JS do PDT-RJ lidera pedetistas na passeata contra Jair Bolsonaro

Vargas de volta à avenida que leva seu nome

Milhares de manifestantes saíram às ruas em todo o Brasil  neste sábado (24/7)  em atos contra Jair Bolsonaro realizados em todas as capitais brasileiras e mais de 12 países, sendo que no Rio de Janeiro a multidão, segundo os organizadores do evento, reuniu cerca de 75 mil pessoas inclusive militantes do PDT liderados pela JS-PDT mas com participação de movimentos como o Diversidade, Cultural Darcy Ribeiro, Movimento de Mulheres, Comunitário, Axé e Negro. Também participaram dirigentes da seção Rio da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, inclusive Leo Lupi.

Desta vez muitos militantes usavam camisetas com os dizeres “Trabalhistas na rua”, “Ciro”, e outras ainda mais completas, com os dizeres “Getúlio, Jango, Brizola & Ciro” (foto).

Liderados por Matheus Novais, presidente da JS do PDT-RJ, os militantes começaram a se concentrar por volta das 9 horas da manhã na saída do Metrô, na Central do Brasil. O número de participantes foi maior do que na última passeata, estando presentes representantes de praticamente todos os movimentos organizados do PDT-RJ. O ponto de concentração foi próximo a saída da rua de Santana, na presidente Vargas – para onde se dirigiram os militantes do PDT, por volta das 10 horas. Também se uniram ao grupo do PDT militantes dos partidos Rede e  Cidadania.

Com a saída da passeata, os pedetistas começaram a percorrer a Avenida em direção à Candelária destacando-se, além da faixa “Trabalhistas nas ruas em prol do Brasil”, dois estandartes – um com a imagem de Leonel Brizola e outro com a imagem de Getúlio Vargas.  Pouco antes da rua Senhor dos Passos, o grupo de pedetistas, na multidão da passeata, se encontrou com a deputada Juliana Brizola, o marido Rambo e filhos; e também com Brizola Neto e os filhos, que se juntaram aos pedetistas até o final da passeata, na Candelária.

Esta foi a quinta  manifestação contra o governo Bolsonaro exigindo mais vacinas, mais empregos e maior auxílio emergencial para os necessitados. A primeira manifestação foi em SP, uma carreata em janeiro; a segunda, já nacional, foram atos  públicos realizados em diversas cidades  dia 4 de maio; a terceira manifestação, também nacional, aconteceu dia 29 de maio em centenas de cidades; a e a terceira, também em centenas de cidades brasileiras e algumas no exterior, dia 3 de julho último.

Atos denunciando o governo brasileiro também ocorreram nos EUA, na Alemanha, na Austria, na Suiça, na França, em Lisboa e vários outros países da Europa e da América Latina.

Atos aconteceram em todo o país

Todos os atos foram pacíficos exceto incidente registrado no Centro de São Paulo quando provocadores mascarados misturados à multidão, quebraram as vidraças de uma agência bancária na rua da Consolação.

Em Porto Alegre, os manifestantes se reuniram às 15h em frente à prefeitura e saíram em passeata pelas ruas do Centro Histórico até o Largo Zumbi dos Palmares, onde se encerrou a manifestação no entardecer. Na série de pautas levantadas estavam desde as denúncias de corrupção do governo federal e do atraso na compra de vacinas até críticas à Reforma Administrativa e ao teto de gastos.

Uma reprodução de um gado na cor branca com a faixa verde e amarela foi exposta para que as pessoas escrevessem os motivos de sua manifestação. Depois, ele saiu puxados por dois manifestantes pelas ruas.

Em Brasília, o protesto fechou a Esplanada dos Ministérios em Brasília. A concentração começou por volta das 15h deste sábado, no Museu Nacional da República. O grupo iniciou marcha até o Congresso Nacional por volta das 16h30. Em seguida, os manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios no sentido contrário até o Teatro Nacional e começaram a dispersar por volta das 17h30.

Em Porto Alegre, a JS também esteve presente, com força.

 

(OM)