Lupi detalha programação da Convenção Nacional do PDT que vai acontecer dia 22/11 no Rio de Janeiro

Lupi  detalha no PDT-RJ  temas da pauta da Convenção Nacional marcada para dia  22/11 

“No próximo dia 22, vamos reunir o Diretório Nacional aqui no Rio de Janeiro, neste auditório, para deliberar sobre as regras para as eleições de 2020 – que deverão reiterar a prioridade absoluta do Partido de lançar candidatos a prefeito nas cidades com mais de 200 mil habitantes; e, onde houver segundo turno, que as alianças passem obrigatoriamente pela decisão da Executiva Nacional”, afirmou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na reunião do PDT-RJ, realizada no início da semana (11/11), temática, para ouvir o presidente do Instituto da Brasilidade, Darc Costa, ex-vice-presidente do BNDES.

Outro assunto que estará em debate, na reunião do dia 22/11, explicou Lupi, será a análise final – com base no trabalho da Comissão Nacional de Ética – do episódio em que oito parlamentares do PDT votaram, em Brasília, a favor da chamada ‘reforma da Previdência’ defendida pelo governo Bolsonaro, altamente lesiva aos direitos e interesses de idosos e aposentados. “Suspendemos todos os oito deputados que votaram contra a determinação do Partido, decidida em reunião de mais de 450 integrantes do Diretório Nacional realizada em Brasília; mas quatro deles se recompuseram voltando a atuar de acordo com o PDT na discussão e votação de emendas ao projeto original do governo”, explicou Lupi.

Acrescentou que quatro dos oito deputados – citou nominalmente Tábata Amaral (SP), Gilson Cutrim (MA), Marlon Santos (RS) e Flávio Nogueira (PI) – não só se afastaram da atuação da bancada do PDT na Câmara, como entraram com representação na Justiça Eleitoral para saírem do PDT sem qualquer punição; como levarem o mandato “que, pela lei e pelo nosso entendimento, pertencem ao Partido”. Lupi relatou que um deles tentou obter uma tutela cautelar junto ao ministro Edson Fachin, do TSE, mas não conseguiu nada.

“Os outros pediram que nós – o Partido – fôssemos ouvidos na questão, o que faremos na hora em que nos convocarem, apresentando nossa defesa e testemunho de que todos nós, na reunião do Diretório Nacional e sem contestação da parte deles, deliberamos pelo fechamento de questão contra a reforma da Previdência”, frisou Lupi, lembrando que depois desta decisão – e antes de a votação propriamente dita, aconteceram umas outras dez reuniõespara que o PDT votasse, coeso, contra o Governo.

E no dia da primeira votação da mensagem de Bolsonaro modificando drasticamente as regras vigentes da aposentadoria é que os deputados contrários à linha firmada pelo Diretório Nacional vieram comunicar que não votariam com a legenda. “Me reuni com eles e disse que o máximo que aceitaríamos seria que se ausentassem do plenário”. Neste dia houve reunião da bancada do PDT, filmada, em que tudo foi dito e explicado. Mesmo assim votaram contra.

Lupi também disse: “Como estes quatros entraram na Justiça, decidimos aguardar pelo resultado; e vamos aguardar, porque temos que ter muito cuidado: nosso papel é defender o mandato que consideramos que é do Partido”. Segundo Lupi, no próximo dia 22, na reunião, a decisão da Executiva deverá ser submetida ao referendo do Diretório Nacional.

Anunciou ainda que no mesmo dia 22/11, às 17 horas, vai ser lançado um livro seu, intitulado “Um Golpe Contra os Trabalhadores” denunciando a ação dos  governos Temer e Bolsonaro  contra os trabalhadores– produzido em parceria com o jornalista Luiz Augusto Erthal. Lupi. Lupi pretende disponibilizar o livro, baseado em depoimentos seus, nas reuniões que participa por todo o país. “Todos  estão convidados para o lançamento do livro que acontecerá no dia 22, às 17 horas, aqui no térreo da sede da Fundação Pasqualini”. O livro tem  prefácio de Ciro Gomes e a orelha é assinada pelo filho de Lupi, o jornalista Leo Lupi.  A editora é a Nitpress e segundo Lupi, o livro “é uma homenagem aos trabalhadores,  a Getúlio Vargas, João Goulart ,Brizola e ao trabalhismo “.

Ainda antes de passar a palavra ao professor Darc Costa, do Instituto da Brasilidade, anunciou que na última reunião do PDT-RJ de 2019, marcada para 9 de dezembro próximo, também temática,  quem fará a palestra será a secretária de Fazenda de Niterói, Giovanna Victer, sobre a criação, pela Prefeitura de Niterói, de um fundo de reserva especial abastecido com recursos gerados pela exploração de petróleo no mar –com base na experiência da Noruega.

Informou também que a Executiva Estadual do Partido, levando em conta as restrições da justiça eleitoral sobre a renovação automática de comissões provisórias, decidiu que todos os diretórios municipais deverão realizar convenções até março do ano que vem.  No entendimento da Executiva os diretórios que não fizerem as convenções correm risco de serem impedidos de apresentar candidaturas na eleição municipal.

Ainda sobre as eleições municipais, reafirmou que Martha Rocha é a candidata a prefeita da Cidade do Rio de Janeiro “de forma irreversível e sem volta”; e que até agora o PDT deverá apresentar candidaturas próprias a prefeito em 27 dos 92 municípios fluminenses, com esperança de que o número de candidatos ainda aumente, chegando a 40 ou 45.

Maria Helena Bastos pediu a palavra para lembrar que em 2004 o PDT realizou o seu primeiro congresso do Movimento Sindical, e que estava na hora de o PDT – tendo em vista os retrocessos provocados nos governos Temer e Bolsonaro – deveria realizar já no início do próximo ano um novo congresso sindical com a ajuda do ex-deputado e militante da causa trabalhista, Fernando Bandeira.

Antes de encerrar, Lupi  disse ainda que a libertação do ex-presidente Lula é importante, mas não influi na candidatura de Ciro Gomes à presidência pelo PDT, em 2022.

“A candidatura Ciro é irreversível e vai continuar sendo construída com suas andanças por todo o país. A candidatura Lula não nos pertence”, acrescentou observando que “a libertação de Lula é correta, constitucional; e a candidatura de Ciro não impedirá que conversemos”.

Lupi criticou as privatizações de Bolsonaro argumentando que “as entregas não são por acaso, porque que manda é o sistema financeiro. O nosso papel é fazer com que a população brasileira entenda que não são os aposentados e pensionistas que são a desgraça do Brasil. Eles querem fazer essas mudanças para arrochar mais os salários, diminuir os investimentos para sobrar mais dinheiro para a especulação”, acrescentou.

“Temos que atacar o câncer da sociedade brasileira moderna que é a especulação financeira; e esta é a nossa maior diferença com o PT – que já foi base do Sarney, por exemplo, porque no Poder ele compõe com o sistema financeiro. Nós, não. Nós temos projeto de Nação, defendemos o crescimento da economia e o desenvolvimento”, frisou.

Ainda sobre a questão da eleição de prefeito do Rio, disse que a delegada Martha Rocha “não será vice de ninguém, porque o PDT tem propostas, tem projeto e não podemos aceitar que falem em unidade, mas desde que seja em torno deles”.