Justiça Eleitoral questiona metodologia utilizada por empresa e impugna pesquisa eleitoral em Niterói

A Justiça Eleitoral impugnou  pesquisa de opinião atendendo a pedido de “tutela de urgência” de candidato que se sentiu prejudicado em Niterói, exigindo da empresa  responsável que explicasse a metodologia usada para apresentar seus resultados. A  D’Art Promoções e Eventos, sediada em Tanguá, foi impugnada a pedido do candidato a prefeito do PSOL em Niterói, Flávio Serafini, por considerar haver “indícios de fraude no levantamento”, já que em outros levantamentos ocupava o 2° lugar na disputa e, no levantamento da D’Art Promoções, aparece na posição o candidato bolsonarista, Deuler da Rocha, do PSL.

A D’Art Promoções pertence ao vereador Luciano Lucio Natalino, do PSDB de Tanguá, candidato à reeleição, empresa que tem como atividades principais junto à Receita Federal gravação de som e edição de música. Como atividades secundárias constam uma variada lista, que vai desde provedor de internet até produção de espetáculos, incluindo a realização de pesquisas de opinião, segundo matéria publicada pelo jornal “Toda Palavra”, de Niterói.

Outros três pedidos de impugnação de pesquisas correm na Justiça contra levantamentos eleitorais feitos pela D’Art Promoções e Eventos em municípios do interior, sendo que um já foi deferido parcialmente pelo juizado da 254a Zona Eleitoral, de Macaé.

A pesquisa teria sido contratada pelo preço de R$ 8 mil pela empresa R. Lisboa Entreterimento (sic) e Merketing (sic) Ltda, sediada no município de Belford Roxo. Sob responsabilidade da estatística Viviane Sobral Motta, teriam sido entrevistadas 647 pessoas nos dias 28 e 29 de outubro. Porém, nas informações fornecidas ao TSE pela empresa responsável, apesar da pesquisa pretender medir intenções de votos para as eleições de Niterói, vários dos bairros informados como bases geográficas de coleta dos questionários não pertencem à cidade: Canaã, Figueira, Monte Alto, Morro da Coca-Cola, Praia dos Anjos, Praia Grande, Prainha e Sabiá.