‘Extra”: Axel critica prefeito bolsonarista de S. Gonçalo por sobrecarregar saúde em Niterói

O prefeito Axel Grael (PDT), de Niterói, ao  anunciar a implementação de barreiras sanitárias nas divisas da cidade a partir desta  quarta-feira criticou a vizinha São Gonçalo pela condução que vem fazendo no  combate à pandemia. Segundo Axel,  o município vizinho, gerido pelo prefeito bolsonarista Capitão Nelson (PL), eleito em 2020 com apoio explícito do presidente, adotou medidas frágeis contra a Covid-19 e não fiscaliza seus próprios decretos.

Segundo o jornal “Extra”, Axel teria declarado a respeito do assunto:

— A gente está fazendo todo o esforço aqui em Niterói e São Gonçalo não está  fazendo esforço nenhum . O prefeito de Niterói teria acrescentado ainda que “são olhares completamente diferentes para enfrentar esse desafio. Nós somos conscientes da gravidade da situação e estamos implementando as ações necessárias. Lá, eles minimizam o problema’, teria afirmado.

Hoje, de acordo com Grael, 30% dos internados com Covid-19 na rede municipal niteroiense são de outros municípios, sendo  dois terços desses pacientes procedentes de São Gonçalo.

Além disso, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz apontou que, entre março de 2020 e fevereiro deste ano, 598 pacientes graves com Covid-19 que moram em São Gonçalo foram internados em UTIs no próprio município, enquanto 459 ficaram em Niterói, e outros 144, na capital. Ainda de acordo com o “Extra”, “a rede de São Gonçalo, portanto, não acolheu nem metade desses pacientes”.

Na avaliação dos responsáveis pela pesquisa, a migração de doentes aumenta a necessidade de uma ação coordenada em níveis estadual e nacional para controlar a pandemia.

— Há uma heterogeneidade (nas estratégias escolhidas) que custa vidas. Deveríamos estar mais unidos do que nunca, mas não é o que acontece. Isso é muito grave — lamentou Grael.

Hoje a vacinação teve que ser suspensa em Niterói por falta de doses de vacina.

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo não quis comentar as críticas e garantiu que o gabinete de crise age “com base nos dados epidemiológicos”. A nota segue: “O município vem trabalhando incessantemente, com poucos recursos, ao contrário da cidade vizinha, para salvar vidas