Ismael Lisboa: “Nós precisamos colocar o nome do Ciro na discussão”.

O PDT do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (12/12), no auditório da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, sua última reunião ordinária deste ano, em que foi discutida a grave crise política nacional, com forte repercussão no Estado do Rio de Janeiro.

Ao iniciar o encontro, o presidente em exercício do Diretório Estadual, José Bonifácio, que dirigiu a reunião, falou sobre a grave crise institucional brasileira; e destacou a responsabilidades de o PDT, que faz oposição ao governo, apresentar um projeto político e econômico para ser discutido com a população.

José Bonifácio – que definiu como preocupante o cenário para o próximo ano – destacou a necessidade de a militância pedetista estar presente em todos os campos de ação: redes sociais, escolas, trabalhos etc.

Deu como exemplo as emendas apresentadas pela Bancada na Câmara dos Deputados, que foram repercutidas de maneira distorcida pela mídia em geral – assim como por representantes das classes jurídicas diretamente envolvidas; quando, “na realidade, ela visa a frear abuso de autoridade de servidores públicos, incluindo os do Ministério Público e Poder Judiciário”.

Em aparte, a deputada Martha Rocha classificou a iniciativa do PDT como “uma emenda corajosa”; e complementou: “Nós seremos cobrados por esta ousadia; porque o que ficou entendido é que se queria uma lei de mordaça, com objetivo esvaziar a operação Lava Jato”.

Sobre as últimas delações vazadas e apresentadas pela mídia, Bonifácio tem uma opinião formada, produto de sua longa experiência política:

– “Nós, da classe política, não podemos festejar denúncias, desse tipo, feitas contra nossos adversários, porque atinge a todos nós; atinge a classe política, sem exceção. Nosso embate tem que ser no campo político”.

Pacote de Maldades

A deputada Martha Rocha, em seu relato sobre o processo de votação na Alerj, disse que a Bancada estadual – que tem se reunido, periodicamente, com a direção do PDT – tem apresentado emendas modificadoras e restritivas, frutos de discussões permanentes entre seus membros.

Prosseguindo em sua análise, informou que, dos projetos de extrema relevância, houve uma derrota na votação do bilhete único; mas a oposição teve uma vitória muito importante: não permitir os supersalários.

Para a deputada, amanhã (dia 14) vai entrar em pauta o mais difícil de todos os projetos: o que penaliza os servidores públicos com o aumento da alíquota de contribuição, de 11% para 15%, “sem que tenham sido apresentados estudos econômicos do impacto”, e concluiu:

– “Acho que não será fácil derrubar este projeto do Governo; mas tenho a convicção de que não será fácil, para eles, vencer esta batalha”.

Bandeiras nas ruas

O presidente estadual da Juventude Socialista, Luiz Moreira, repudiou a invasão, por tropas policiais, da Igreja de São José, localizada ao lado da Alerj: “Foi um ato deprimente. Começamos a questionar se estamos ou não em uma democracia”.

O presidente da JS foi enfático ao dizer que percebe que não é hora de um pedetista ficar somente nas redes sociais: “O PDT tem que voltar às ruas, com as nossas bandeiras, defendendo, junto ao povo, nossas causas”.

Nesta mesma linha, o secretário-geral do Diretório Estadual, Ismael Lisboa – citando pesquisa eleitoral, divulgada nesta segunda-feira – observou que a mídia está fazendo um jogo muito pesado, muito difícil em relação à eleição presidencial: “Botaram Lula novamente no cenário (bateram no Lula até dizer chega… e agora ele ainda está com 25%); a Marina está lá. Eu não vi o Ciro!”.

Ao informar que Diretório Nacional, reunido com presidente de executivas de todos os estados, em Brasília, decidiu pela mobilização de todos do PDT em torno da candidatura de Ciro Gomes, convoca a militância: “Nós precisamos colocar o nome do Ciro na discussão”.

Ismael lembrou que precisamos também defender nossos companheiros que são parlamentares, porque, muitos deles sofrem represálias por levarem adiante as causas pedetistas; e citou o caso de Weverton Rocha, que foi agredido por um manifestante, que jogou um tomate contra ele, no aeroporto de Brasília.

No final de sua exposição, informou que o PDT vai, já nos primeiros meses do próximo ano, atuar, de forma sistemática, na formação e atualização de quadros, através da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini; e enfatizou a importância de cada militante pedetista divulgar, compartilhar os pensamentos de Ciro Gomes e Carlos Lupi, que tem feito gravações para serem divulgadas no WhatsApp e nas redes sociais.