Lupi reafirma engajamento do PDT no combate ao preconceito e à intolerância

Por Bruno Ribeiro / FLB-AP
10/07/2020

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ratificou o compromisso de defesa das causas populares, como a dos representantes tradicionais de matriz africana, durante o debate virtual promovido pelo PDT-Axé, nesta sexta-feira (10). “O partido abraça esse movimento. Honra e orgulho de onde viemos. Somos a semente de antepassados para continuar construindo nossa história”, garantiu.

O encontro, liderado pelo presidente nacional do PDT-Axé, Marcelo Monteiro, contou com a participação do vice-presidente nacional da sigla, Ciro Gomes, do deputado federal, Paulo Ramos, e de lideranças de diversas regiões, incluindo os presidentes municipais do movimento em Viamão (RS) e Guarulhos (SP), Babá Phil e Táta Fernando, respectivamente. Em pauta, a estruturação de medidas coordenadas para incorporar avanços na regulamentação e reconhecimento de direitos, preservar conquistas e se opor a iniciativas que busquem suprimir conquistas.

Durante a transmissão, veiculada nas redes sociais do PDT (confira o vídeo, ao final, na íntegra) e mediada pela vice-presidente nacional do órgão pedetista, Mãe Andréia de Oxum, Ciro Gomes, a partir de um paralelo com o desenvolvimentismo nacional e o processo de estagnação econômica do Brasil, mostra a interrelação com os impactos percebidos na sociedade, principalmente na base popular e entre as representações minoritárias.

“Não é possível construir um efetivo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil sem considerar discussões como esta que estamos tendo hoje. E, no PDT, eu encontro luz para aprender diariamente e poder evoluir na luta pela transformação do país”, enaltece o ex-governador do Ceará, ao completar: “Devemos compreender as diversas frações e olhares da sociedade brasileira, diante do conjunto de valores e premissas, para participar dessa formulação”, completou.

Representatividade

Ao citar o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, no próximo dia 3 de agosto, que também agregará um seminário ampliado, Marcelo Monteiro valorizou o progresso na construção da teia, organismo suprapartidário do campo democrático que promove a ligação entre a sociedade e o Congresso Nacional.

“Não é só o combate à intolerância religiosa, mas também a batalha contra o genocídio dos povos. Por isso, precisamos formar o nosso povo na promoção do conhecimento e do valor universal da matriz africana”, comentou, ao citar a integração com a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), presidida por Manoel Dias, no processo de formação da militância a partir da Universidade Aberta Leonel Brizola (ULB).

No início da sua fala, Paulo Ramos fez questão de legitimar a importância de ícones pedetistas, como o ex-deputado federal, Abdias Nascimento, primeiro representante efetivo da causa afrodescendente em Brasília, bem como ao também parlamentar, Carlos Alberto Caó, autor da Lei 7.716/1989, marco que define os crimes em razão de preconceito e discriminação de raça ou cor.

“A discriminação está aí. O momento de intolerância e ódio está latente, no Brasil, e o governo Bolsonaro ainda corrobora com isso. É a tentativa de massacre dos afrodescendentes”, critica Ramos.

“Nós somos tarefeiros. No mandato, estou à disposição para seguir ajudando nessa base de sustentação das lutas do povo. É um dever do PDT, pois o compromisso nós já temos. Vamos consagrar a igualdade”, acrescentou.

Como encaminhamento, Lupi propôs a realização de uma reunião online do movimento com os líderes da Oposição e do PDT na Câmara, deputados federais André Figueiredo e Wolney Queiroz, respectivamente, além do líder do partido no Senado, Weverton Rocha, para discutir novas ações conjuntas com as bancadas.