Dia do Orgulho LGBTQIA+: Lupi e Martha exaltam Diversidade PDT

Garantia de direitos e combate ao governo Bolsonaro são pautas prioritárias do partido no Rio e Brasil

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ (7), o PDT do Rio de Janeiro reforçou as conquistas e a luta contra o preconceito em uma live organizada pelo PDT Diversidade em parceria com a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP). No debate com ativistas, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e a deputada estadual Martha Rocha.

Com a mediação do presidente estadual do movimento, Thiago Veras, e do secretário nacional de Criatividade e Inovação da Fundação, Leonardo Lupi, as lideranças pedetistas aprofundaram a análise sobre a importância do enfrentamento ao governo de Jair Bolsonaro, do combate à LGBTfobia.

“Bolsonaro é o retrato da homofobia e da intolerância no Brasil. Chega! […] Esse 28 de junho de 2021 é o começo do fim dessa ‘gentalha’, do ódio”, afirmou Carlos Lupi, destacando a atuação da organização colaborativa a partir da presidente nacional, Amanda Anderson.

“Nós temos que ter a nossa voz ouvida, não podemos ser uma maioria silenciosa”, acrescentou, com ênfase ao legado brizolista em prol dos direitos sociais.

Ao citar, em 2020, a ocorrência de 175 mortes violentas de pessoas LGBTs no Brasil, Martha Rocha lembrou que o país lidera esse “trágico” ranking mundial e também acumula outro dado alarmante: a expectativa de vida da população trans e travesti é de 35 anos, enquanto a média nacional supera os 70 anos. Diante do crítico cenário, a parlamentar, que é ex-chefe da Polícia Civil no estado, valorizou a representatividade do trabalhismo.

“É muito bom estar em um partido que está nessa vanguarda, que é protagonista dessa luta, e tem o PDT Diversidade”, exaltou, diante da rotineira resistência promovida nas cidades.

“É no território do município que, muitas vezes, a gente vai ter os embates mais difíceis, porque são carregados de preconceito e ódio. […] Esses crimes de ódio têm que ser entendidos e enfrentados como crimes de ódio”, comentou.

Alternativa

Ao classificar o governo bolsonarista como “inteiramente antidemocrático”, Veras colocou, em contraposição, o presidenciável Ciro Gomes como um substituto com propostas progressistas.

“Um projeto nacional humanista, que o PDT e os trabalhistas buscam implementar e, acima de tudo, acreditam, […] de respeito aos direitos humanos e solidário”, disse, ao completar: “O trabalhismo abraça a população LGBT”.

Ressaltando a dinâmica acolhedora e integradora do partido, Leonardo Lupi ratificou a importância dessas ações para mitigar os efeitos do ocupante do Palácio do Planalto.

“O preconceito tão presente por culpa desse desgoverno Bolsonaro, que, infelizmente, é uma pessoa que sempre se revelou ‘lgbtfóbica’ e chegou à presidência. O preconceito chegou à presidência”, avaliou.

(Por Bruno Ribeiro)