Globo-Itaú nada a ver com interesse nacional

Por César Fonseca (*)

A Globo está a serviço do mercado, de Wall Street e das petroleiras internacionais.

Como todos sabemos, a Globo é o ponto de vista do império americano no Brasil; está a serviço do mercado financeiro, de Wall Street e das grandes petroleiras internacionais; esteve sempre na linha de frente para levar Getúlio ao suicídio, no sacrifício humano que empreendeu para salvar a Petrobrás; infelizmente, Getúlio não seguiu conselho de Tancredo Neves para resistir aos golpistas da República do Galeão, em 1954, bem como Jango, também, não ouviu Brizola para resistir ao golpista Lacerda, em 1964, preferindo ir pescar, como relata o jornalista Osvaldo Maneschy, “Leonel – A Legalidade e outros pensamentos conclusivos”; somente Brizola, com a Rede Nacional da Legalidade, resistiu, em 1961, aos covardes que não tiveram coragem de enfrentá-lo; não foi à toa que a Globo se juntou às forças antinacionais para fraudar votos populares contra o grande governador gaúcho-carioca, tentando conspurcar sistema eleitoral, que, ainda hoje, continua ameaçado.

ALIANÇA ANTINACIONAL

Não é novidade o que relata essa excelente matéria do GGN, do Luís Nassif, ou seja, a aliança da Globo com os banqueiros para vender ortodoxia econômica neoliberal; trata-se, sobretudo, de barrar projetos nacionalistas, buscando, de todas as formas, destruí-los, engajando-se contra eles, como fez e faz contra o pré sal e a favor da venda das refinarias da Petrobrás para que o povo pague preço de combustíveis cotado em dólar, acrescido de custos de fretes marítimos, em vez de elevar a capacidade de refino nacional a preços competitivos; a empresa nacional já provou sua competência nesse campo, com tecnologia própria, aclamada pela comunidade científica e tecnológica internacional; diante dela, os concorrentes bateram em retirada para explorar mentiras veiculadas pela Globo, dando a entender o contrário, desmentido pelos fatos; formados pela grande petroleira nacional graças sua aposta – ou melhor, na aposta de Getúlio – de que investir em petróleo é o melhor negócio para assegurar desenvolvimento nacional soberano, o corpo técnico da empresa virou arma de competição global em favor do interesse nacional; o foco, investir em inteligência e capacidade tecnologia para tirar do fundo do mar o ouro negro sem ter competidor à altura, logrou sucesso global.

ANTIJORNALISMO MILITANTE

Agora, juntando aos bancos, como o Itaú, que quer comprar a Petrobrás, na bacia das almas, junto com os fundos formados por Wall Street, o consórcio midiático multinacional, Globo, esforça-se para vender o peixe podre de que a Petrobrás – como escreveram seus articulistas Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão – dá prejuízo e não dispõe de capacidade de investimento na sua auto-sustentação soberana; mentira cabeluda; basta ler o livro lançado pela AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobrás -, “60 anos de luta e convicção em defesa da Petrobras”, nunca resenhado pela grande mídia antinacionalista; certamente, o conteúdo histórico jornalístico dessa importante publicação jamais será veiculado na publicação que o Itaú e a Globo estão lançando, com objetivo de publicar informações econômicas “neutras”, para, claro, desinformação da opinião pública. Globo-Itaú, nada haver com interesse nacional. Tal parceria, simplesmente, aprofunda financeirização econômica nacional neoliberal em prejuízo do desenvolvimento sustentável, enquanto mata jornalismo crítico em terra brazilis.

 

(*) César Fonseca é jornalista e editor do site Independência Sul Americana