Em livro, Wendel Pinheiro revela fatos inéditos do Trabalhismo

Historiador destaca contribuição do PDT e de Brizola no fortalecimento da corrente política no Brasil

*Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ

O livro ‘Um tempo bem melhor pra se viver: a trajetória histórica do trabalhismo brasileiro’ pautou a nova edição do programa ‘Trabalhismo na História’, do Centro de Memória Trabalhista (CMT). Na entrevista desta sexta-feira (28), o historiador Wendel Pinheiro relata, como autor, a relevância da nova obra que mostra, em cerca de 900 páginas, análises conjunturais e fatos inéditos.

Wendel Pinheiro (E) e Henrique Matthiesen

Com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021, Wendel aponta, como um dos destaques, a descoberta da presença de trabalhistas no Movimento Operário da Primeira República, o que mostra a existência de organizações político-partidárias desde o final dos anos 1910.

Ao longo do diálogo com o coordenador do CMT, Henrique Matthiesen, o pedetista aborda a trajetória da corrente política entre 1890 e 2021, incluindo os períodos da Era Vargas (1930-1945), a experiência democrática e a atuação do antigo PTB (1945-1964) e o golpe militar de 1964 contra João Goulart, bem como a vinculação com Leonel Brizola e o PDT, a partir da redemocratização na década de 80.

“Para nós, trabalhistas, a democracia não é o fim, como os democratas defendem, mas sim o meio para uma sociedade mais justa, fraterna e humana. Em uma perspectiva, posterior, baseada no socialismo democrático”, explicou, ao mencionar a valorização das reformas de base e os direitos sociais.

Atualidade

Com a chegada do ex-governador do Ciro Gomes ao PDT, em 2015, o escritor também avaliou a nova realidade estabelecida e os desafios enfrentados perante a promoção do Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND). “O tempo passa e as demandas surgem. A ideologia tem os princípios centrais, mas ela dialoga com a conjuntura. Para isso, busca respostas para o conjunto da sociedade. Talvez esse seja o grande desafio do trabalhismo no decorrer do século XXI”, encerrou, ao citar a manutenção do financiamento coletivo para concluir a publicação.

Acompanhe aqui a entrevista na íntegra.