliette Binoche, o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, entre outros, estiveram no equipamento e deixaram seu relato no livro de ouro. Foram realizadas mais de 185 exposições ao longo desses anos. Com a consolidação dos 25 anos, a apresentação do plano museológico e a retomada do conselho deliberativo, o MAC está preparado para seguir com sua função pública e cultural.

ABERTURA DAS EXPOSIÇÕES PARA O PÚBLICO – 08 DE SETEMBRO

ÁREA INTERNA

90 | 25 – Ícones e Arquétipos – Salão Principal – com curadoria de Marcus de Lontra Costa

90 | 25 – A simbologia da paisagem – Varanda – com curadoria de Marcus de Lontra Costa

90 | 25 – A materialização do invisível – Mezanino – com curadoria de Marcus de Lontra Costa

Transeuntis Mundi – Mezanino e virtual – Um projeto de Cândida Borges

MAC Origens – Recepção – Coleção de imagens, documentos e objetos importantes na história dos 25 anos do MAC

ÁREA EXTERNA

Samba Exaltação – Praça – Texto Curatorial de Alexandre Sá

Monumento Comemorativo dos 25 anos do MAC Niterói – Praça – Curadoria de Priscilla Allegretti

AS EXPOSIÇÕES

90 | 25

O conjunto das exposições do salão principal, varanda e mezanino forma a instalação 90 | 25. No salão principal, estarão expostas obras de Oskar Metsavaht, relacionadas aos 90 anos do Santuário Cristo Redentor, e a exposição se chama “Ícones e arquétipos”. Na varanda, a exposição “A simbologia da paisagem”, com obras das Coleções MAC e Sattamini, que dialoga com as obras de Oskar Metsavaht. No mezanino, a mostra recebeu o nome de “A materialização do invisível”, com obras das Coleções. A curadoria é de Marcus de Lontra Costa.

Foto: Douglas Macedo

Veja vídeo de Chiquinho Aguiar, com imagens de Maurício Guimarães, da obra e da inauguração do MAC, nos governos Jorge Roberto Silveira e João Sampaio, ambos do PDT: