Lupi: “Sem servidor público, não há Estado.

Na abertura da reunião ordinária, mensal, do Diretório Estadual do PDT fluminense, nesta segunda-feira, 13 de maio, no auditório da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, o presidente nacional, Carlos Lupi, alertou para a prática usada pelo atual Presidente da República de usar frases de efeito e críticas de costume, principalmente em redes sociais, para desviar a atenção de atos que prejudicam a população brasileira, como a privatização do Pré-sal e a do setor de cartões da Caixa Econômica, que é o mais lucrativo.

Esta prática é antiga; e a população brasileira já começa a perceber. As pesquisas têm demonstrado isto. Além disto, existe uma campanha organizada para desmoralizar o servidor público, com o firme propósito de enfraquecer a máquina administrativa; e, assim, facilitar a entrega de setores importantes à iniciativa privada. “A verdade é que sem servidor público não há Estado”, assegurou.

Para Carlos Lupi, “temos que ser firmes neste momento, mesmo sabendo que vamos ter uma maré que vai remar contra nós”; e complementa dizendo que esta é a hora de mostrar a firmeza com que a gente está fazendo o que é melhor para o país; porque a gente tem ideias e coerência.

Ao destacar a presença de jovens, que cresce a cada reunião, Lupi lembrou da responsabilidade política e partidária de os pedetistas com mais experiência “em transmitir para que esta garotada seja protagonista da sua própria história”.

– “A gente tem a obrigação de passar para vocês um pouco na nossa história; de onde viemos, o que somos: desenvolvimentistas e nacionalistas”.

Com vistas às eleições municipais do próximo ano, Lupi disse que só existem dois partidos com bancadas federais maiores que a do PDT. Isto significa maior tempo de propaganda eleitoral em televisão e rádio (três vezes mais que na última eleição).

O presidente explicou que o Partido está trabalhando para que, no Brasil, tenhamos o maior número de candidaturas próprias: em todas as capitais e nas cidades com mais de 200 mil eleitores. E que aqui no Rio de janeiro já existe a pré-candidatura da deputada estadual Martha Rocha, à Prefeitura. Dirigindo-se à deputada, a seu lado, comentou: “Você não sabe como isto motiva o Partido”.

Em seguida, a deputada Martha Rocha – que se disse “contemplada com a fala do Lupi” – definiu-se como uma militante de um partido que tem compromisso de tornar esta Nação digna, colocando Ciro Gomes na Presidência da República.

– “A nossa função é esta: olhar para frente e dizer uma frase que cunhei para mim: eu quero a minha cidade de volta”. E complementou, dizendo: “Eu quero esta cidade voltada para o povo desta Cidade”.

Sobre comentários que têm surgido na mídia e redes sociais, foi enfática em declarar que – não é por arrogância – não será vice de ninguém; e finalizou: “A gente não faz política com o fígado; a gente faz política com amor e com ideal”.

Beth Carvalho

O presidente Carlos Lupi discorreu sobre as duas últimas conversas que teve com Beth Carvalho – no Circo Voador, em um evento contra a prisão de Lula; e no Teatro Dulcina, quando foi homenageada pelo Movimento Cultura do PDT – e destacou sua singular importância para a música brasileira, principalmente ao amadrinhar cantores novos e gravar músicas, “sempre de boa qualidade”, de autores desconhecidos.

Antes de pedir, como é tradição no PDT, um minuto de palmas em homenagem a Beth Carvalho, “que lutou até seu último minuto pela música popular brasileira”, disse ter a certeza de que “ela estava fazendo uma roda de samba – com Brizola, Darcy e Getúlio –, ajudando a iluminar a nossa Nação”.