Jornalista e escritor Sergio Caldieri morre em Santa Catarina

Caldieri  não resistiu a operação no coração e deixa mulher, Ana Bonelli, e filho

O jornalista e escritor Sérgio Caldieri, militante do PDT, Conselheiro da ABI e vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, morreu neste sábado (18/12) após se submeter a delicada intervenção cirúrgica no coração – a que não resistiu. Paranaense de Assaí,  deixa mulher,  filho e deverá ser sepultado em Florianópolis este domingo (19/12) em cerimônia restrita à família devido a pandemia, como informou seu filho Sérgio Arthur Bonneli Caldieri, através do Facebook.

Mario de Sousa, presidente do Sindicato dos Jornalistas do RJ, em nota oficial, manifestou profundo pesar pela morte de Caldieri “um jornalista respeitável, um guerreiro e ativista das causas sociais e dos intelectuais dedicados à luta pela cultura no país”.

Segundo Mario de Sousa, Caldieri  “deixa um legado de boas ações por onde passou: Funarj, Secretaria estadual de Cultura, MIS, nos governos de Brizola, Darcy Ribeiro, na Tribuna da Imprensa e outros jornais”.  Assinala também que além de vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, Caldieri era Conselheiro da ABI e “escritor destacado e sindicalista atuante”.

“A Cultura e o jornalismo perdem uma extraordinária figura humana sempre em defesa da democracia e da liberdade.  Nós perdemos um  companheiro,  irmão, e um grande amigo”, conclui a nota assinada por Mario de Sousa.

O ex-presidente da Faperj e diretor da Coppe, Fernando Peregrino, lamentou a morte do amigo: ”Sergio Caldieri era uma reserva moral e intelectual do país. Que fique na paz com Deus! Obrigado por ter vivido entre nos!”

Outro amigo, Luis Eduardo Maciel, companheiro de lutas, registrou por sua vez, também nas redes sociais: “Caramba que notícia horrível!  Descansa em paz meu amigo. Você era uma semente de Darcy Ribeiro aqui na terra. Um dia a gente se vê!”

Nascido em Assaí (PR), Caldieri começou no jornalismo em veículos como o jornal Panorama, Rádio Alvorada e na Folha de Londrina. Em 1977 se transferiu para o Rio de Janeiro onde trabalhou na Tribuna da Imprensa, na assessoria de Darcy Ribeiro e na Secretaria estadual de Cultura.  Caldieri se tornou amigo do escritor, jornalista e ativista Edmundo Moniz (1911-1997) e, depois, seu biógrafo. Caldieri é autor do livro “Eternas Lutas de Edmundo Moniz”.