Início da vida política em Sobral (CE) é o 3° episódio da série “Ciro, o dever da esperança”

Dedicação ao bem estar social representou a “evolução natural” iniciada pelo pai em Sobral (CE)

O início de sua vida política foi o tema do episódio desta sexta-feira (14), o terceiro, da série “Ciro: o Dever da Esperança”, conduzida pela produtora cultural Giselle Bezerra. Na produção, o pré-candidato a presidente da República do PDT conta a “evolução natural” pela qual passou, iniciada há cerca de 40 anos, em Sobral (CE), em prol do bem estar social do povo – inicialmente ajudando o pai.

“Em 1982, foi uma evolução natural. Meu pai tinha muito prestígio como defensor público. A gente chamava de advogado dos pobres. Professor universitário, ele ajudou a fundar a Universidade de Sobral, que é a Universidade do Vale do Acaraú. E, como prefeito, fez uma administração revolucionária. Mexeu com coisas muito importantes, especialmente na educação, na saúde, na infraestrutura da cidade”, explicou.

“E eu estava ali, ao lado dele, ajudando em tudo. Daí para ser o candidato a deputado estadual foi um passo quase que natural”, completou.

Situação

Pelo contexto do período, Ciro expõe o “constrangimento” por ter disputado a vaga na Assembleia Legislativa, pelo Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu a Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

“Isso é um constrangimento que eu tenho na minha vida partidária, que eu tento explicar com muita humildade e com muita franqueza, porque não creio que haja outra explicação justa para quem sabe que eu cultivo a verdade”, pondera.

Ele relata que, na época, o sistema eleitoral obrigava a votação em candidatos vinculados a um mesmo partido. Como seu pai era filiado ao PDS, o ex-governador do Ceará aceitou o registro “pragmático” para apensar disputar o pleito. Com a vitória, conta que efetivou a mudança partidária na sequência, quando entrou para o MDB da época.

Parlamento

No primeiro mandato como deputado, Ciro mostrou um perfil combativo, apesar de jovem, e logo despontou como um dos principais opositores à gestão estadual, vinculado à sua antiga sigla.

“Eu cheguei, 25, 26 anos de idade, cheio de ideias, e fui logo para a oposição. Teve horas que eu era 1 de 46 em oposição ao governador Gonzaga Motta, na época, que era do PDS. Mas eu trouxe também, para além daquela coisa do dia a dia da Assembleia, um conjunto de assuntos, de temas, que não eram tratados ali”, relembrou.

Eu fui o fundador da primeira Comissão de Meio Ambiente de uma Assembleia do Nordeste. Tratar de meio ambiente, naquela época. Me filiei logo na frente de apoio ao Tancredo Neves, eleições Diretas Já. Todas as lutas do Brasil eu trouxe ali pra dentro e foi um mandato bastante rico para o meu aprendizado também”, complementa.

Sobre a relação com o senador Tasso Jereissati, ele afirma que, desde o início, permitiu a realização de muitas ações “na história do Ceará”, contrariando o “coronelismo” vigente.

“O Tasso era um jovem empresário, tinha 30 e poucos anos, criou o Centro das Indústrias do Ceará, que era um ambiente de jovens empresários, também completamente antagônicos ao coronelismo mais atrasado. No caso do Ceará, eram coronéis mesmo, três coronéis que se revezavam no poder e o Estado tinha sido levado ao fundo do poço do atraso, das práticas mais corruptas, fisiológicas”, detalhou.

“E o Tasso agitava a discussão e eu era o cara, na Assembleia, que agitava essa mesma discussão”, acrescentou.

 

(por Bruno Ribeiro)

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