Ecotrabalhismo lança cartilha com Lupi, Ciro e outras lideranças do PDT

Produção coletiva aprofunda a relevância do meio ambiente a partir de 12 eixos fundamentais

*Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ

O Ecotrabalhismo reuniu lideranças nacionais do PDT, durante transmissão ao vivo nesta quarta-feira (3), para lançar a cartilha oficial do movimento.  Entre os presentes no evento sobre meio ambiente, história e políticas públicas, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e o pré-candidato a presidente da República, Ciro Gomes.

Produzido coletivamente, o documento de 160 páginas aprofunda a temática a partir de 12 eixos: biodiversidade; reciclagem e resíduos sólidos; cidades sustentáveis; recursos hídricos; mudanças climáticas; energias renováveis; cidadania: produção e consumo sustentáveis; educação; agricultura familiar no Brasil; saúde e bem-estar; empregos verdes e agroecologia e a segurança alimentar da população.

“Desde a Carta de Lisboa, o trabalhismo tem uma marca clara de defesa do meio ambiente, do ecossistema e da Amazônia. […] Nós fomos o primeiro partido a criar o movimento verde e sempre fomos vanguarda nessa área”, afirmou Lupi.

“Essa é uma atualização do nosso ideário de acordo com uma das questões mais urgentes do nosso tempo, que é a preservação do meio ambiente e, porque não dizer, da salvação do nosso planeta Terra”, destacou Ciro, ao citar seu engajamento contínuo e completar: “Essa organização, em forma de movimento e de luta, se faz ainda mais urgente diante da destruição corrupta, e sem precedentes, da floresta amazônica pelo governo Bolsonaro”.

Presidente Nacional do Ecotrabalhismo, Ivana Groff colocou a iniciativa como um ponto agregador e diferenciado para o PDT, que apresenta um olhar voltado para a responsabilidade e a educação ambiental.

“Esse trabalho foi muito bem realizado e que todo mundo aproveite. Turma boa, para as eleições, será o nosso PND (Projeto Nacional de Desenvolvimento), com ‘s’ de sustentabilidade para a campanha do Ciro em 2022”, disse, ao exaltar a parceria com o seu vice-presidente, Everton Gomes.

“Nada mais atual do que nós pensarmos numa agenda que garanta um equilíbrio entre o homem e a natureza. Compreender que o homem também faz parte da natureza. Durante muitos séculos, o nosso desenvolvimento acabou gerando um certo distanciamento”, explicou Eveton.

Origem

Juliana Brizola, deputada estadual pelo PDT no Rio Grande do Sul, relembrou do protagonismo fomentado pelo seu avô Leonel Brizola, que é presidente de honra da sigla, na promoção do tema no país.

“Brizola era um homem com uma visão muito além do seu tempo. Muitas das coisas que a gente ouve hoje, que ele falou, são extremamente atuais. E ainda na fundação do nosso partido, há 41 anos atrás, ele já falava da questão ambiental e marcava território”, comentou, ao citar as políticas públicas e eventos nas gestões do governo do estado do Rio de Janeiro, como a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92).

Nelton Friedrich, vice-presidente de honra do movimento e ex-deputado federal, ratificou o contexto histórico ao explicar a intrínseca relação da pauta ambiental com o ideário pedetista.

“A perenidade do trabalhismo brasileiro está exatamente em ser um partido com causa, não é uma casualidade momentânea de interesse eleitoral ou pessoal. […] Essa causa de transformação com um projeto nacional, de Brasil, que trouxe o trabalhismo para a centralidade de políticas públicas como a de Getúlio [Vargas]”, salientou.

O deputado estadual Goura (PDT/PR), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente, Ecologia e Proteção aos Animais da Assembleia paranaense, fez questão de mencionar a ênfase dada pelos fundadores do partido, desde o estatuto, bem como nos planos com Ciro.

“O PDT, lá atrás, já tinha essa preocupação com o meio ambiente. Nós, aqui, reafirmamos isso com os nossos mandatos e movimentos para que o Projeto Nacional de Desenvolvimento caminhe para reduzir as desigualdades, existentes em todo o país, junto com as pautas urgentes das mudanças climáticas, do combate à poluição, pela preservação dos ambientes naturais, redução de agrotóxicos e dos direitos humanos dos povos indígenas e de todos os brasileiros”, pontuou.

Acesse a cartilha aqui.