Lupi e Ciro prestigiam filiação do Delegado Zaccone ao PDT

Lider dos “Policiais Antifascismo” opta em se filiar ao PDT

O líder do movimento “Policiais Antifascismo”,  delegado Orlando Zaccone, 53, delegado da Policia Civil no Rio de Janeiro, se filia ao PDT na próxima sexta-feira (24/9) em ato que contará com a presença do pré-candidato à presidência Ciro Gomes e do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.  O evento público será a partir das 19h12m no salão nobre do Tijuca Tênis Clube –  na rua Conde de Bonfim, 451 – mas com número limitado de participantes devido a pandemia e a necessidade de respeito aos protocolos contra a Covid-19.

Zaconne é um dos fundadores do movimento “Policiais Antifascismo”, hoje presente em 10 estados, e é considerado a antítese do policiai repressor por levantar bandeiras pela desmilitarização das polícias, a unificação das corporações e o combate ao extermínio da população negra e pobre do país, entre outras lutas dele e dos policiais que lidera.

Os pastores evangélicos que apoiam Bolsonaro o combatem por Zaccone discordar abertamente da atual política antidrogas que inclui o enfraquecimento de toda a rede pública de atendimento aos usuários.  Segundo Zaccone, “políticas como essa jamais poderiam passar por debate religioso principalmente com o uso de verbas públicas”.

Criado em 2016, o Movimento “Policiais Antifascismo”, conta com o apoio de várias  personalidades e entidades progressistas, e na sua fundação e posteriormente vem lançando  manifestos que valem  a pena ser lidos para se conhecer e entender melhor a natureza e os  objetivos dos integrantes do Movimento de Policiais Antifascistas.

TERRORISMO DE ESTADO

Muito atuante no setor, o movimento dos Policiais Antifascismo entre outros pontos enfrenta no manifesto assinado por centenas de policiais ao  que definiu como “terrorismo de Estado” que “é o ódio organizado em um regime autoritário, belicoso, narcisista e discriminatório – que já se apresentou com diferentes roupagens no século XX, sob Mussolini, Salazar, Hitler, Franco ou Plínio Salgado”

Segundo esses policiais, no Brasil, o fascismo “hoje usurpou  o verde-amarelo desfilando em uma sociedade que conserva as marcas e assimetrias de um passado colonial, escravista e violento” e por conta disto,  “o movimento Policiais Antisfascimo é um coletivo de agentes de segurança pública construído a partir de 2016, que se soma à luta pelo aprofundamento das garantias constitucionais e dos direitos humanos, pela proteção à Democracia e ao Estado de Direito, pelo combate às históricas opressões e pelo reconhecimento do policial enquanto trabalhador”.

Mais adiante, é explicado que “entre as principais ideias do Movimento Policiais Antifascismo está a de que a política de segurança pública não pode ser tratada como se fosse política de guerra. Esse tipo de concepção belicista é o pretexto que justifica os abusos contra a população mais pobre do país e a manutenção de políticas genocidas contra o povo negro, ao mesmo tempo em que transforma policiais em “guerreiros”, privando-os de sua característica fundamental de trabalhadores e de sujeitos de direitos”.

Em outro trecho frisam que “acreditamos que apenas policiais plenos de seus direitos conseguirão reconhecer e proteger os direitos dos cidadãos, quando poderão protagonizar a luta pela reestruturação do sistema de segurança pública e mudanças no modelo de polícia brasileiro”.

Por conta de suas atividades, denunciaram em julho passado que o governo federal, através do Ministério da Justiça, em represália a uma iniciativa deles de divulgar um manifestado intitulado “Policiais Antifascismo em Defesa da Democracia Popular”, assinado por 579 policiais e  apoiadores, foi  produzido um dossiê com nomes, fotografias e endereços dos subscritores do documento, que passaram a ser monitorados.

Em nota pública, frisaram que “para nós não é demais lembrar que a construção de um estado policial que persegue servidores públicos, trabalhadores e intelectuais sempre configurou, ao longo da história, em um modelo político voltado para o terrorismo de Estado”.

 

Vejam convite do Zaccone em seu Facebook:

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