“Legalidade”, o filme, vai passar novamente na sede da Fundação Pasqualini – na sexta

Inspirado na rebelião da Legalidade liderada por Leonel Brizola em 1961, que garantiu a posse do presidente João Goulart, o filme de do cineasta gaúcho Zeca Brito será exibido novamente nesta sexta-feira (4/10), a partir das 18 horas, no auditório da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), na rua do Teatro 39, Centro –  seguida de debate. Na ocasião também será anunciada a fundação do Cineclube Hugo Carvana que apresentará, uma vez por mês, filmes da atualidade na sala de multiuso professor Loureiro.

O filme Legalidade já obteve quatro prêmios  importantes nos festivais de cinema de Gramado e Guarnicê, incluindo o prêmio póstumo de Melhor Ator para o protagonista, Leonardo Machado, precocemente falecido.  Também fazem parte do elenco os atores Cleo Pires, Fernando Alves Pinto, José Henrique Ligabue, Letícia Sabatella, Fábio Rangel e Sapiran Brito.

A exibição em Gramado também serviu como homenagem a Leonardo — intérprete de Leonel Brizola na trama —, que faleceu em setembro de 2018, aos 42 anos; e que antes tinha sido apresentador oficial do Festival de Gramado por oito edições seguidas, desde 2010.

Ambientado em 1961, o longa narra a trajetória do movimento Legalidade liderado por Brizola contra o golpe de estado dos três ministros militares que tentaram impedir a posse do vice-presidente constitucional João Goulart.  Brizola, pelas ondas do rádio, através da Cadeia radiofônica da Legalidade, disse não ao golpe e comandou a resistência civil-militar contra os golpistas de Brasília.

Os militares pretenderam eliminar fisicamente Brizola, ordenaram à FAB que bombardeasse o Palácio Piratini, onde Brizola instalara nos porões um estúdio improvisado da Rádio Guaíba, mas a reação dos sargentos e praças da Base Aérea de Canoas impediu que os jatos decolassem, quando os pneus dos aviões foram esvaziados.  A Marinha, por sua vez, mandou uma força tarefa para o Sul, que foi obrigada a retornar quando o comando do III Exército também aderiu a Brizola e Jango teve a sua posse garantida.

Em meio à turbulência política e social, o filme também mostra um fictício  triângulo amoroso é formado entre Cecília (Cleo), Luis Carlos (Fernando) e Tonho (José).