JS condena “lawfare” usado por Sergio Moro e Deltan Dallagnol

Estátua da Justiça. Foto: Gil Ferreira/SCO/STF (16/09/2010)

Lideranças de movimento do PDT divulgaram manifesto citando o impacto negativo da Operação Lava Jato

*Por Bruno Ribeiro

O “lawfare”, termo em inglês que indica o uso estratégico do sistema judicial como arma política, serviu para o ex-juiz federal Sérgio Moro e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol dilapidarem a democracia e a soberania do Brasil através da Operação Lava Jato. A crítica foi publicizada em manifesto assinado por lideranças da Juventude Socialista (JS), vinculada ao PDT, nesta quarta-feira (10).

“Deixaram de lado a legalidade democrática para realizar uma perseguição maquiada pela obtenção de poder geopolítico e econômico. Esvaziando a credibilidade e crença do povo nas instituições, o que alimentou em muito a antipolítica que hoje ameaça a tão jovem República”, aponta o texto.

Segundo os pedetistas, “por trás dos argumentos de combate à corrupção escondem-se práticas ilegais de autoritarismo judicial e interesses” que resumem “o processo de desmonte que se convencionou chamar o conjunto de investigações liderado por membros do Ministério Público Federal (MPF). Em destaque, segundo eles, como elemento central: a imagem e representatividade da Petrobras.

“A Operação Lava Jato promoveu a espoliação de importantes setores da economia nacional, tais como a indústria petrolífera, construção civil e pesada, a metalmecânica, a indústria naval, além do programa nuclear brasileiro”, pontuou.

“A justificativa oficial para o desinvestimento, a descapitalização e alienação patrimonial está ancorada na ideia de que a Petrobras é intrinsecamente corrupta, o que consiste em afronta ao esforço de gerações de brasileiros por desenvolvimento”, completou.

Colando o pré-candidato do partido a presidente da República, Ciro Gomes, como “um quadro político capaz de unificar a frente progressista em defesa da legalidade”, os autores do documento defendem a mobilização para atuação nesta pauta.

“Mais que evidente, dada a disposição conjuntural, que as forças progressistas, nacionalistas, democratas, legalistas e defensoras de nossa Constituição, de todos os espectros políticos, devam caminhar juntas, em convergência para a retomada soberana do Brasil, que não será estabelecida sem um amplo pacto pela democracia”, concluíram.

Confira a íntegra do MANIFESTO EM DEFESA DA LEGALIDADE, DEMOCRACIA E SOBERANIA NACIONAL 10-11-2021.